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Sem poder de reação, Paysandu perde a primeira em casa

A torcida fez a sua parte, recepcionou o time com as famosas "ruas de fogo" e deu imenso apoio ao time, que não correspondeu. (Foto: Fernando Torres)
Depois de duas partidas longe de casa, o Paysandu voltou a jogar em Belém, no Mangueirão, para enfrentar o Goiás. O time goiano havia vencido apenas uma partida nesta Série B e mais uma vez, a velha história da "ressurreição dos mortos" se fez valer.

O começo da partida se mostrou equilíbrio, com ambos os times atacando. Com onze minutos de jogo, Leandro Carvalho lançou Ayrton dentro da área, que demorou a chutar e acabou chutando em cima do adversário, perdendo uma grande chance. A resposta do Goiás saiu dos pés de Tiago Luís, quando ele recebeu na ponta esquerda, entrou na área e tabelou com Aylon, a bola travada acabou sobrando para Pedro Bambu, que arriscou de longe e para fora.

Depois dos vinte minutos, o Paysandu começou a ter uma maior posse de bola e, consequentemente, passou a arriscar mais e levar mais perigo para a zaga goiana. Aos 24' Ayrton, do campo de defesa, lançou Daniel Amorim, o nove alviazul dominou, virou bonito e chutou para o gol, mas a bola acabou indo para fora. Quatro minutos depois, na pequena área, Welinton Júnior recebeu de Perema, girou e mandou para o gol, porém o bandeirinha assinalou o impedimento. O alviverde só voltou a participar ativamente do jogo aos 38' quando Tiago Luís arriscou de longe e a bola explodiu no travessão.

(Foto: Fernando Torres/ASCOM Paysandu)
Na segunda etapa, Chamusca fez a troca de volantes, tirou Augusto Recife e colocou Renato Augusto. Sem fazer qualquer tipo de mudança que realmente fosse alterar a dinâmica de jogo. Mudança mesmo ocorreu na postura do Goiás, que começou o jogo arriscando tudo. Aos 3', Tiago Luís cobrou falta de maneira errônea, mas a bola acabou sobrando para Aylon, que encheu o pé e abriu o placar no Mangueirão.

O alviazul tentou empate de todas as maneiras, de forma totalmente desordenada, demonstrando certo "desespero". Num verdadeiro festival de lances perdidos, o pior deles saiu aos 23', quando Wesley dominou no meio, deixou a bola para Fernando Gabriel, que lançou o volante na cara para o gol, Marcelo Rangel apareceu e Wesley chutou por cima do goleiro, perdendo uma grande chance. No final da partida, o Paysandu ainda ficou perto do segundo, quando Carlos Eduardo bateu forte e chutou na trave de Emerson.

Próximo jogo: O Paysandu volta a jogar nesta terça-feira (13), contra o Guarani, no Brinco de Ouro.

Palavra da colunista: Mais uma vez ficou claro que não há poder de reação no time bicolor. Quando o time leva gol antes, o placar se mostra irreversível. Muito por causa das mexidas de Chamusca, ou da falta de personalidade dos jogadores, que se escondem da responsabilidade.

No jogo desta sexta, o técnico alviazul fez três alterações e nenhuma que realmente fosse mudar o jeito do time jogar, mudar o sistema tático ou que fizesse diferença na partida. Trocando jogadores por outros que realizam a mesma função, em alguns casos, de maneira até pior, como na primeira (Renato Augusto no lugar de Recife) e na última (Ayrton por Hayner). O que acaba demonstrando o quão fraco é o nosso comandante.

Quanto à falta de personalidade, ela acaba resultando em jogadas, na maioria das vezes, realizadas apenas por Leandro Carvalho, implicando diretamente na conclusão da jogada, já que em alguns momentos, ninguém se apresenta para dar o último toque na bola, ou tabelar com ele.

De certo, um dos piores da partida, na opinião desta que vos fala, foi Welinton Júnior, ele demora em dar passes, perde posse de bola inúmera vezes e sai correndo de cabeça baixa, nunca podendo ver jogadores melhores colocados para receber a bola. Além disso, o atleta não consegue fazer o fácil, perdendo chances incríveis em várias partidas. Com a volta de Bergson, ele parece o mais provável de ir para o banco.

Outra coisa que se mostrou clara nesse jogo, é que de todos os recém-chegados, apenas Pery e Fernando Gabriel podem jogar no time titular. Renato Augusto parece inseguro e medroso, não consegue conduzir a bola por muito tempo e acaba passando até para quem está marcado. Daniel Amorim não dá sequência nas jogadas, chega atrasado aos lances e tem dificuldade para ganhar do zagueiro (talvez seja falta de ritmo, mas não parece).

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