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Já passou da hora de agir

Jogar contra o líder da Série B, com a melhor defesas das duas divisões do Campeonato Brasileiro, já seria difícil e complicado o suficiente. Coloque um técnico fraco, um time desmotivado e incompleto na conta e você vai ver tudo ficar ainda pior.

Na tarde deste sábado (17), o Paysandu enfrentou o Juventude, comandado pelo técnico Dal Pozzo, no Mangueirão. Depois de 3 derrotas seguidas, o clube paraense buscava "sair da lama" e conquistar os 3 pontos, para voltar ao G4 da competição. Mas isso ficou bem longe de acontecer.

Logo se desenhou o panorama da partida, Dal Pozzo armou um time para reagir ao Paysandu e Chamusca, um time propusesse o jogo, não obtendo devido sucesso. A partida foi caracterizada por uma posse de bola maior da equipe alviazul, que quando não estava esbarrando na zaga do time gaúcho, estava falhando no último passe. Tendo quase nenhuma oportunidade real de abrir o placar. 
(Foto: Akira Onuma)
O 0-0 deste sábado só escancarou a falta de qualidade do técnico Marcelo Chamusca, que não soube armar o time e nem mexer nele no decorrer do jogo. Fazendo vários improvisos e deixando para trás jogadores que realmente jogavam na posição e que poderiam fazer diferença. Só nesta partida, três laterais jogaram improvisados, Hayner no meio campo e Lucas Taylor e Jean no ataque. Ignorando algumas opções óbvias, como Jhonathan na meia direita. 

Ao fim da partida, o treinador quis se isentar de culpa e afirmou que todos ali eram culpados. Ele, diretoria e o próprio time. Partindo deste princípio e concordando com a afirmação, pode se enumerar os erros de cada um. Começando pelos atletas, se faz necessário citar a "falta de sangue" dos jogadores, que se demonstram totalmente desmotivados, sem vontade de jogar. Além da falta de qualidade de alguns e da "mania" de insistir em fazer aquilo que não sabe. O técnico é culpado por manter alguns no time titular, por não conseguir motivar os atletas, insistir num esquema ineficaz e improvisar até quando não é necessário. A diretoria tem culpa, ironicamente, por não demitir o próprio e também por ter feito poucas contrações.

Nem todo planejamento é perfeito e, às vezes, é melhor prevenir. A cada jogo fica mais claro que o Paysandu não evoluirá com este comandante. Citando Palmeiras como exemplo, em 2016, Marcelo Oliveira, campeão da Copa do Brasil (2015), foi demitido após um início ruim e com a chegada de Cuca, o time foi Campeão Brasileiro. Ainda há tempo para corrigir o problema e quanto maior a demora para tirá-lo do cargo, menor será a distância do clube para a zona de rebaixamento.

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