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Empate no apagar das luzes aumenta sequência negativa

Em novo comando, o Paysandu voltou aos gramados na noite desta sexta-feira (30), para enfrentar o Luverdense, na Curuzu. Este seria o terceiro confronto entre os times, que disputaram a Copa Verde em maio deste ano, vencida pelo time alviverde. De lá para cá, algumas coisas mudaram, mas o clube paraense segue sem conseguir vencer o time de Júnior Rocha.

O time da casa começou melhor na partida, insistindo mais nas jogadas e na conclusão delas. Não demorou muito até que a persistência levasse o alviazul ao gol. Aos 9’, Ayrton cobrou escanteio na medida para Bérgson, que cabeceou direto para a meta de Gabriel Leite, marcando o primeiro gol da partida. A resposta do Luverdense veio cinco minutos depois, Rafael Silva recebeu o lançamento, entrou na área e tocou por cima de Emerson, porém ninguém apareceu para completar e a defesa conseguiu evitar o empate.

Daí em diante, o jogo parecia que iria esfriar. O Paysandu começava as jogadas, tinha velocidade nos lances, mas não conseguia finalizar, não levando perigo real a defesa alviverde. Do outro lado, as tentativas não amadureciam no meio de campo e acabavam não sendo concluídas com qualidade ou força o suficiente. A partida só voltou a esquentar aos 41’, quando Diogo Oliveira recebeu dentro da área e cruzou para Bérgson, que pegou mal na bola e desperdiçou uma grande chance de ampliar.
 
(Foto: ASCOM Paysandu)
Para o segundo tempo, apenas Júnior Rocha resolveu mudar. Ele retirou o meio-campo Diego Lorenzi e promoveu a entrada do atacante Erik, buscando o empate. Apesar disso, o primeiro lance de perigo levava a crer que o segundo gol estava mais perto do que o de empate. Logo aos 5’, Rodrigo Andrade recebeu cabeceio na pequena área, dividiu com a zaga alviverde e quase ampliou. Oito minutos depois foi a vez de Diogo Oliveira receber na entrada da área, ele finalizou forte, entretanto a bola acabou desviando em Paulinho e acertando o travessão.

Foi quando começou a chuva de gols perdidos pelo Papão. Aos 21’, Diogo Oliveira entrou na área com a bola dominada, chutou cruzado e a bola passou rente a trave de Gabriel Leite. O Luverdense teve uma rápida resposta antes da sequência alviazul, quando Cereja cobrou escanteio e Rafael Silva ganhou no alto e cabeceou na trave. Aos 25’ Ayrton recebeu livre dentro da área, ajeitou e arriscou, o chute desviou em Neguete e quase enganou Gabriel Leite, que conseguiu salvar. No minuto seguinte, após escanteio, Perema cabeceou e quase fez o segundo.

Depois disso, duas coisas aconteceram para mudar a partida. Primeiro a entrada de Lucas Taylor e depois a entrada Wellinton Júnior, no lugar de Diogo Oliveira. A segunda substituição acabou deixando o Paysandu muito exposto, com o meio-campo aberto, já que Jhonnathan não conseguia desempenhar a função que deveria, para que a alteração funcionasse.

Foi com Lucas Taylor perdendo uma bola sozinho, que a jogada do gol do Luverdense começou a se desenhar. Aos 44’, Gabriel Passos cruzou a bola na área, Leo Cereja dominou e rolou para Rafael Silva, que chutou e empatou a partida na Curuzu, levando o torcedor bicolor ao “inferno”.

Próximo confronto: Nesta terça-feira (04), o Paysandu terá pela frente o Londrina, em mais um jogo dentro de seus dominíos. A partida ocorrerá às 19h15, na Curuzu.

Palavra da colunista: Com apenas uma semana de trabalho, não dava para esperar que Marquinhos Santos já soubesse como montar o time em campo e muito menos fazer com que os atletas jogassem num esquema mais favorável a eles. Mas o novo técnico falhou e foi na substituição final, onde acabou optando por colocar Welinton Júnior no lugar de Diogo Oliveira. A alteração acabou trazendo Jhonnathan, que não estava bem na partida, para o meio de campo e resultou num Paysandu mais exposto e aberto, pronto para levar o empate.

Nos dois tempos vimos um Bérgson que, apesar do gol marcado, não soube jogar para o time e junto ao time, foi individualista e tentou a todo custo resolver tudo sozinho. Desperdiçou diversas oportunidades que poderiam ter sido trabalhadas com os companheiros, resultando em gols, mas preferiu ir por outro caminho. Já Marcão se viu completamente isolado no ataque, pegando na bola somente quando voltava para recuperá-la. Jhonnathan acabou errando diversos passes, cruzamentos e enfiadas de bola. Prejudicando o time de todas as maneiras.

Os dois laterais recém-chegados mostraram que não deveriam sequer ter tido a contratação cogitada. Jean pecou nos cruzamentos, nos passes curtos e tentando defender. No segundo tempo até conseguiu melhorar, mas não apagou sua atuação fraca. Já Lucas Taylor só entrou para prejudicar, em pouco tempo dentro de campo, errou tudo que poderia parecer possível, foi uma verdadeira avenida e é um dos culpados pelo empate.

A cada partida fica mais claro que Lombardi não pode e nem deve ser uma das primeiras opções do banco, quanto mais titular absoluto. Gilvan, mesmo em má fase, ainda é muito mais zagueiro que o capitão bicolor. Para finalizar, o único que se tornou livre de toda e qualquer crítica hoje, é Rodrigo Andrade. Quando estava fora, era o atleta que fazia mais falta no time e quando está em campo é o jogador mais importante do Paysandu.


O jogo de hoje só confirmou todas as teorias que nem o torcedor mais confiante gostaria de confirmar: se não houver contratações, o nosso destino é a zona de rebaixamento e, provavelmente, também será a queda.

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