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Desculpem o transtorno, mas precisamos falar sobre o Dudu

Quando chegou ao Palmeiras no começo de 2015, Dudu foi muito bem recebido pelos torcedores palmeirenses. O motivo, porém, era mais pelo “chapéu” aplicado nos rivais (considerados próximos de fechar com o jogador) do que pelo bom futebol apresentado no Grêmio ao longo de 2014, quando foi um dos maiores assistentes do campeonato.

Na oportunidade, o Verdão contratou um rápido ponta-esquerda. Hoje, tem muito mais do que isso. Dudu segue jogando aberto pelo setor esquerdo do gramado, mas tem visão de jogo muito mais apurada fruto, diga-se, da insistência de Marcelo Oliveira em forçá-lo pelo meio no ano passado - talvez um dos poucos acertos no mar de erros do ex-treinador.

O começo foi tumultuado. Dudu fez seus gols e boas partidas, mas ficou marcado por perder um pênalti no primeiro jogo da final e, na semana seguinte, ser expulso e empurrar o árbitro da partida. Aos poucos, porém, o jogador foi reconquistando a torcida alviverde e tornou-se um dos heróis do time na conquista da Copa do Brasil.

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Dudu tem sido um dos principais jogadores do Brasileirão. (Foto: Futdados)
A evolução seguiu em 2016 e, ganhando a faixa de capitão, Dudu é hoje um dos grandes destaques palmeirenses no ano. Líder e emocional, faz o torcedor se sentir verdadeiramente representado em campo. Com tudo isso, tem se tornado um jogador cada vez mais importante e decisivo, como foi novamente neste sábado (24).

Sem contar com Cleiton Xavier (mais uma vez lesionado) e Gabriel (suspenso), Cuca precisou recuar Moisés e fazer de Dudu o armador do jogo palmeirense. O meia-atacante não é um armador, evidentemente, entretanto consegue perfeitamente fazer a função em casos de necessidade. Foi o que aconteceu diante de um desfalcado e recuado Coritiba.

O primeiro tempo foi seguro, com muita posse de bola, mas sem chances de gol criadas. Muito disso por conta de uma escalação com muitos velocistas e poucos articuladores. Com um adversário muito recuado (não houve uma chance sequer contra o gol de Jailson na etapa inicial), não havia espaços para usar a velocidade de Roger Guedes, Erik e Gabriel Jesus. Mesmo na base da movimentação e troca de posição, pouco perigo foi criado contra o goleiro Wilson.

O jogo mudou completamente no segundo tempo e vimos em campo o Palmeiras que mostrou o bom futebol e que merece estar brigando pelo título. Com Leandro Pereira no lugar de Erik, o Verdão conseguiu segurar os zagueiros e preencher melhor os espaços. O gol de Leandro Pereira, aos cinco minutos em uma falha incrível de Wilson, foi apenas a confirmação da pressão alviverde que já tinha perdido duas boas chances e direito a uma bola na trave.

Leandro Pereira voltou a marcar um gol depois de mais de um ano. (Foto: Globo Esporte)
Se tem sido criticado pelas bolas aéreas, Cuca tratou de responder no campo e, depois, em sua entrevista coletiva, o que todos já sabem: o Verdão joga e joga bem com a bola no chão. Foi assim que construiu uma ótima jogada de toques rápidos que começou com Dudu, passou por Egídio, Moisés e Roger Guedes até encontrar Mina livre de marcação. 2x0.

As duas faltas que originaram os gols palmeirenses foram sofridas por Dudu que fez um segundo tempo primoroso. Foi dele também uma jogada espetacular que, driblando cinco marcadores, serviu Gabriel Jesus. A bola saiu, mas seria um golaço. O terceiro gol merecia ter aparecido e merecia, sobretudo, ser marcado pelo pequeno camisa 7 palmeirense. Ele não veio, Dudu saiu cansado de campo e foi merecidamente ovacionado pelo ótimo público presente no Allianz Parque.

Antes de sair, ainda viu Jesus quase marcar e Iago descontar para o Coritiba na única finalização em praticamente toda partida dos visitantes. Viu também o time mostrar boa maturidade e não se abater em um momento delicado da partida, ainda que com uma colaboração dos paranaenses que pouco fizeram para tentar o empate.

O DESTAQUE: O título é autoexplicativo, impossível não nomear Dudu como melhor em campo. Sofrendo faltas, driblando todo mundo e servindo bem os companheiros, foi disparadamente o melhor em campo, mesmo jogando fora da sua posição de rotina, levemente mais centralizado.

BOLA MURCHA: Com nova oportunidade, Egídio comprova o desespero palmeirense a cada vez que entra em campo. Não passa nenhuma confiança na marcação e, com erros de passes infantis, causou alguns calafrios na torcida alviverde. Nem na frente, onde costuma ajudar, conseguiu acertar alguma coisa.

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