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O fim da geração de ouro do Basquete Argentino

Com o fim de mais uma temporada da NBA e no basquete europeu, pode se notar mais alguns jogadores argentinos deixando as quadras. E são daquela famosa geração, que em 2004 nas olimpíadas de Atenas, ganharam a medalha de ouro e nas semi-finais eliminaram os Estados Unidos. 

Manu Ginobili

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Ginobili nas olimpíadas do Rio (Foto: CBN Sports)
Para muitos, o melhor jogador Sul Americano da história, Manu Ginobili pode ter realizado sua última temporada no melhor basquete do mundo. O seu time, o San Antonio Spurs, chegou na final da Conferência Oeste contra o Golden State Warriors, mas foi varrido pelo placar de quatro a zero. Manu nos últimos três jogos teve ótimas atuações e na última partida, foi muito ovacionado a aplaudido pelos torcedores e jogadores, já imaginando que essa seria sua última partida. O craque em toda sua carreira na NBA, jogou apenas pelos Spurs, concretizando quinze anos pela franquia do Texas. No ano passado, o jogador de 39 anos jogou as olimpíadas no Rio por seu país e foi eliminado nas quartas de final pelos americanos. Após o jogo, ele anunciou que estava deixando a seleção argentina, muito emocionado na ocasião.
Ginobili ainda não anunciou o seu futuro. Quando perguntado na coletiva de imprensa, o jogador afirmou não saber ainda qual será sua decisão. O argentino além da medalha de ouro em 2004, possui quatro títulos da NBA (2003, 2005, 2007 e 2014) e ainda a medalha de prata no mundial de 2002. 
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Ginobili leva a bola do jogo e se despede da torcida em seu último jogo pela Argentina (Foto:Yahoo Sports)

Andrés Nocioni

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Nocioni em ação na Rio 2016 (Foto: Paraíba.com.br)
Outro jogador bastante adorado pelos "Hermanos", o ala-pivô Nocioni anunciou também a sua aposentadoria aos 37 anos. O jogador atuava pelo Real Madrid, que chegou na final da Euroliga de Basquete, perdendo na final para o Fenerbahçe, da Turquia.
Nocioni atuou na NBA entre 2004 e 2012, jogando no Sacramento Kings, Philadelphia 76ers e Chicago Bulls. Ele ainda atuou nas olimpíadas ano passado e no jogo contra o Brasil, foi simplesmente fenomenal e com 37 pontos e matando várias bolas de três, ajudou e muito na vitória sobre a seleção brasileira. O argentino também fez parte do time campeão de 2004.

“No caminho cumpri muitos sonhos. Sonhos que nem eu imaginava que se concretizariam quando comecei a jogar no Ceci de Gálvez. Eu tinha como aspiração máxima chegar à Europa e não só concretizei isso, como também fui para a NBA. Não quero ser nostálgico nesta carta, mas é impossível deixar de fazer uma retrospectiva”, afirmou o jogador em seu perfil em uma rede social.

Luis Scola

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Carrasco do Brasil, o jogador não sabe onde irá jogar na temporada  2017/2018 (Foto:NBB)
O terror dos brasileiros, o ala-pivô Luis Scola é mais uma remanescente dessa saga de ouro. Aos 37 anos, o jogador foi dispensado pelo Brooklyn Nets no meio da temporada e não assinou com nenhum outro time, o que levantou a hipótese da sua aposentadoria. Desde que saiu do Houston Rockets em 2012, o jogador não conseguiu se firmar no Phoenix Suns, Indiana Pacers, Toronto Raptors e nem nos Nets, colecionando várias lesões e más atuações.
O argentino é muito conhecido devido as suas boas atuações em jogos contra a seleção brasileira em competições variadas como Copa América, Sulamericano, Olimpíadas e Copa do Mundo.

Carlos Delfino

Delfino em ação nas olimpíadas Rio 2016 (Foto: Eurohoops)
Mais um jogador dessa safra de ouro, o ala Carlos Delfino é o mais jovem da lista, com "apenas" 34 anos. Com uma carreira sólida, alternando bons e maus momentos, chegou na NBA em 2004 pelo Detroit Pistons, onde teve seus melhores anos na liga. Depois, foi para o Toronto Raptors e após uma passagem pelo basquete russo, retornou aos Estados Unidos ao Milwaukee Bucks e depois Houston Rockets, tendo atuado muito bem nesses times. Em 2013 ele levou um pisão de Kevin Durant, que quebrou o osso do seu pé. Desde então, nunca mais voltou a pisar em uma quadra em solo americano. Mesmo sem clube, foi chamado e disputou as olimpíadas do Rio. Havia muita especulação se Delfino iria se aposentar, ma esse ano, ele acertou com o Boca Juniors, onde será o jogador principal. 

