Para qualquer ser humano que possui um time de coração, um dia de jogo é sempre um dia diferente. A ansiedade que este evento gera é moldada pelas fases do time, que ora causa a expectativa de um triunfo, ora traz a apreensão pela iminência de mais um resultado negativo.

No Brasil, e na Bahia, esse sentimento se multiplicou por conta de quatro meses sem ver a bola rolar em um gramado tupiniquim, e mesmo aquele que é contra a volta do futebol, dificilmente se mostrará indiferente ao anúncio: Hoje tem Bahêa. Este é o caso do autor que vos escreve.

Na quarta-feira, 22/07/2020, o tricolor de aço enfrentou o Náutico no Estádio Metropolitano de Pituaçu. Sobre a partida, podemos considerar que não houveram grandes surpresas, pois o time de maior investimento, orçamento, estrutura, elenco e qualidade técnica fez jus a expectativa que se coloca nele, e goleou o Náutico Capibaribe, por um placar de 4x1, com certa tranquilidade e sem aparentar grande esforço para tal. Acredito que o triunfo e a superioridade não causaram grandes espantos em ninguém, mas não podemos deixar de destacar que os comandados de Roger Machado voltaram em excelente nível nesta primeira apresentação, e deixaram uma impressão positiva para a torcida, em relação ao que podemos esperar no decorrer da temporada.


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Para além do campo e bola, até porque nem só do golaço de Élber viverá o tricolor nesta noite, podemos destacar mais dois gols de placa de uma diretoria que acerta muito mais do que erra em todos os quesitos. O fato do escudo, símbolo máximo da instituição, estar usando uma máscara, e a exposição do nome e símbolos do SUS na camisa branca dizem muito sobre o tempo em que estamos. Se a volta do futebol é considerada vital para a sobrevivência dos clubes, o Bahia faz questão de lembrar que a proteção das pessoas, e o trabalho da área da saúde brasileira são o que há de mais importante acontecendo no momento. Se a proteção não acontece, e a saúde não funciona, cada vez menos torcedores estarão entre nós para se arrepiar com o anúncio: Hoje tem Bahêa.


Até a próxima, saudações tricolores.

Matheus Freitas.