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Competição nova, problema antigo

Na estreia das duas equipes no Brasileirão Série B, Tupi e Goiás se enfrentaram nesta sexta-feira (13), em Juiz de Fora. A partida marcou a volta do Galo Carijó a segunda divisão, o que não acontecia desde 1989, e a expectativa era grande para enfrentar um dos postulantes ao acesso. Porém, uma derrota amarga, ofuscou um pouco da euforia dos torcedores presentes no Estádio Radialista Mário Helênio.     

O torcedor teve a chance de conhecer vários reforços (Foto: Leandro Colares)
Apesar de três zagueiros em campo, a equipe foi alinhada em um 4-4-2 (Glaysson; Felippe Formiga, Heitor, Helder e Bruno Costa; Filipe Alves, Recife, Rafael Jataí e Jonathan; Thiago Silvy e Giancarlo). Com a linha de quatro formada por Felippe Formiga, Heitor, Helder e Bruno Costa, - o último improvisado na lateral-esquerda - a defesa se comportou muito bem durante a maior parte do jogo e talvez seja a maior evolução da equipe em relação ao estadual.  Porém, outro problema parece não ter sido resolvido: a ineficiência quando se tem a posse de bola e a dificuldade em propor o jogo em casa, novamente ficaram nítidos. 

Os primeiros 45 minutos refletiram na temperatura da noite gelada na cidade mineira: um jogo frio. O árbitro, por sua vez, não colaborou para que o jogo fluísse, marcando muitas faltas, em lances que poderia ter deixado a bola rolar. Poucas chances claras para os dois lados. Na melhor delas, o time da casa chegou perto de inaugurar o marcador, aos 33 minutos. Após o chutão do campo de defesa, Giancarlo conseguiu desviar de cabeça e a bola sobrou para Thiago Silvy, que cortou para dentro e bateu bem, mas Ivan fez uma bonita ponte e conseguiu espalmar. Entretanto, as equipes voltaram para o intervalo com o placar zerado, mas com o torcedor carijó sentindo que o time adversário não era um "bicho de sete cabeças" e que dava para fazer o mando de campo valer no segundo tempo.

A etapa complementar começou diferente. Os erros do Galo Carijó começaram a aparecer, por méritos do adversário, que apertou a sua marcação. O Esmeraldino adiantou as suas linhas, não deixou o adversário trocar passes com a tranquilidade do primeiro tempo e equilibrou o jogo. Depois das mudanças do treinador, - Daniel Carvalho e Cléo entraram - os visitantes cresceram na partida e estiveram mais próximos do primeiro gol. A única boa chegada do Tupi no segundo tempo, aconteceu aos 34 minutos, quando Henrique cruzou da direita e Bruno Costa, livre, teve a chance, mas mandou por cima. No minuto seguinte, o Goiás aproveitou o erro de passe do adversário e respondeu em um contra-ataque puxado por Daniel Carvalho, que avançou, tocou para Cléo e recebeu de volta antes de rolar para Wendell, sozinho na área. Mas, Glaysson fez grande defesa, evitando o pior. 

O Tupi foi castigado no fim do jogo (Foto: reprodução Internet)
A partida lembrava muito os duelos contra Villa Nova-MG e Atlético-MG, onde o Tupi poderia ter conseguido resultados melhores, - no mínimo o empate - mas tropeçava nos próprios erros e saiu derrotado. Dito e feito: Daniel Carvalho cruzou da esquerda para Cléo, que finalizou bonito, mas acertou a junta da trave com o travessão. Na sobra o atacante teve mais uma chance e dessa vez não perdoou. Com o gol, aos 41 minutos do segundo tempo, a possibilidade de reação era pequena e não aconteceu. 

Parece que o estadual ainda não terminou. Após a reformulação, alguns problemas que foram comuns no início da temporada, voltaram a se repetir e talvez o torcedor mais alienado tenha pensado que o time era o mesmo. Antes de tirar conclusões precipitadas, vale destacar que foi apenas o primeiro jogo, alguns jogadores ainda nem estrearam e Hiroshi, que já demonstrou ser um dos principais jogadores da equipe, foi um desfalque importante. Uma coisa é certa: a equipe de Ricardo Drubscky precisa evoluir bastante e é isso que torcida espera para que o Tupi garanta sua permanência na competição. 

Por: Marcelo Júnior || Twitter: @marcelinjrr

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