Walter Herrmann

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Herrmann em ação na Copa do Mundo em 2014 (Foto:Bleacher Report)
Com uma carreira muito extensa, passando por 12 times, o pivô Herrmann também estava presente na conquista de 2004. O jogador chegou à NBA em 2005, pelo antigo Charlotte Bobcats(atual Charlotte Hornets), duas temporadas depois, foi jogar no Detroit Pistons, onde chegou a jogar os playoffs com a equipe em duas oportunidades. Em 2010 retornou á Espanha, onde ficou até 2014, quando veio jogar no Flamengo, foi quando o time foi campeão do torneio intercontinental, o mundial de clubes do basquete sem os times da NBA. Atualmente com 37 anos, Herrmann joga no Obras Sanitárias, que disputa a Liga Argentina. O jogador sempre se destacou pelo seu porte físico, seu poder dentro do garrafão e por saber arremessar, tanto bolas de média, quanto de longa distância.

Pablo Prigioni

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Prigioni em ação na Copa do Mundo em 2014 (Foto: FoxSports)
De todos os nomes já citados, Prigioni foi o único que não esteve presente na conquista do ouro em 2004, mas esteva em Pequim-2008 na conquista do bronze. Apesar disso, é considerado um membro dessa geração dourada. O armador fez uma boa carreira atuando na Espanha, por times como Real Madrid e Baskonia. Em 2012, chegou ao New York Knicks, onde ficou até 2015 quando foi para o Houston Rockets e depois Los Angeles Clippers. Por conta de várias lesões, jogou muito pouco nesses dois últimos times. Esse ano, voltou ao Baskonia, e após três jogos, anunciou sua aposentadoria aos 40 anos de idade. Após muita especulação sobre o jogador voltar para os Knicks para integrar a comissão técnica, Prigioni acertou para ser técnico do próprio Baskonia. O armador sempre foi conhecido pelas suas atuações seguras, boa condução de bola e armação de jogo, além de ser um bom matador de bolas de três pontos.

Fabricio Oberto

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Oberto foi campeão com o Spurs em 2008 (Foto: MendozaPost)
Mais um jogador dessa geração. Já está aposentado desde 2013, mas foi uma peça importante e esteve presente tanto em 2004, quanto em 2008. Como mostra a foto, em 2005 ele chegou na NBA pelo San Antonio Spurs e foi campeão em 2008, conseguindo seu anel de campeão. Ainda passou por Washington Wizards e Portland Trail Blazers, sem brilho. Atualmente, é comentarista da ESPN argentina e olheiro do Brooklyn Nets no mercado Sul Americano. 

Leo Gutierrez

Leo Gutierrez foi o cestinha argentino - Divulgação/Divulgação/Gaspar Nobrega / Inovafoto
Leo conduz a bola em jogo contra Angola (Foto:Gaspar Nóbrega/Inovafoto)
Outro remanescente de 2004, e aos 38 anos, Leo Gutierrez já afirmou que no final da temporada, pretende se aposentar das quadras. Sua última participação pela seleção foi na Copa do Mundo em 2014, quando a Argentina perdeu para o Brasil. Leo nunca conseguiu jogar na NBA, ao contrário de seus compatriotas, mas sempre foi peça importante vindo do banco. O jogador joga atualmente no Peñarol de Mar del Plata, da Liga Argentina.

O que esperar da Argentina daqui para frente?

Óbvio que o basquete argentino está passando por uma reformulação. Nomes como o do armador Facundo Campazzo, três vezes MVP da Liga Argentina, com duas olimpíadas já no currículo e jogador do Real Madrid, o jogador é o novo xodó dos "Hermanos". Outros jogadores como Selem Safar, jogador da posição dois e dos pivôs Matias Bertolin e Marco Delia são vistos como bons nomes para o futuro. Mas não veremos uma seleção tão forte como a de 2004. Essa geração de ouro jamais será esquecida pelos Argentinos.


João Eduardo Gurgel

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