Header Ads

Atuação convincente, placar desfavorável: A estreia do Lobo na Copa do BR

Na noite desta quarta-feira (26), o Paysandu enfrentou o Santos, na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil. Ambos os times já haviam entrado nas oitavas de final e por isso, os dois faziam sua estreia. O clube paraense buscava um placar que pudesse administrar, para tentar a classificação em casa.

O primeiro tempo começou com oportunidade do time visitante, aos 6' Leandro Carvalho deixou Matheus Ribeiro para trás e chutou da entrada da área de esquerda, mas a bola acabou passando sem muito perigo ao gol de Vanderlei. O Santos respondeu quatro minutos depois, quando Lucas Lima lançou Bruno Henrique e o mesmo ajeitou para Ricardo Oliveira, a defesa alviazul estava muito atenta e Hayner travou o chute do 9 alvinegro. O primeiro lance de perigo só foi sair aos 18’, após um cruzamento de Victor Ferraz, David Braz bateu de primeira e Emerson defendeu. A resposta alviazul saiu com Bergson que arriscou um chute de fora da área e viu a bola passar muito perto de Vanderlei.

O melhor lance do primeiro tempo ainda estava por vir, aos 30’, Gilvan lançou a bola e Leandro Carvalho ganhou de Matheus Ribeiro na velocidade, ficou de cara com Vanderlei e chutou forte, porém o goleiro santista defendeu com os pés. Doze minutos depois, Leandro perdeu a bola e Bruno Henrique foi lançado, passou por Perema e, sozinho, chutou em cima de Emerson. No minuto seguinte, Bruno Henrique levantou a bola na área, Vitor Bueno ganhou de Hayner na cabeça e Ricardo Oliveira emendou o chute, obrigando Emerson a salvar o Paysandu.

(Foto: Jorge Luiz/ASCOM Paysandu)
Na segunda etapa, logo aos 3’, Bruno Henrique recebeu a bola na esquerda e não foi incomodado por Ayrton e Augusto Recife, teve tempo e espaço para dominar e arriscar de fora da área, fazendo um golaço para o Santos. Aos 21', Lucas Lima cobrou escanteio e Lucas Veríssimo cabeceou nas mãos de Emerson. Logo depois, o Lobo resolveu aparecer neste segundo tempo, numa falta levantada na área, Leandro Cearense desviou e Wesley chutou, entretanto acabou sendo travado por Vanderlei, na primeira grande oportunidade do time no segundo tempo.

Quase o Paysandu levou o segundo aos 32', quando Victor Ferraz chegou pela esquerda e cruzou para o meio, Ricardo Oliveira antecipou e por pouco não ampliou. Aos 44' Vladimir Hernández levantou falta na área, Perema largou Copete e ninguém pulou na área, o atacante subiu sozinho e fez de cabeça o segundo gol do Peixe. Na última bola do jogo, Jhonnathan recebeu cruzamento e cabeceou para fora, perdendo um gol que seria importantíssimo para a segunda partida.

Próximo jogo: O Paysandu volta a jogar neste domingo (30), pela primeira final do Parazão, contra o Remo, no Mangueirão. Confira o cronograma de ingressos aqui.

Palavra da colunista: Antes do jogo começar, a torcida já pegava no pé do técnico por causa da escalação. Marcelo Chamusca decidiu entrar com três volantes e três atacantes em campo, o que levava a crer que o Paysandu ficaria dependente apenas das ligações diretas. Durante o primeiro tempo, os torcedores começaram a entender o pensamento do treinador, que apesar de não ser o ideal, começou a dar indícios que daria certo.

Leandro Carvalho e Bergson eram os maiores responsáveis por buscar a bola no campo de defesa e sair para o ataque, no primeiro tempo. Um dos motivos do cansaço aparente de ambos. Os atacantes bicolores pareciam ter dificuldade em passar a bola para o companheiro, tentando resolver sozinhos, algo que prejudicou algumas jogadas de ataque do time e que influenciou no “sumiço” do Alfredo. O primeiro conseguiu manter um bom desempenho até ser substituído, já o segundo desapareceu na segunda etapa.

O primeiro tempo do time, no geral, foi excelente (se for analisar por peças, só Ayrton foi contra a maré). Em alguns momentos, o Paysandu não deixava o Santos jogar, muito menos chegar, já em outros, o time se defendia bem e se utilizava dos contra-ataques. Os problemas começaram a aparecer somente no segundo tempo, por culpa do cansaço e das substituições. O cansaço tirou Leandro, que nos dois tempos foi o responsável pela maioria das jogadas e trouxe Jhonnathan para o jogo, que foi um dos que ficou olhando a bola passar no segundo gol e que perdeu grande oportunidade. Alfredo que não tinha muitas oportunidades e ficou apagado em campo, foi substituído por Leandro Cearense, que também não apareceu no jogo. Rodrigo Andrade, que já tinha amarelo, acabou sendo substituído por Diogo Oliveira, que não foi capaz de fazer muito.

De todos os momentos da partida, o que mais entristece o torcedor é saber que havia como evitar os gols. No primeiro, Bruno Henrique recebe a bola, anda de um lado para o outro e então decide chutar. Mesmo demorando tanto tempo, ninguém se aproxima do jogador tentando travar o chute ou tentando desarma-lo. Tudo acontece sem que ninguém ao menos chegue perto do atleta. No segundo, a falta exagerada de Recife e nenhuma marcação na cobrança da mesma, fez Copete subir livre para marcar e dificultar a nossa vida. Todos os marcadores observam a bola passar. Parece-me que o Paysandu testa uma nova tática “a marcação via pensamento”. Apesar de tudo, a atuação chega a animar o torcedor. É momento de esperar coisas boas pela frente.

Um comentário:

Tecnologia do Blogger.