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Os resultados ruins se tornaram rotina

Na noite desta sexta-feira (23), o Paysandu, ainda sem técnico, enfrentou o CRB, de Dado Cavalcanti, na décima rodada da Série, num jogo que tinha de tudo para ser bastante disputado. De um lado, o 17º do campeonato, em recente melhora, buscando sair da zona de rebaixamento e do outro, um time que estava há cinco rodadas sem vitórias e cada vez mais longe do G4.

Logo no início da partida, o alviazul demonstrava que queria melhorar sua sequência negativa e com quatro minutos deu o primeiro passo para isto, numa jogada começou com Jhonnathan. Ele deu um belo passe de calcanhar para Ayrton e o lateral-direito bicolor cruzou, na medida, para Marcão empurrar para o gol e abrir o placar no Rei Pelé. O Paysandu parecia estar empenhado na mudança e continuou atacando após o gol. Aos 11’, Marcão apareceu novamente, dessa vez arriscando de fora da área, mas a bola acabou indo para fora.

O CRB demorou a se encontrar na partida e acabou tendo sua primeira oportunidade apenas depois dos quinze, quando Danilo Pires soltou uma bomba e Emerson se agigantou para impedir o empate. Na sequência da jogada, Diogo Corrêa cobrou escanteio e Danilo Pires desviou de cabeça para Zé Carlos, que teria a melhor chance do jogo, se não fosse pelo corte de Pery.
(Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
Ainda no meio da primeira etapa, o jogo esfriou. As equipes dificilmente passavam do meio de campo e quando havia a oportunidade de chegar mais perto do gol, as jogadas não eram concluídas e acabavam não levando perigo. No segundo tempo, Rogerinho resolveu mudar, tirando o único meia de criação, para improvisar o lateral Lucas Taylor no meio de campo, fazendo com que Jhonnathan pudesse jogar mais por dentro.

O Galo começou a segunda etapa se arriscando mais e se impondo no jogo, foi assim que aos seis minutos, conseguiu o empate. Chico chutou de fora da área no travessão, na sobra, Lombardi afastou e a bola chegou em Edson Ratinho que, livre de marcação, chutou de primeira e Emerson “aceitou”. Dez minutos depois, a virada aconteceu. Após um escanteio curto, Edson Ratinho cruzou, Marcão desviou e a bola sobrou para Flávio Boaventura, que havia sido largado por Capanema, cabecear.

Tentando consertar seu erro, Rogerinho Gameleira tirou Ricardo Capanema e colocou Mandi, que deveria ter entrado no intervalo. Foi dos pés dele que saiu a única chance do clube no segundo tempo, quando ele bateu colocado, de fora da área, obrigando Edson Kolln a fazer grande defesa. E a partida acabou assim, com a vitória para o time que soube se impor e que propôs mais jogo. CRB 2x1 Paysandu.

Próximo confronto: O Paysandu volta a jogar no próximo sábado (01), às 17h00, contra o Luverdense.

Palavra da colunista: A “miragem” de um Paysandu melhor, empenhado em buscar a vitória, durou pouco menos de vinte minutos. Logo a equipe voltou a se portar como aquele que estava há cinco (agora seis) jogos sem perder. Um time com posse estéril, sem poder de criação e totalmente sem vontade. No segundo tempo, a equipe se mostrou totalmente conformada com o resultado adverso e só teve uma chance de empatar.

Na partida desta sexta, tivemos diversos destaques negativos. No momento do primeiro gol do CRB, foi de Pery este posto, já que Ratinho ficou totalmente livre para marcar o gol, pois o lateral-esquerdo em momento algum se propôs a acompanhar o jogador. Além disso, o gol poderia ter sido evitado pelo goleiro Emerson, que aceitou a bola. No segundo, o erro é de Capanema, que largou o zagueiro e o deixou sozinho para virar.

Mas a fragilidade do sistema defensivo não foi o único ponto negativo. Depois do gol e da oportunidade de Marcão, o meio campo não conseguia criar, os laterais subiam com dificuldade e o ataque não funcionava. Bergson, que jogou os dois tempos inteiros e não acertou uma finalização sequer, ficando totalmente apagado em campo.

Rogerinho se mostrou ainda inapto para ser efetivado no Paysandu, principalmente no momento atual da equipe. É necessário renovação e algumas atitudes que eram feitas pelo Chamusca, estão sendo refeitas por Gameleira. Mexeu novamente mal e quis improvisar um lateral, que não havia jogado bem na última partida em sua posição, no meio de campo, podendo ter utilizado Mandi.

Por tudo que andamos vendo dentro de campo, fica cada vez mais claro que precisamos de mudança. É urgente a chegada de um técnico e de peças chaves, principalmente no meio de campo. Não dá mais para sermos reféns de Diogo Oliveira, que não está atuando bem, por ser o único meia de criação do time. 

A cada jogo, caímos mais na tabela e a pergunta é uma só: aonde vamos parar?

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