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O apático Paysandu perde a terceira seguida

Depois de uma derrota "inesperada" para o Goiás na última sexta-feira, o Paysandu voltou a jogar pela Série B, contra o vice-líder da competição, o Guarani, no Brinco de Ouro. Vencer fora de casa poderia não só reanimar o time alviazul, como levá-lo de volta ao G4. Mas pra isso, o time precisava de uma grande mudança.

O visitante começou a partida melhor e aos já 10' conseguia levar perigo a defesa alviverde, quando Hayner se infiltrou pelo meio e deixou para Fernando Gabriel, que bateu de primeira e a bola passou por cima do gol. Porém, logo a partida mudou e o Guarani conseguiu tomar o controle da partida, levando mais a bola ao ataque, apesar de não ter muito sucesso. Com ajuda do juiz, o jogo foi se tornando mais lento, com muitas paradas desnecessárias, até que aos 24' Gilvan afastou mal e Auremir aproveitou a sobra, dominou e chutou para fora. 
(Foto: Daniel Cheiza/Guarani Press)
Depois de muitas subidas ao ataque não sucedidas, o Guarani recebeu um presente de Capanema. O volante tentou virar o jogo e entregou a posse para Bruno Nazário, que conduziu e deixou para Eliandro, sozinho, cavar e achar Braian Samudio para cabecear para o gol e marcar o primeiro da partida aos 35 minutos. Para o segundo tempo, o Paysandu precisaria urgentemente mudar sua proposta de jogo, caso quisesse buscar o empate ou a vitória. 

Na segunda etapa, Chamusca fez duas alterações no time, Fernando Gabriel e Ayrton saíram para entrada de Diogo Oliveira e Welinton Júnior, mas o time permaneceu no mesmo sistema tático. Logo no minuto inicial, Welinton Júnior recebeu na intermediária, arriscou de fora da área e a bola acabou passando ao lado do gol. Passados 18 minutos, Marcão teve sua camisa puxada na área e foi derrubado, mas o juiz nada marcou.

Novamente, não demorou muito para que o Guarani assumisse seu posto de mandante e voltasse a dominar a partida. Aos 9' Lenon interceptou um passe, conduziu a jogada e mandou uma bomba na trave esquerda de Emerson. Doze minutos depois, Samudio recebeu de Eliandro e levou a bola até a área, chutando forte no gol de Emerson, entretanto o goleiro alviazul defendeu em dois tempos. A partir daí, o jogo ficou ainda mais difícil para o Paysandu, que ficava só tentando se defender das investidas do Bugre.

Depois de muitas tentativas, o "inevitável" aconteceu. Aos 34' Claudinho recebeu na esquerda e cruzou para Samudio, livre de marcação, subir e desviar de cabeça, ampliando o placar. No final da partida, o alviverde ainda teve chances de ampliar o placar que já era ruim para o Paysandu, porém a chance foi desperdiçada.

Próximo confronto: O Paysandu joga sábado (17), às 16h30, contra o Juventude, no Mangueirão.

Palavra da colunista: Mais uma vez, vimos um Paysandu desmotivado, que não consegue e não sabe se portar diante de um placar desfavorável. Vimos um time titular que tinha tudo para não dar certo... e não deu. Improvisar o Hayner de ponta não tinha como funcionar... e não funcionou.

Chamusca se mostra cada dia mais inapto para o comando técnico do clube. Não soube armar o time e, mais uma vez, não soube mudar o time. Tinha a oportunidade de mudar o sistema tático que já não vinha funcionado e preferiu insistir nele, sabendo da sua ineficiência. Na hora de mudar, optou por colocar outro ponta e trazer Hayner para a direita. Apesar de Ayrton estar jogando mal, não justifica sua substituição. Acabou tentando tarde demais, quando colocou um 4-4-2 (depois do segundo gol) com Daniel Amorim e Marcão enfiados entre os zagueiros, não dava mais tempo.

O time precisa urgentemente de uma mudança de postura, essa é a terceira partida seguida em que o Paysandu parece nem estar em campo na maior parte do jogo, se assim permanecer continuará em queda livre. 

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