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Relíquias Catarinenses: Atlético de Ibirama

O futebol de Santa Catarina já teve vários times tradicionais que hoje em dia caíram no esquecimento dos torcedores, e nem sequer puderam ser vistos em campo pelos mais novos. Pensando nisso, estreia hoje, o 'Relíquias Catarinenses'. Uma série semanal de matérias que contará brevemente a história de seis clubes tradicionais do nosso estado.

Relíquias Catarinenses (Arte: Patrick Silva/Linha de Fundo)
E nesta primeira matéria da nossa série, vamos relembrar o Clube Atlético Hermann Aichinger, ou simplesmente Atlético de Ibirama. Clube com inúmeras desistências e voltas ao futebol, e que está prestes a voltar no próximo ano.

Fundado em setembro de 1951 em uma reunião no bar de Geraldo Stoll, durante quatro anos de sua existência, o Atlético de Ibirama teve como presidente Alberto Lessa, e os seus locais de jogo e sede eram alugados. A partir de março de 1955, um senhor chamado Hermann Aichinger doa para o clube, um local para construção de um estádio e sede. E assim eis a mudança de nome para Atlético Hermann Aichinger.

Durante seus primeiros 40 anos, o clube somente disputou campeonatos amadores da região. Nesse período, passou por algumas crises financeiras, e em 1990, já com Genésio Ayres Marchetti como presidente, após anos inativo, voltou com trabalhos de base. Em 1992, conquistou o título de campeão catarinense de futebol amador, o que lhe deu o direito de disputar a segunda divisão do Catarinense profissional.

No seu primeiro ano de profissionalização, em 1993, faturou a Segundona do Catarinense. Disputou a elite em 1994, com direito a reformas em seu estádio, e no ano seguinte, uma crise financeira atingiu o clube, e foi optado pelo desligamento da FCF, assim voltando apenas a disputar competições amadoras.

Vista aérea do estádio da Baixada (Foto: Divulgação) 
Em 2001, volta ao futebol profissional, e mais uma vez na segunda divisão, conquista o título. Após o acesso, em 2003 se mantém, e nos dois anos seguintes – 2004 e 2005 – alcança o vice-campeonato Catarinense, o que credenciou o clube do Vale do Itajaí a disputa da Série C do Brasileirão em 2004, e a Copa do Brasil em 2005, assim como em 2006.

Em 2007, chega à Ibirama um garoto do interior do Paraná, rejeitado após testes nos grandes de São Paulo e que veio tentar a sorte no clube catarinense. Este garoto era Leandro Damião. Aprovado após testes, devido a pouca idade, foi emprestado para Marcílio Dias, XV de Indaial e Atlético Tubarão. Em 2009, volta para o Atlético de Ibirama e é o artilheiro do time no Catarinense com 12 gols em uma campanha em que o clube terminou como quinto colocado. Após essa boa campanha junto ao Hermann Aichinger, Leandro Damião desperta o interesse e é vendido ao Internacional de Porto Alegre, sendo a maior venda de jogador no clube catarinense.

Na época de Ibirama, Leandro Damião era chamado de Leandrão. Hoje, clube detém 30% dos direitos do jogador (Foto: Divulgação)
No ano de 2010, o Ibirama tem uma campanha bem discreta, e com dificuldades financeiras, abandona o futebol profissional. O abandono do Atlético de Ibirama culminou com a volta repentina da Chapecoense à elite catarinense, já que havia sido rebaixada no mesmo ano. A volta – mais uma – do Ibirama ao profissional, foi logo em 2011 após pedidos incessantes de sua torcida. Disputou a segunda divisão catarinense e terminou como vice depois de perder a final para o Camboriú, porém ainda assim conquistou o acesso. Disputou a primeira divisão de 2012 à 2015, e em 2016 anunciou a desistência do futebol profissional.

Foram dois anos fora do futebol profissional, e finalmente, em 2018 quando completará três anos fora de atividade, parece que há uma luz no fim do túnel para a sua "milésima" volta aos gramados. Em reunião neste mês para as regulamentações da Série C do Campeonato Catarinense do próximo ano, o Atlético de Ibirama se fez presente, e a possibilidade de disputar a competição é muito grande.

Esta foi a primeira edição de seis matérias, da série 'Relíquias Catarinenses'. Na próxima edição, contaremos a história do Carlos Renaux, de Brusque, e um dos clubes mais tradicionais de Santa Catarina.

Patrick Silva | @figueiradepre

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