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Dennis Bergkamp, o herói que não voava

No ano de 1995, chegava ao Arsenal certo holandês, seu nome: Dennis Nicolaas Maria Bergkamp, ou simplesmente, Iceman — como ficou conhecido pela frieza absurda ao jogar futebol, uma das principais qualidades de Bergkamp.

Antes de chegar a Londres, Dennis havia tido passagem vitoriosa pelo Ajax (1986-1993); por lá ele marcou 122 gols pelo clube e venceu títulos importantes como a Copa da UEFA e a Recopa Europeia, entre outros... Em 1993, deixou o clube holandês e transferiu-se para a Internazionale; pela Itália sua passagem não foi das melhores, ainda assim, sagrou-se campeão novamente da Copa da UEFA pelo clube italiano.

Após essa breve passagem pela Inter, Bergkamp completou a última transferência de sua carreira como jogador, conforme citado acima, no ano de 1995, rumou ao Norte de Londres para se tornar uma LENDA ABSOLUTA do Arsenal — em minha humilde opinião, Dennis é o maior jogador da história de nosso clube.

Ao todo foram 423 partidas disputadas pelo Arsenal, onde marcou 120 gols e conquistou 11 títulos pelos Gunners: 3 Premier League; 4 FA Cup e 4 Community Shield. Bergkamp fez parte do time invencível de 2003-04 e — talvez a mais amarga lembrança — foi vice-campeão da UEFA Champions League 2005-06.

Uma imagem que simboliza o sucesso do Arsenal (Foto: Arsenal.com).
Dennis continha a classe que poucos jogadores tiveram, era mágico vê-lo jogar, um jogador extremamente inteligente e com uma técnica além do normal — o que diferenciava ele dos demais — e fazia com que as jogadas parecessem fáceis, como encobrir o goleiro adversário, ou dar uma assistência que pudera ser classificada como improvável. Não havia o improvável para Dennis Bergkamp, ele mostrou isso para o mundo com o gol INEXPLICAVELMENTE INACREDITÁVEL, FANTÁSTICO E SURREAL contra o Newcastle, o gol mais épico da história da Premier League  — e tantos outros inesquecíveis.

Por 11 anos o Arsenal teve um herói em seus elencos, entretanto ele não voava, como dito no título do texto. Sim, Dennis Bergkamp não voava, sua frieza ficava só dentro de campo mesmo, pois fora dele não conseguia usá-la para fazer uma simples viagem de avião, chegou até a perder jogos fora da Inglaterra por isso. Algo curioso e engraçado — torço para que ele tenha perdido esse medo.

O tempo passou, trouxe com ele o indesejável fim, o adeus ao futebol de uma lenda não só do Arsenal, mas do esporte em questão. Um dos maiores jogadores que a Holanda já formou; O jogador que nos proporcionou tantas alegrias e momentos que jamais sairão da memória dos torcedores — principalmente nós Gooners — era o momento de se aposentar do futebol, mas terminou da forma mais bonita possível. Nosso Iceman ganhou um testimonial, uma homenagem mais que justa, na verdade, para Dennis, era preciso.

O cenário era ideal e perfeito; Uma despedida na inauguração do novo estádio em partida disputada por lendas do Arsenal e do Ajax. Além de tudo isso, Dennis ainda ganhou uma estátua, que serve como um cartão de visitas ao torcedor que vai ao Emirates, um verdadeiro símbolo do clube imortalizado, ali, em nossa casa, para mostrarmos ao mundo nossa lenda, um atleta único e memorável. Um dos grandes orgulhos de todos os fãs do Arsenal.

Um momento para ser lembrado hoje e sempre (Foto: Arsenal.com).
A parte boa de ser um torcedor é essa, nós temos o prazeroso trabalho de manter a história do nosso clube sempre viva — e como não poderia ser diferente — lembrar-se de Dennis e contar suas histórias não tem preço, cabe a nós apenas apreciar e reverenciar o grande herói que a vida deu ao Arsenal.

Por: Thalles Monari // Twitter: @_thallesmonari

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