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Márcio Goiano está de volta ao Figueirense

Após a vergonhosa derrota e eliminação para o Rio Branco-AC pela Copa do Brasil, o Figueirense demitiu imediatamente o técnico Marcos Santos. E no mesmo dia, anunciou o nome de seu novo comandante.

Márcio Goiano está de volta (Foto: Luiz Henrique/Figueirense FC)
Márcio de Azevedo, ou simplesmente Márcio Goiano, tem 47 anos e vem para a sua terceira passagem como técnico do Figueirense. Em 2010, Goiano chegou ao Figueira para estrear em sua carreira como treinador. Nessa sua primeira passagem de estreia, Márcio Goiano comandou o alvinegro em 69 jogos, obteve 34 vitórias, 20 empates e sofreu 14 derrotas, com um aproveitamento de 58,9%. Nesta sua passagem, Goiano levou o Figueirense ao vice da Série B, assim conquistando o acesso à Série A do Brasileiro. Naquela circunstância, revelou o lateral Juninho, e o meia Roberto Firmino, hoje no Liverpool.

Márcio Goiano foi demitido no término do turno do Catarinense de 2011. Para seu lugar, veio Jorginho, que com uma base montada por Goiano, fez o Figueirense ter a sua melhor campanha na Série A, ficando a três pontos da Libertadores.

Um ano e meio depois, em 2012, Márcio Goiano voltou ao Figueirense em meio a uma crise tremenda. Com o clube na zona de rebaixamento da Série A, Goiano tinha como missão impossível, livrar o Figueira do descenso. Começou bem, obtendo vitórias importantes, animou o torcedor, mas não conseguiu livrar o time da Série B e não continuou para o ano seguinte. Nesta sua última passagem, comandou o alvinegro em 14 jogos, com 4 vitórias conquistadas, 3 em empates, 7 derrotas, e com um aproveitamento de 35,7%. Aproveitamento parecido com o do demitido Marcos Santos, que foi de 28,7%.

Em sua última passagem, Goiano não conseguiu evitar rebaixamento alvinegro (Foto: Ricardo Duarte/Agência RBS)
Desde sua última passagem, Márcio Goiano não evoluiu. Seu melhor trabalho fora do Figueira foi em 2015 quando foi vice do Campeonato Goiano com a Aparecidense. Fora isso, nenhum outro trabalho de destaque. Hoje, volta para recuperar e tirar o Figueirense de um abismo interminável.

Claramente, Márcio Goiano chega ao Figueirense por um único motivo: Ter identificação com o clube. Respeitamos Goiano por tudo que ele fez como jogador e treinador, mas hoje, não seria o momento para a sua volta. Não sei se é a palavra certa, mas Márcio Goiano está ultrapassado. Trazer um técnico apenas por ter identificação com o clube, beira à burrice. De nada adianta. Vide três exemplos: Começando pelo próprio Márcio Goiano que fez ótimo trabalho em 2010, voltou em 2012 e não foi o mesmo; Vinícius Eutrópio conquistou acesso e título estadual em sua primeira passagem, em 2016, voltou e foi abaixo do esperado apesar de ter sido o melhor treinador alvinegro na temporada; e Argel, que em 2014 livrou-nos do rebaixamento e foi campeão estadual no ano seguinte, também voltou em 2016 e foi um completo fracasso. Insistir em nomes que já passaram por aqui não dá resultado. Identificação com o clube não faz o time aumentar de rendimento. Quero errar, mas o Figueirense pode pagar caro por escolher um técnico barato.

Márcio Goiano vai à Chapecó assistir a partida do Figueirense contra a Chapecoense, na segunda-feira será apresentado oficialmente, e na quarta-feira faz a sua estreia no clássico contra o Avaí, atual líder do campeonato.

Patrick Silva | @figueiradepre

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