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Gosto amargo: Em RexPa polêmico, Paysandu sofre empate

(Foto: Cássia Gouvêa / Linha de Fundo)
Neste domingo (26), a capital paraense já amanheceu com um clima diferente, era novamente dia de RexPa. A chuva que se faz presente na maioria das vezes em que se joga o clássico, logo apareceu e também foi responsável pelo atraso da partida em meia hora. No segundo Clássico-Rei do ano, o Paysandu teve a chance de ter sua revanche e também de acabar com a invencibilidade do adversário.

O time alviazul foi quem começou melhor na partida e quase abriu o placar aos 8’, quando Bergson cobrou uma bela falta, obrigando André Luís a fazer grande defesa. Três minutos depois, Diogo Oliveira deixou Ayrton na cara do gol, o mesmo chutou cruzado e Bergson, que estava no segundo pau, se jogou para marcar de carrinho.

O Remo tentava responder, mas a forte marcação do Paysandu impedia o time azulino de completar as jogadas. Esta forte marcação acabou resultando na perda de Ricardo Capanema aos 22 minutos de jogo, que foi expulso depois de levar dois cartões amarelos. Esse poderia ter sido o grande problema do jogo, porém Chamusca conseguiu mais uma vez voltar às reclamações para ele, quando resolveu botar um volante no lugar do único meia e não no lugar de um dos três atacantes.

O Lobo até conseguiu segurar o adversário no primeiro tempo, administrando o tempo e campo de jogo, e quase ampliou com cabeceio de Gilvan, após cobrança de escanteio. Logo, outra perda importante aconteceu, Bergson, autor do gol, saiu machucado, deixando a situação do time ainda mais complicada.

(Foto: Fernando Torres/ASCOM Paysandu)
Na segunda etapa, o jogo virou praticamente ataque do Remo contra defesa do Paysandu. Logo aos 7’, o clube visitante assustou com cabeçada de Val Barreto, que foi defendida por Emerson, de forma estranha. Os bicolores responderam com 11’ de jogo, quando Leandro Carvalho soltou uma bomba de primeira, depois de um a sobra de bola na frente da área, porém a bola foi por cima do gol.

O time azulino fazia do escanteio sua arma mais eficaz. E quase conseguiu o empate duas vezes depois de um, na primeira, Igor João completou com cabeceio para o gol, mas Ayrton salvou em cima da linha. Na segunda, aos 25’, Val Barreto cabeceou, sozinho, na rede pelo lado de fora. E foi de um escanteio que o empate aconteceu, a bola veio pelo lado direito, Henrique desviou para Eduardo Ramos cabecear, Emerson conseguiu operar um milagre, porém no rebote, o camisa 8 não desperdiçou.

Próximo jogo: O Paysandu entra numa maratona de jogos contra o Águia de Marabá, serão três jogos seguidos contra a equipe marabaense. O primeiro é nesta sexta-feira (31), às 20h, no Zinho de Oliveira e é válido pela Copa Verde.

Palavra da colunista: Até a expulsão, o time bicolor era claramente superior na partida e a maioria das suas chances sempre tinham a participação de Bergson e Diogo Oliveira. Por isso se entende muito pouco o que aconteceu depois do segundo amarelo de Ricardo Capanema. De todos os jogadores em campo, Chamusca escolheu justamente um dos mais participativos no jogo, para ser sacrificado, dando lugar a Rodrigo Andrade.

Com o decorrer da partida ficou mais claro o erro do técnico, que poderia ter retirado Leandro Cearense. O centroavante fez mais uma daquelas partidas onde conseguiu falhar em quase tudo. Não disputava a bola, não acreditava nos lances, não matava a bola e virou uma parede em campo.

A saída do Bergson, depois de uma lesão, mudou todo o sistema, Hayner entrou e acabou assumindo a lateral, levando Will para o meio, num 4-4-1. Hayner, que, aliás, teve uma boa participação, sendo muito importante na recomposição. Will, que depois acabou saindo também, teve uma boa atuação, apesar dos erros no final, por cansaço. Essa foi outra substituição muito questionada, já que na mente da maioria dos torcedores, colocar Aslen era não só desnecessário, como não ajudaria a segurar o resultado.

Finalizando os comentários sobre jogadores, é preciso citar os melhores em campo neste RexPa, Rodrigo Andrade, Gilvan e Leandro Carvalho. Os dois primeiros se saíram mais do que bem na defesa e Leandro, além de ser responsável por quase todos os lances de perigo do clube alviazul, ainda ajudou na marcação, o ponta bicolor acreditou em todas as jogadas e correu como nunca.

É necessário falar sobre mais uma péssima atuação de Dewson de Freitas, o árbitro FIFA do Pará, que não consegue apitar um único RexPa sem cometer erros. Faltou presidente bater no peito para vetar Dewson. E mais uma vez nos vimos prejudicados, quando Capanema, com duas faltas, levou dois amarelos e foi expulso aos 22 minutos e Tsunami, com quatro faltas, levou apenas um cartão amarelo. 

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