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Esperando pelo fim da Série B

      Na 35ª rodada do Brasileirão, o Vasco recebeu o Luverdense com possibilidades reais de encaminhar o acesso para a Série A de 2017. O time tem feito partidas mornas e monótonas, com um Vasco apático que se dispõe a jogar os primeiros 45 minutos e o segundo tempo, na maioria das vezes, administra uma suposta vantagem de 1 gol sobre o adversário. Este roteiro não foi diferente do último jogo em São Januário. Os principais jogadores muito abaixo do que rendem, com um meio de campo altamente dependente das jogadas de Nenê e do menino Douglas. O ataque é ineficiente com Thalles, que apesar do gol, vem fazendo jogos com uma regularidade indesejada e que destoa muito  do antigo garoto que vestia a camisa 9 da Seleção Brasileira. E com a entrada do centroavante, Éderson acaba tendo um número menor de oportunidades de finalizar, pois a bola aérea é muito utilizada na tática pelo Jorginho.





                                                     Douglas e Nenê, os responsáveis pela criação do time

       O grande problema do time hoje reside principalmente do 1º volante até a zaga. Esses 5 jogadores que compõe o time titular no Vasco hoje são: Diguinho/Marcelo Mattos, Júlio César, Luan, Rodrigo e Madson. Os dois primeiros que desempenham a função do antigo "Cabeça de área" são os dois primeiros da lista de qualquer vascaíno para saírem do clube no ano de 2017, e a mesma está certíssima quanto ao pedirem a saída dos mesmos. Madson e Júlio César tiveram quedas de rendimento numa escala exponencial, o que hoje reflete em vazios na defesa, onde os adversários fazem pleno uso das famosas "avenidas" e no ataque o primeiro corre e cruza, mas não se mostra eficiente na efetuação dos cruzamentos. O lateral direito do Vasco hoje vive uma crise de autoconfiança que é um tanto estranha, pois o mesmo teve um primeiro semestre muito acima da média, com jogadas de infiltração, cruzamentos, explorando as "costas" dos laterais adversários e cavando faltas para Nenê e Andrezinho cobrarem. Já o segundo, quando chega ao ataque, demora a recomposição defensiva devido à idade avançada e o desgaste físico acumulado de uma temporada com algumas lesões.

       Rodrigo é um caso a parte. Rodrigo no início do ano era a alma e o coração do time. Provocava a torcida adversária, corrigia os erros cometidos por Luan (mesmo que um bom zagueiro, ainda é inexperiente) , era o capitão da nau cruzmaltina, e xerife do setor defensivo. Rodrigo é aquele típico jogador raçudo que se alimenta da provocação do adversário e da torcida vascaína e transforma isso em força para chegar naquela bola já dita como perdida ou naquela dividida que já foi perdida e que ele faria de tudo para aliviar o perigo da zona defensiva do Vasco. Porém, no início do 2º semestre, o zagueiro vascaíno começou a dar sinais de cansaço e isso, hoje, reflete numa sobrecarga nas funções de seu companheiro de zaga. A contratação de Rafael Marques foi necessária, porém um nome que só serviu para ser mais um na folha salarial do clube. Jomar poderia ser muito mais útil que o experiente defensor que veio do Coritiba e, além disso, seria mais um menino da base a subir e se juntar ao profissional.


                                               Rodrigo provoca o Flamengo após nova derrota rubro-negra

      O fim do ano se aproxima e a indefinição do acesso hoje é real. Os jogadores precisam dar o seu verdadeiro máximo, mesmo aqueles que queremos ver fora do clube no ano seguinte. Uma barca precisa deixar o Vasco levando os excessos e junto a ela, e isto inclui a velha política e a as antigas práticas de gestão dentro do clube feitas pelo nosso Presidente Eurico Miranda. É necessária a gestão técnica e eficiente por pessoas que entendam do meio, e não os nomes indicados para afundar o Vasco cada vez mais.

      Um grande abraço,
               J.P. Alves                 @8_joaopedro
              Linha de Fundo        @SiteLF

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