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Chelsea 0-0 Arsenal: Um desempenho que diz mais que o placar

Por: Thalles Monari - Twitter: @_thallesmonari

Em jogo válido pela rodada 5 da Premier League, o Arsenal foi até Stamford Bridge encarar o Chelsea. E mesmo chegando para a partida de hoje com duas vitórias nos últimos dois jogos, frente a Bournemouth e Colonia, as expectativas para o duelo em Londres não eram altas. Pelo contrário, por conta das recentes apresentações como visitante na liga e principalmente, pelo retrospecto contra o Chelsea em seus domínios pela Premier League, o pessimismo entre os Gooners era grande. Ainda assim, os fãs se fizeram presentes e diferentemente da atmosfera vergonhosa do Emirates, eles empurraram a equipe a todo instante, mesmo jogando fora. 

Antes da partida, foi até o tema abordado por Arsène Wenger nas entrevistas: jogar fora de casa. Em suas palavras, Wenger disse não acreditar na "diferença" em jogar em casa e fora, pois o campo tem 105 metros de comprimento e 68 metros de largura em todos os lugares. E disse ainda que é só uma questão do quanto você quer, não importa onde jogue. E a partida de hoje era uma boa oportunidade de mostrar que a equipe tem essa qualidade. 

E foi exatamente isso o que Arsène Wenger quis passar para a equipe, que tínhamos o dever de manter a mesma postura dos jogos em casa, desta vez, fora, e ainda mais por se tratar de Stamford Bridge, que ao lado de Old Trafford, são os campos em que o Arsenal mais tem sofrido nessa última década. 

Na escalação, minutos antes do apito inicial, vimos um time próximo do ideal, entretanto, sem as duas principais estrelas do time: Özil, com uma pequena lesão, nem relacionado foi. Já Alexis, ficou como opção no banco de reservas. Mas, contudo, Wenger mandou a campo uma equipe bem forte, com as melhores opções possíveis para o esquema.

Todo aquele pessimismo dos fãs antes do jogo, que já esperavam pelo pior, felizmente não se concretizou nos noventa minutos. Vimos um Arsenal surpreendentemente sólido, com uma apresentação consistente e alguns brilhos individuais. Nos primeiros minutos, o Chelsea fez uma pressão natural, que no entanto, não exigiu de Petr Cech o mesmo que o Arsenal exigiu de Courtois no decorrer da primeira etapa. Contando com avanços constantes de Bellerin pela direita e com Aaron Ramsey preenchendo bem todos os espaços do meio-campo, o Arsenal criou boas chances, mas não conseguiu marcar. Primeiro com a cabeçada para fora de Welbeck após cruzamento de Bellerin. Depois, Courtois defendeu o chute de Lacazette, após novo avanço do lateral-direito dos GunnersKolasinac com chute forte de fora, também exigiu boa defesa do belga. Ramsey em jogada individual, que contou com a sorte todavia, fez fila na defesa Blue e não fosse a trave, marcaria um belíssimo gol; no rebote, Lacazette no susto isolou. Foi a chance mais clara da partida. 

Aaron Ramsey: Partida digna de Man Of The Match. (Foto: Arsenal).
Na segunda etapa, o Chelsea recuou seu time, tirando um atacante e colocando um volante: Pedro por Bakayoko. Foi assim que os donos da casa conseguiram equilibrar as ações, diminuindo os espaços que o Arsenal tão bem aproveitou no primeiro tempo. No entanto, mesmo equilibrando o jogo, o Arsenal continuou bem, explorando as descidas de Welbeck pela esquerda, que se não foi brilhante como no último final de semana contra o Bournemouth, fez no mínimo um jogo muito decente, ajudando a conter as subidas de Moses e contribuindo com jogadas ofensivas. O único que esteve distante de sua melhor forma no duelo, foi Lacazette. Não só pelo gol perdido no primeiro tempo, mas porque encontrou muitas dificuldades em sair da marcação de David Luiz, que fazia um bom jogo inclusive, até a entrada criminosa em Kolasinac, que lhe rendeu um vermelho direto. O mais incompreensível foi ver a reclamação de Antonio Conte e seus comandados. E se por um lado a defesa do Chelsea anulou o principal atacante do Arsenal, o mesmo podemos dizer da defesa Gunner, que muito consistente e atenta, bloqueou todas as tentativas de Morata, principalmente Mustafi, que foi um dos melhores em campo. E o alemão ainda chegou a balançar as redes adversária, de cabeça, mas o lance foi anulado, e muito bem, diga-se, pelo bandeira, que anotou impedimento de Shkodran. Triste para um torcedor do Arsenal, que acompanhava o jogo atrás do gol, local onde a torcida visitante fica, e no momento em que Mustafi completou para o gol, o fã invadiu o campo e foi comemorar junto com o defensor do Arsenal, mas para a sua tristeza - em dose dupla -, o gol foi anulado e a polícia ainda o retirou do estádio.


A alegria durou pouco. (Foto: Arsenal).
No fim, o Arsenal ainda tentou uma pressão, já com Alexis e Giroud em campo e com um jogador a mais, porém o 0 a 0 permaneceu no placar. Mas um empate que deixa o torcedor do Arsenal contente e animado, não só por sair com um ponto de Fulham, mas sim pelo desempenho do time, que buscou a vitória a todo momento, foi organizado e teve um ótimo controle mental. A luta da equipe nos noventa minutos foi até ressaltada por Arsène Wenger na entrevista pós jogo, elogiando a postura da equipe, que respondeu bem à intensidade da partida e, hoje, acima de tudo, era vital para o grupo esse desempenho positivo. 

O Arsenal volta a campo na próxima quarta-feira, no Emirates Stadium. Jogo contra o Doncaster Rovers, pela Copa da Liga Inglesa. A tendência é entrar com equipe alternativa e dar minutos para os garotos recém-promovidos, principalmente Reiss Nelson. Já pela Premier League, o próximo desafio será contra o West Bromwich, também no Emirates, no jogo isolado de segunda a noite. Que a próxima semana possa ser tão boa como essa, e que a postura dos últimos jogos seja mantida nos próximos.

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