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Em noite com péssima atuação, Paysandu vê o Bi mais distante

O Paysandu entrou em campo na noite desta quinta-feira (04), para enfrentar o Luverdense, no primeiro jogo da final da Copa Verde, na Arena Pantanal. Sem alguns dos seus titulares, por decisão de poupar jogadores, o time alviazul buscava um resultado administrável. Mas não foi o que aconteceu.

O clube paraense foi a Cuiabá com um time misto, com boa parte do seu sistema defensivo trocado e sem o esquema com três atacantes que costuma ser utilizado. A ansiedade da torcida logo foi tomada por uma alegria, quando aos 6' Leandro Cearense recebeu de Emerson, deixou o marcador pra trás e cruzou para Daniel Sobralense cabecear, o meia contou com a colaboração Diogo Silva e abriu o placar. Porém não demorou muito para o time demonstrar seus problemas de entrosamento e falta de qualidade individual. Cinco minutos depois do gol bicolor, Rafael Silva fez bela jogada e cruzou para Erik, que deixou Simões no chão e chutou para empatar a partida.

(Foto: Olívio Vasconcelos)
O Luverdense passou a dominar o jogo e todas as jogadas perigosas, via facilidade em desarmar os jogadores bicolores e mantinha quase sempre a posse da bola. O Paysandu, por outro lado, não conseguia se impor em campo e sem conseguir marcar com qualidade, acabava se utilizando das faltas como maior artifício para impedir o adversário de chegar ao gol. E foi justamente de uma falta que saiu o segundo gol do mandante. Aos 42' e após carrinho de Recife muito próximo a área, Marcos Aurélio viu a oportunidade de virar o jogo e bateu com perfeição para sacramentar a virada.

No segundo tempo, o técnico Marcelo Chamusca resolveu não fazer alterações, mesmo com o alviazul jogando totalmente recuado e sem marcação de qualidade. A falta de visão do técnico bicolor custou caro e quando o cronômetro apontava 10 minutos, Paulinho chegou cruzando e Dalton subiu mais alto que Pablo, fazendo o terceiro do alviverde na partida. Foi aí que o torcedor do Paysandu passou a viver uma situação dramática. Cinco minutos após o gol, Hayner foi expulso e o time que já estava levando pressão, passou a ser massacrado com as tentativas do LEC de matar o jogo. Apesar da insistência, o time de Lucas do Rio Verde não conseguiu ampliar o resultado, entretanto sai com uma boa vantagem e pode perder para o Papão por até 1x0, que é campeão.

"A gente precisa ter cuidado com as palavras, mas isso aqui hoje não foi o Paysandu. Temos que levantar a mão para os céus e agradecer pelo placar não ter sido mais elástico. Estou frustrado, chateado e envergonhado com nossa atuação. Estou há mais de 20 dias sem jogar e agora acontece isso." (Fernando Lombardi)

Próximo confronto: O Paysandu volta a jogar neste domingo (07), contra o Clube do Remo, no segundo jogo da final do Parazão. A final decisiva ocorre às 16h00, no Mangueirão, com a arquibancada custando 40 reais e a cadeira 80.

Palavra da colunista: Como o próprio Lombardi disse, temos que agradecer pelo placar que poderia e deveria ter sido mais elástico e só não foi por "sorte".

O Luverdense jogou este jogo como a final que realmente era e por isso vai para casa com esta vantagem. Já o Paysandu, que preferiu cometer novos e velhos erros, e jogar como um jogo qualquer, teve suas consequências. Com um time bastante mudado, o alviazul enfrentou o que já era de se esperar: uma falta de entrosamento que custou caro.

O técnico Marcelo Chamusca via o placar desfavorável se desenhar aos poucos e mesmo com o primeiro tempo terminado com vitória parcial do Luverdense, nada fez para reparar seus erros. A conclusão disto foi um Paysandu levando um verdadeiro "baile" de um time muito mais organizado e muito melhor treinado.

A postura dos jogadores e do técnico (que se acha intocável) precisa mudar. Isto é, se algum deles quiser conquistar alguma coisa nesta maratona de jogos decisivos.

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