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Os números mentem

Na noite de hoje (11), o alviazul chegou ao seu quarto empate na temporada, enfrentando o São Raimundo, segundo colocado do seu grupo. Mais uma vez, o resultado acabou não refletindo a história do jogo, onde o Pantera demonstrou superioridade nos dois tempos, arriscando mais, chegando mais e fazendo mais, mas não conseguindo sair do 0x0.

Quem olha apenas os números do Paysandu este ano se surpreende. Em 2017, o time disputou 15 jogos, venceu nove, empatou quatro e perdeu dois. Um aproveitamento  69%, com 22 gols marcados e seis gols sofridos. Estes números levam a crer que o clube está tendo um grande início de ano. Mas por que eles não convencem seus torcedores? Qual o problema que mais incomoda? A primeira e a segunda pergunta tem resposta quase unânime: Atuação em campo e Marcelo Chamusca. Sendo o técnico bicolor um dos responsáveis da atuação tão criticada.

(Foto: Akira Onuma)
Em quase quatro meses no comando bicolor, Chamusca não foi capaz de emplacar um sistema de jogo sólido. Faz escalações duvidosas e está sempre fazendo escolhas óbvias para as substituições, que além de não surtirem mais efeito, não surpreendem nenhum adversário. Apesar de não levar gol em 10 dos 15 jogos, tem um sistema defensivo vulnerável, que só não fica mais evidente por causa do Emerson. Essa vulnerabilidade ficou clara em dois jogos de volta da Copa Verde, contra o Galvez e contra o Águia de Marabá, e também no Parazão, na noite desta terça, contra o São Raimundo. Nos três, os resultados ruins foram evitados pelo goleiro bicolor e em alguns momentos por deficiência técnica dos atacantes adversários.


O elenco também apresenta diversos problemas (e eles não cabem num só texto). Daniel Sobralense, indicação do técnico, não tem a menor condição de atuar em uma Série B, seu único lance bom na temporada foi um passe de letra para o gol de Ayrton (contra o Águia). Seu companheiro de posição, Diogo Oliveira, é claramente superior, mas ainda não é o que o torcedor esperava. O meia oscila bastante, em alguns jogos se sai bem e demonstra ser importante para o time, em outros desaparece em campo. Dos três meias que já foram relacionados este ano, é o único que justifica relação. O problema explícito do meio campo dificulta o jogo ofensivo e acaba deixando o time dependente de jogadas individuais, a maioria das vezes comandada por Leandro Carvalho.


A cada jogo fica mais evidente que Marcelo Chamusca, mesmo tendo continuidade, não conseguirá fazer nada diferente do que já faz. O mesmo tenta mascarar seus erros falando de seus números, mas esquece que só enfrenta adversários de divisões inferiores e sem divisão, o que facilita ter resultados como os que têm. Se todos os anos o torcedor diz que Campeonato Paraense e Copa Verde não são parâmetro para a Série B com o time jogando bem, imagina com ele jogando mal.

Próximo jogo: Paysandu volta a jogar neste sábado  (15), contra o Santos-AP, no Castelão (MA), às 19h30, pelo primeiro jogo da semifinal da Copa Verde.

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