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Se a postura não muda, a posição também não

Dos vinte e quatro pontos disputados, conquistamos apenas seis. Das oito partidas jogadas, vencemos apenas uma. Esse é o Paysandu Sport Club na Série B de 2016. O time que tinha grandes expectativas para esse campeonato está perdido do caminho que deveria trilhar.

Alexandro após perder um gol (Foto: premiere)
Na oitava rodada, um empate sem gols, contra o Bragantino fora de casa, fez o Paysandu permanecer na zona de rebaixamento. Apesar de que não faltaram oportunidades para sair dela, mais uma vez faltou qualidade nas finalizações, faltou se posicionar da maneira correta em certas jogadas e faltou também o último passe.

Foram nove finalizações e 22 cruzamentos errados, apenas três finalizações corretas e quatro cruzamentos concluídos. Time que quer se recuperar de uma crise não pode jogar assim. E nem pode jogar sem fazer substituição alguma num ataque que estava claramente estéril.

O que falar de Alexandro, o atacante que ainda não aprendeu a lei do impedimento? Já esteve impedido 12 vezes nas sete rodadas que disputou e fez apenas um gol. Além disso, o atleta tem pecado no posicionamento, o que prejudica muito o clube. Titular absoluto? Eu acho que não. Já Fabinho Alves falhou em todos os oito cruzamentos que tentou contra o Bragantino, parece que o jogador ainda não voltou do DM, ou que deixou o que a torcida gostava nele por lá.

Impedimentos de Alexandro na Série B (Via: meu.footstats.net)
E o que dizer do meio campo? Rafael Costa, o rei do chutão, além de ainda não conseguir acertar o pé, parece ainda não ter conseguido encontrar seu caminho. Ontem mais uma vez fez uma demonstração do que poderia fazer pelo Papão, arriscando de longe e tentando bastante, entretanto, sem êxito algum. Jhonnatan fez o básico, o feijão com arroz e não de maneira totalmente eficaz, em alguns momentos sumiu do jogo, sem cumprir algumas obrigações. Já o seu substituto entrou basicamente para cometer infrações, Rodrigo Andrade deu apenas um passe no jogo e fez cinco faltas. Os volantes Augusto Recife e Ilaílson fizeram uma boa atuação, regular, sem muitos erros. O fato é o “algo a mais” ficou faltando e em todos.

Antes de falar dos laterais é preciso respirar fundo, mais uma vez vimos uma substituição desnecessária, que não veio para somar, muito pelo contrário, veio para deixar a lateral pior. Roniery não esteve em seu melhor dia, nem cruzamento tentou dar. Porém, apesar disso, não havia porque trocá-lo por Edson Ratinho, que definitivamente não consegue demonstrar porque jogaria no Paysandu (ou porque jogaria em qualquer outro clube). Já Lucas, o volante improvisado, foi o que melhor se saiu neste setor, desarmou bem e errou poucos passes.

Por fim, a defesa... A maior preocupação do torcedor quando viu a escalação, certamente foi a dupla de zaga. Mas dessa vez, pelo menos não fomos vazados. Não por “falta de vontade” de Lombardi que, apesar de ter se saído bem em alguns lances, chegou atrasado demais em outros e quase cometeu pênalti. Seu companheiro de zaga, Gilvan, não comprometeu. O goleiro Emerson teve uma atuação “normal”, falhou em algumas saídas, porém não foi realmente exigido.

Nesta terça-feira (14), o clube paraense enfrenta o Avaí dentro de casa, às 21h30. O time será comandado por Gilmar Dal Pozzo, contratado após Dado deixar o cargo. No meio de uma crise e num horário considerado ruim, o torcedor esperava que os ingressos se tornassem mais baratos. Entretanto, a diretoria parece querer afastar as cobranças, os protestos, as vaias e reclamações. Ela quer agir como se nada estivesse acontecendo. 

Comparativo entre as equipes que se enfrentam nesta terça (Via: meu.footstats.net)

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