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Perdendo a invencibilidade e a liderança

Depois de uma boa vitória fora de casa, o Paysandu tinha mais uma missão complicada: Vencer um time que passava por uma situação difícil no Campeonato. E por que complicada? Porque o bom torcedor alviazul já está acostumado a ver o clube vencer jogos difíceis e perder pontos para times que estão mal. No bom nosso bom linguajar: nós somos o maior "ressuscita morto" das competições.

Na noite desta terça-feira (06) o, até então, líder da Série B, enfrentou o ABC-RN (que figurava o 15° lugar da competição), no Frasqueirão. Antes da partida, os números eram quase todos favoráveis ao Lobo, que além do recente retrospecto contra a equipe potiguar, estava invicto e ainda não havia levado gol no campeonato. Porém, o alvinegro tinha ao seu lado uma sequência de 33 jogos sem perder em casa.

(Foto: Andrei Torres/ABC)
O primeiro tempo começou sem muitas emoções, ambos os clubes não conseguiam levar perigo para o adversário e viam dificuldade em infiltrar as defesas. Até que ocorreu o apagão na defesa do Paysandu. Aos 19' Bocão tentou o passe para área, Nando desviou e encontrou Echeverría sozinho, largado por Perema, para chutar sozinho e abrir o placar. Não deu nem tempo do torcedor alviazul reclamar, três minutos após o primeiro gol, saiu o segundo. Eltinho cruzou para Dalberto, que fugiu de Gilvan, cabecear para a meta de Emerson.

O time paraense tentou a reação e ela saiu aos 37', quando Fernando Gabriel cobrou falta e Wesley desviou de costas, sem chances para o goleiro Edson. No primeiro tempo, as chances de ambos os lados pararam neste gol. Mas ainda tinham coisas para acontecer na etapa seguinte.

No segundo tempo, as duas equipes fizeram alteração. O técnico Marcelo Chamusca tirou o volante Rodrigo Andrade, que jogava como ponta e colocou Leandro Carvalho, procurando dar mais velocidade ao jogo e profundidade ao time. Pelo lado potiguar, o autor do gol, Echeverría, saiu e deu lugar para Marques. Desde os primeiros minutos, ficou claro que esta etapa seria muito mais movimentada que a primeira. E foi o lado alvinegro que começou melhor, aos 4' Gegê arriscou da meia-lua e se agigantou para tirar o perigo.

Depois disso, o Paysandu dominou a partida e os lances perigosos, sobrou para o goleiro Edson se tornar a estrela do ABC. Este que defendeu diversos chutes, entre eles, o de Leandro Carvalho, que entrando na área, puxou a bola para o meio e chutou no canto inferior de Edson. O lance mais claro de empate saiu aos 21', quando Leandro driblou três e passou para Welinton Júnior, sozinho, dominar e chutar com displicência em cima do goleiro. Quatorze minutos depois, Bocão puxou a camisa de Daniel Amorim e o derrubou na área, porém o juiz não marcou o pênalti. Ainda daria tempo para mais lances que atacante não pode perder, um com Marcão chutando em cima do goleiro e outro com Daniel Amorim chegando atrasado à bola, ambos com passe de Leandro Carvalho.

Próximo jogo: O Paysandu volta a jogar nesta sexta-feira (09), contra o Goiás, no Mangueirão, às 21h30.

Palavra da colunista: A partida de hoje, apesar dos apagões da zaga, foi superior a partida contra o América-MG. A equipe criou mais e chegou muito mais do que na última partida. Muito por mérito do Leandro Carvalho, que a partir do momento em que entrou, mudou o panorama do jogo.

A palavra que define a partida de hoje é ineficiência. Mais precisamente ineficiência para finalizações. Pois a bola chegou, os jogadores tiveram oportunidade, mas não conseguiram finalizar as jogadas, não conseguiram marcar o gol e pior: Desperdiçaram chutando em cima do goleiro.

Não adianta culpar a arbitragem de hoje, pois, apesar de péssima, o que realmente influenciou no resultado foi a falta de qualidade na finalização dos atacantes e o apagão na zaga. Perema e Gilvan soltaram os atletas que deviam marcar num momento crucial e isso não pode voltar a ocorrer.

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