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Mais do mesmo na montanha russa de Leverkusen

Após uma vitória categórica contra o Borussia Dortmund (2 a 0 no dia 01 de outubro), o Bayer Leverkusen voltou a demonstrar a inconsistência que assombra o time desde o início da temporada. Nas duas partidas que se seguiram, contra o Werder Bremen (15) e Tottenham (18), os leões deram novas provas de imaturidade em campo, provas essas que mais uma vez custaram pontos que deverão ser preciosos para o Werkself no futuro.

A oscilação do Bayer permanece (Foto: Rex Features)
No jogo do dia 15, o Leverkusen foi até o norte da Alemanha para enfrentar o Werder Bremen em seus domínios, e sofreu bastante desde o início do jogo. Os Papagaios, como os donos da casa são conhecidos, apostaram em muita velocidade pelas pontas com Hajrovic e Manneh para atormentar a já contestada defesa dos leões. E a aposta deu resultado rápido, pois aos 12 minutos da primeira etapa, Hajrovic escapou pela ponta e cruzou para Manneh finalizar em cima de Leno, ocasionando assim um rebote que foi aproveitado por Junuzovic para colocar o time da casa em vantagem.

Os leões conseguiram dominar as ações do jogo depois do gol sofrido, tanto que chegaram ao empate logo aos 27', quando Mehmedi cruzou para Çalhanoglu empatar de cabeça. O Leverkusen continuou melhor na partida após o tento, conveguindo até criar chances para a virada ainda no primeiro tempo, mas o goleiro Felix Wiedwald conseguiu segurar o empate até o final da primeira etapa. 

Após o intervalo, o Werder Bremen voltou a campo disposto a igualar o ímpeto ofensivo apresentado pelo Bayer, e proporcionou assim uma partida completamente aberta, onde os times se revezavam constantemente no ataque criando diversas chances perigosas em um curto espaço de tempo. Esse tiroteio se manteve até os 15', com Junuzovic achou Manneh dentro da área, em condições para marcar um gol que, além de colocar os Papagaios novamente na frente, seria histórico por ser o primeiro feito por um gambiano na história da Bundesliga.

Na sequência do jogo, manteve-se um roteiro já bem conhecido pelo torcedor dos leões: o time sentiu o segundo gol e pouco reagiu na busca pelo novo empate. Por mais que tenha mantido boa parte da posse de bola após o revés, a equipe já parecia entregue e pouco criou para burlar a defesa adversária, fazendo com que o 2 a 1 se mantivesse no placar até o apito final.

Já pela UEFA Champions League, foi a vez do Leverkusen jogar em seus domínios, mas desta vez recebendo o Tottenham pela 3ª rodada da fase de grupos. O jogo começou com pressão do Bayer sobre os ingleses, dominando os 20 primeiros minutos de jogo e sufocando a equipe adversária até então. Mas, após os 20 minutos, os Spurs acordaram para a partida e dominaram as ações do jogo, invertendo papéis e agora sendo os visitantes a bombardear o gol do time da casa, chegando perto de abrir o placar por duas vezes no mesmo lance, onde Janssen carimbou a trave, e no rebote, Lamela finalizou para a defesa de Leno.

Lloris foi participativo e evitou que o Bayer saísse com um resultado melhor (Foto: Getty Images)
O goleiro francês Hugo Lloris já vinha fazendo uma partida sólida ao parar parte das investidas alemãs no primeiro tempo, mas consolidou uma atuação de gala ao fechar o gol na segunda metade do jogo. Com destaque para uma defesa espetacular em uma finalização de Chicharito, o arqueiro foi eleito o homem da partida (com justiça) ao segurar o empate em 0 a 0, resistindo a pressão imposta pelos Werkselfs durante a segunda etapa.

No frigir dos ovos dessas duas partidas, fica a impressão de que o time não progrediu após a vitória maiúscula sobre Dortmund. Seja a fragilidade demonstrada pela equipe ao não conseguir se recuperar do segundo gol sofrido contra o Werder Bremen, ou a displicência nas finalizações mesmo com um bom número de chances criadas (partida de Lloris a parte), essa sequência de jogos serviu para abaixar os ânimos dos mais empolgados com o último triunfo ao provar que apesar do time ter mostrado ser capaz de produzir boas atuações, a caminhada para que os bons jogos sejam constantes é longa, e os problemas que se apresentaram antes ainda não foram corrigidos.

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