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Um nebuloso empate


Neblina causou adiamento da segunda etapa. (Foto: Gilberto Pace Thomaz)
Chapecoense e Atlético Paranaense se encontraram pela primeira vez no ano, disputando a 10° rodada do Brasileirão 2016. Enquanto todas as atenções estavam no técnico Guto Ferreira, quem roubou a cena foi a natureza, já que a neblina que atingiu Chapecó obrigou o adiamento dos 45 minutos finais para esta quinta-feira (23). Com a forte marcação e a falta de inspiração do setor ofensivo das equipes, um empate sem gols manteve a sequência sem vitórias do Verdão jogando na Arena Condá.

Após vencer o Vitória na Bahia, o Verdão voltou para Chapecó com uma dúvida na bagagem, já que o técnico Guto Ferreira recebeu proposta do Bahia e ficou balançado. Após conversa com a diretoria na segunda-feira, ele garantiu sua presença no comando da equipe no duelo diante do Furacão. Em relação aos onze que iniciaram a partida no Barradão, Guto teve apenas um problema, Moisés rompeu os ligamentos do joelho e deve ficar afastado por no mínimo seis meses. Em seu lugar, Arthur Maia, que se destacou nas últimas partidas, teve a primeira oportunidade na equipe titular.

Com as atenções voltadas completamente ao técnico do Verdão e uma noite gelada, o primeiro tempo iniciou bastante truncado, com o Verdão marcando forte e sem dar espaços para os Paranaenses. Desta forma, a primeira oportunidade surgiu apenas aos 23', quando Arthur Maia pegou de primeira de muito longe e mandou no canto de Weverton, que caiu para fazer a defesa. O jogo esquentou minutos depois, em disputa de bola pelo alto, Walter acertou uma cotovelada no zagueiro Marcelo, o árbitro assinalou falta, mas sem punição ao atacante. No minuto seguinte, a dupla voltou a se encontrar, o atacante fez cama de gato no zagueiro do Verdão em disputa pelo alto e foi advertido com o cartão amarelo.

Com maior posse de bola, os visitantes tentavam furar o bloqueio do Verdão, mas sem sucesso, e viam a Chape criar as melhores oportunidades. Rangel, após cobrança de escanteio, quase abriu o placar aos 39 minutos, mas jogou para fora. A única oportunidade e a melhor da partida do Furacão veio apenas aos 44', quando Deivid recebeu e chutou de fora da área, a bola caprichosamente bateu no travessão e assustou o torcedor Chapecoense, finalizando a primeira etapa sem gols no placar.

Eis que a natureza entrou em cena e roubou as atenções. Uma forte neblina apareceu aos 43 minutos e aumentou de forma incrível no intervalo da partida. De volta ao gramado, o árbitro chamou os goleiros das duas equipes e juntos resolveram dar sequência ao jogo, que durou apenas um minuto e voltou a ser paralisado. Após aguardar o tempo exigido no regulamento, Francisco Carlos do Nascimento finalizou o confronto nesta quarta e garantiu sua volta nesta quinta-feira, às 15h.

A quinta-feira amanheceu novamente nebulosa, com o passar do tempo o sol foi aparecendo, mas não suficiente para esquentar os 44 minutos restantes do segundo tempo. Nas arquibancadas o torcedor Chapecoense compareceu para empurrar a equipe em busca de mais três pontos. Dos 3.788 torcedores que estiveram na Arena Condá na noite anterior, 2.582 estiveram presentes nesta tarde. A Chape foi obrigada a mudar nos primeiros minutos quando Sergio Manoel sentiu dores e foi substituído por Claudio Winck.

Com sol, as equipes não conseguiram balançar as redes (Foto: Gilberto Pace Thomaz)
Com a bola rolando, os visitantes seguiram no seu esquema de forte marcação e arriscando sair nos contra-ataques, enquanto a Chapecoense encontrava muita dificuldade de criar jogadas ofensivas. O Furacão por muito pouco não abriu o placar aos 18 minutos, quando Léo arriscou de longe, balançando as redes de Danilo pelo lado de fora.

Conforme os ponteiros do relógio iam passando, o desespero tomava conta do Verdão. Sem conseguir criar jogadas, Guto Ferreira resolveu sacar Silvinho e colocar Hyoran em campo. A alteração mudou em partes a partida. Se o paredão Atleticano afastava os atacantes do Verdão da área, a alternativa era arriscar de longe e foi assim que Lucas Gomes quase abriu o placar aos 28 minutos, após Thiego Heleno afastar mal, o atacante pegou de primeira e mandou a bola muito próxima a trave de Weverton.

A melhor oportunidade caiu nos pés de Hyoran quando Rafael Bastos, que acabara de entrar, cruzou e, após a primeira falha da defesa do Furacão, o meia chutou e Weverton fez milagre para salvar o gol, no rebote Lucas Gomes mandou para fora. Com o quarto empate seguido jogando na Arena Condá, o Verdão viaja para Recife, onde no próximo domingo, às 18h30, enfrenta o Sport, na Ilha do Retiro.

Ao final da partida, talvez o momento mais esperado da semana, houve a coletiva de imprensa com o técnico Guto Ferreira. Bombardeado de perguntas referente a sua transferência ao Bahia, o treinador preferiu despistar e novamente falou apenas do jogo. A única pista deixada no ar foi que o prazo para resposta do clube Baiano da contra posposta de Guto se encerra amanhã e talvez este seja o dia da definição.

Quanto a equipe, novamente encontramos dificuldades com a forte marcação dos adversários, anulando a criação de jogada dos meias e a finalização do ataque. O único desfalque para o próximo duelo é Sergio Manoel, que sentiu dores e ainda levou o terceiro amarelo. Muitos preferem se enganar com vitórias fora de casa, entretanto o que preocupa são os constantes pontos perdidos dentro da Arena Condá. Hoje eles podem não fazer falta, mas no futuro vamos lembrar daqueles pontos contra Santa Cruz, Fluminense, Grêmio e agora Atlético Paranaense.


Marcelo Weber || @acfmarcelo

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