Header Ads

Na sorte? Paysandu salva invencibilidade no apagar das luzes

Neste sábado (23), o Paysandu entrou em campo para disputar a 17ª rodada da Série B, na Curuzu, e tinha como adversário o CRB, time que se encontrava no G4 do Campeonato e estava a seis jogos sem saber o que era empatar ou perder.

No primeiro tempo, a partida estava consideravelmente equilibrada. A primeira oportunidade foi para o Galo, após falha de Lombardi, Magrão dividiu com Emerson, mas na sobra Zé Carlos mandou para fora tentando fazer de cobertura. A resposta do Paysandu saiu oito minutos depois, quando Cearense fez o pivô, deu o passe para Rafael Costa e o meia chutou no gol e viu a defesa de Júlio Cesar.

O jogo parecia estar indo por um caminho bom para a equipe da casa até que, aos 28 minutos, Gilvan afastou mal a bola e Olívio, livre de marcação dominou e chutou forte para o gol, acabando com os mais de mil minutos sem levar gol do goleiro Emerson. Quatro minutos depois, Emerson chutou a bola nas costas do atacante Zé Carlos e a bola entrou, apesar de muita reclamação do CRB, o juiz deu falta do atacante regatiano.

(Foto: Ascom/Paysandu)
No finalzinho do primeiro tempo, o Paysandu ainda tentou o empate, porém, na cobrança de falta de Rafael Costa, Gilvan cabeceou e Júlio Cesar conseguiu fazer grande defesa, evitando o empate.

A segunda etapa parecia começar bem para o Papão. Aos 2 minutos, Cearense achou Tiago Luís na direita, mas o mesmo chutou fraco para o gol e o goleiro alvirrubro facilmente defendeu. Logo depois, Edson Ratinho levantou falta, Lombardi mandou de cabeça para o meio e o zagueiro-volante Domingues acertou o travessão em uma das melhores oportunidades do clube até o momento.

Apesar do bom começo, quem marcou o segundo gol da partida foi o CRB. Na costa de João Lucas, Marcos Martins tocou para Roger Gaúcho cruzar de primeira para Neto Baiano, que antecipou a zaga e mandou a bola para o fundo da rede. O gol deixou a torcida do Paysandu enfurecida, que vaiou bastante a atuação da equipe. Entretanto, o duelo ainda reservava momentos mais felizes para o torcedor alviazul. Aos 35’, Matheus Galdezani cometeu pênalti em cima de Celsinho e Leandro Cearense converteu em gol.

A insistência nos minutos finais garantiu uma recompensa aos 47 minutos. Após cruzamento de João Lucas, Fabinho Alves desviou a bola para Domingues, o zagueiro improvisado como volante dominou como um atacante e soltou uma bomba no ângulo, fazendo a Curuzu explodir.

Com o empate, o Paysandu chegou ao sexto empate seguido nesta Série B, sem saber o que é vencer desde a 11ª rodada – quando venceu o Joinville por 1x0.

Palavra da colunista: Este não foi um jogo em que o time realmente mereceu conquistar o empate por jogar com raça. Esta foi a partida em que um time se apequenou, levou 2x0 dentro de sua casa e, na sorte, conseguiu empatar.

Dal Pozzo: completamente infeliz nas substituições. Errou, inclusive, o momento de mudar.

Defesa: A dupla de zaga teve momentos de grande infelicidade. Lombardi falhou em jogadas fáceis em que poderia facilmente tirar a bola do adversário. Já Gilvan tentou tirar uma bola e entregou um gol, além de ter sido expulso. Emerson foi, antes de tudo, infantil. Quis forçar um cartão para Zé Carlos e por pouco não “acabou” com o jogo – visto que o juiz poderia ter validado o gol. João Lucas deu o cruzamento que originou o gol, sim, mas isso não apaga a partida que fez, nem o gol nas costas dele. Fraco defensiva e ofensivamente. Já Ratinho praticamente só cometeu erros, não se apresentava nas jogadas e foi uma verdadeira avenida.

Meio: Houve excesso de reclamações da torcida falando deste setor. Rafael Costa teve uma atuação fraquíssima, se escondia em alguns momentos, quando teve oportunidade e podia sair jogando preferia tocar para trás, evitando se expor. Foi inseguro, além de tudo. Tiago Luís, apesar de muito criticado, não se saiu tão mal, mas muitas vezes fazia as jogadas e não tinha ninguém se apresentando, o que prejudicou seu desempenho. Capanema errou alguns passes, prejudicou em alguns lances, porém, no geral, até que se saiu bem. Domingues deu bons lançamentos, roubou bola, fez o gol, entretanto pecou em alguns momentos por excesso de confiança. Já Jhonnatan entrou para fazer absolutamente nada. Celsinho não foi de um todo ruim, porém ainda falta muito para voltar a ser o jogador que conhecíamos.

Ataque: Depois de 63 dias sem o ataque marcar gols, Cearense fez de pênalti. Porém, apesar disso, não ficou exímio de reclamações. Jogou muito mal, tentou cavar falta o jogo inteiro, se escondia atrás dos zagueiros, não acreditava nas jogadas. Ruan, o homem-preguiça, deixava de buscar os lances, não se apresentava em outros. Fabinho Alves parece estar voltando a forma, mas ainda está “apanhando” muito da bola.

Próximo jogo: A próxima partida é válida pela Copa do Brasil. Nesta quarta-feira (27), Paysandu e Juventude disputam a vaga na próxima fase da competição, na Curuzu, às 19h30. 

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.