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Quebrando tabus, Paysandu vence e respira

Na noite terça-feira (01), o Paysandu enfrentou o Santa Cruz, comandado pelo técnico Givanildo Oliveira, na Arena Pernambuco. Esta foi a quarta vez em que o time paraense jogou contra um ex-comandante bicolor na Série B de 2017 e a primeira em que o clube não perdeu. Além desse “tabu”, o clube quebrou outro, essa é a primeira vitória em arena de Copa do Mundo.

No começo do primeiro tempo, os times pareciam estar se estudando e demorou para que um tomasse a iniciativa. Aos 12’, Bergson cruzou para Rodrigo, que dominou e ajeitou para Nando chegar batendo de primeira, mas Julio César defendeu sem dar rebote. O Paysandu passou a dominar a partida e pressionava em busca do primeiro gol, promovendo uma blitz na defesa tricolor. O primeiro lance da sequência saiu aos 23’, quando Rodrigo teve seu chute travado por Salles. No minuto seguinte, foi a vez de Bergson ter sua chance travada pela defesa. Logo depois, Ayrton fechou a série com uma belissíma cobrança de falta que passou raspando na trave.
(Foto: Marlon Santos)
Apesar de estar melhor no jogo, o Lobo acabou sofrendo com um erro individual. Aos 36’, na primeira oportunidade da Cobra Coral na partida, André Luís cruzou e Ricardo Bueno dividiu com Perí, o braço do lateral-esquerdo bicolor foi na bola e o juiz assinalou pênalti. Ricardo Bueno cobrou e converteu, fazendo 1x0 para o Santa Cruz.

Na segunta etapa, logo aos 3’ o Paysandu teve a oportunidade de fazer valer sua superioridade do primeiro tempo, após sofrer falta. Ayrton a cobrou com perfeição e empatou a partida. Quatro minutos depois, Ayrton deu lançamento para Magno, que saiu em velocidade e foi derrubado por Julio Cesar, por ter feito falta no último homem, o goleiro tricolor foi expulso. Foi aí que a partida começou a se mostrar mais favorável para o alviazul.

O visitante continuou no mesmo ritmo da etapa anterior, pressionando a Cobra Coral em busca de uma vitória. O Santa Cruz não atacava, mas mantinha uma defesa sólida, difícil de penetrar, o que acabava fazendo com que o Paysandu pressionasse sem chegar ao gol. Porém, aos 41’, num “vacilo” da defesa tricolor, o time paraense virou o jogo. Bérgson enfiou a bola para Anselmo, que percebeu a presença de Bérgson na área e deu passe para trás, o camisa 30 chegou chutando de primeira, “amassando o goleiro”, virando a partida.

Com a vitória, o Paysandu saiu da “porta” da zona e chegou a décima quarta colocação.

Próximo confronto: O Paysandu volta a jogar neste sabádo (5), contra o Figueirense, às 19h, na Curuzu. O time catarinense está na zona de rebaixamento.

Palavra da colunista: Das partidas recentes, esta foi, provavelmente, a melhor. O Paysandu foi regular e se saiu bem nas duas etapas, sendo, a todo momento, completamente superior ao adversário.

Na primeira etapa, o alviazul fazia uma boa atuação e não era ameaçado pelo Santa Cruz. Mas com um pênalti marcado no único ataque do adversário, quase viu todo trabalho ir “por água abaixo”. No segundo tempo, o gol no começo e a expulsão de Julio Cesar acabaram por dar um “gás” no time. Isso resultou num time que, mesmo tendo dificuldade na penetração, pressionou o tricolor em busca da vitória. Esperou a defesa cometer um erro e aproveitou a oportunidade.


Um dos destaques desta partida foi a marcação coletiva. O time estava conseguindo neutralizar a criação de jogadas do Santa. Com todos os jogadores marcando, a bola era recuperada antes de se tornar um ataque efetivo. 

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