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Flertando com a zona

Depois de uma semana de intervalo, o Paysandu voltou aos gramados, nesta sexta-feira (28), para enfrentar o Ceará, no Mangueirão, pela décima sétima rodada da Série B. O time paraense, em 16º, buscava, mais uma vez, se afastar da zona de rebaixamento, enfrentando o 12º colocado na competição, que não vencia há dois jogos.

No começo do primeiro tempo, o Ceará já parecia estar jogando em casa e com apenas 12’ de jogo, conseguiu chegar ao gol. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Lelê, ele deu o passe para Ricardinho cruzar e achar Élton, que subiu sozinho, para cabecear para a meta de Emerson, abrindo o placar no Mangueirão.

O primeiro tempo do Paysandu foi caracterizado pela falta de criatividade do meio, resultando em pouquíssimas jogadas de perigo. Tanto é que o primeiro lance em que o alviazul chegou mais perto do gol só ocorreu aos 35’ e porque o zagueiro alvinegro errou um passe e a bola foi na direção de Éverson, que dividiu com Marcão usando as mãos. O recuo gerou muitas reclamações, mas o juiz marcou falta no goleiro. Depois de 11 minutos, após cobrança de escanteio, a última chance do primeiro tempo ocorreu, Gualberto cabeceou e a bola passou muito perto do gol.

(Foto: Fernando Torres/ASCOM Paysandu)
Na segunda etapa, Marquinhos Santos resolveu tirar Rodrigo Andrade, para promover a entrada de Magno, buscando dar mais velocidade ao jogo. Logo o Paysandu começou a melhorar, a saída de Bergson, aos 8 minutos, ajudou nessa melhora. Aos 8’, Rodrigo chutou forte e Everson defendeu, a bola sobrou para Marcão, que cruzou rasteiro para Anselmo, mas o atacante nem se mexeu.

O Ceará tentou responder, mas só conseguiu aos 15’, quando Ricardinho cobrou uma bela falta, quase ampliando o placar e Emerson defendeu. No minuto seguinte, Pery dominou a bola e Ricardinho, na tentativa de tirar a bola, acabou dando o passe para Magno, que bateu de primeira e empatou a partida.

Aos 27’ parecia que a virada estava por vir, quando Rodrigo aproveitou sobra de bola na frente da área e chutou para o gol, entretanto, a bola acabou saindo a esquerda do goleiro Everson. Depois desse lance, o Paysandu virou um time reativo, fazendo com que o Ceará tivesse a obrigação de propor mais o jogo. E foi assim que o alvinegro chegou ao seu segundo gol. Aos 32’, Romário deu assistência para Arthur, que chutou cruzado e botou o Vozão na frente novamente.

O time paraense ainda teve chances de empatar a partida, mas não soube aproveitar nenhuma delas. Aos 41’, Fábio Matos deu passe para Anselmo e o atacante chutou em cima do goleiro.

No final da partida, o técnico Marquinhos Santos assumiu sua responsabilidade (Foto: Akira Onuma)
Primeiro tempo irreconhecível, apático. Faltou amplitude, profundidade. Corrigimos no segundo tempo. Infelizmente um primeiro tempo a ser apagado, foi a pior atuação do time desde que cheguei. A culpa é minha, eu sou o comandante. Não fui feliz na proposta de jogo e assumo a responsabilidade para que se possa melhorar para o próximo jogo

Próximo jogo: O Paysandu volta a jogar nesta terça-feira (01) e enfrenta um técnico conhecido pela torcida alviazul, Givanildo Oliveira, comandante do time bicolor em suas maiores glórias, agora está no comando do Santa Cruz. A partida ocorre às 20h30, no Arruda.

Palavra da colunista: Como disse o próprio técnico, o primeiro tempo foi apático. Faltou profundidade, faltou infiltração e faltou qualidade na criação. Tudo isso acabou fazendo com que a etapa fosse pífia para o Paysandu, que só teve duas jogadas perigosas e nenhuma com bola trabalhada.

No segundo tempo, de fato o time melhorou e conseguiu o empate, mas os atletas não souberam aproveitar as oportunidades que tiveram enquanto estavam melhores e cansaram, mudando o estilo de jogo. O que acabou resultando num novo gol do Ceará.

Na partida desta sexta, o que se pode dizer é que mais uma vez, ficamos reféns da falha de uma defesa que não vem protagonizando bons momentos. Gualberto deixou Elton pular sozinho no primeiro gol e, no segundo, Artur recebeu a bola nas costas dele. No segundo gol, Artur ainda pôde contar com outra falha, a de Emerson, que estava mal posicionado. Das três finalizações certas do time cearense, duas foram gol.

No início da partida, vimos Rodrigo Andrade, volante, posicionado como ponta. O que acabou fazendo com que o time continuasse com três atacantes e que o volante fizesse uma partida de baixo nível, diferente do que se espera dele. Junto dele no ataque, estava Bergson, que fez mais uma partida para se esquecer. A cada jogo o atleta demonstra mais que se vê como uma “estrela” e insiste em querer “enfeitar” todos os seus lances, o que acaba mais prejudicando o time do que ajudando.

No meio de campo, quem merece o “puxão de orelha” é Augusto Recife, que mesmo com uma carreira extensa no futebol, continua a agir como um juvenil. Novamente fez uma partida onde errou quase tudo, dos “botes” aos passes de longa distância. 

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