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Não vale nada, mas pode ser o nosso tudo em 2018.

[Foto: Lucas Merçon/FFC]

Pré-Jogo

O verão se foi. A Taça Rio está pra acabar. O Campeonato Carioca chegará ao seu fim em poucas semanas. A esperança de boas atuações sai pra comprar cigarros e volta quando menos se espera, o que nos deixa inseguro para comemorar. Domingo que vem já é abril, plena Páscoa e o time ainda não achou um padrão básico e convincente. Daqui a pouco começarão a se vender ovos de páscoa amassados mais barato e ainda não testamos os dois goleiros que contratamos. Estamos vivendo de juntar migalhas do máximo de fases que passamos de competições mata mata antes de sermos eliminados pateticamente. 

Fomos eliminados de forma patética na Copa do Brasil, por culpa de Abel Braga e consequentemente de Marlon Freitas no primeiro jogo. No fim das contas, perdemos as duas para um time de Série B, o que torna um mistério ainda maior o fato de não termos perdido esse ano para os novos ricos que não sabem gastar dinheiro contratando. Eu ainda não voltei a cravar o time rebaixado no Brasileiro porque hoje é dia de final, mas o futuro é sombrio.

A vantagem de hoje é estar enfrentando um time em condições financeiras parecidas, o outro que não foi pra Libertadores, sem grana, fazendo vergonha na Copa do Brasil e que pode se humilhar pra contratar ex-jogador(Camilo está entre o Bota, Chape e Flu. Fluminense esse que corre a história do retorno de Conca. Ah, 2018...). O Fluminense está invicto na Taça Rio até aqui, mas isso não quer dizer que os jogos foram memoráveis, pelo contrário, fora o jogo contra os reservas do Flamengo, foram basicamente umas vitórias sem vergonha que alçaram Pedro à vice artilharia do campeonato, o que serve de argumento para aqueles que são contra os campeonatos estaduais. 

"Ah, mas ele foi artilheiro na base, ele é novo, ainda vai evoluir. É preciso paciência." Ele é nossa única opção de centroavante, o que é absurdo. E mais, ser artilheiro ou craque de base não quer dizer nada. Sabe quem era artilheiro de base? LÉO MACAÉ, 130 gols em 120 jogos de base no Vasco. Eu poderia citar uns dois de cabeça do Flamengo nesse status de craque da base. Lembram quando TORÓ era nosso craque do amanhã, que fez o Pelé no Pelé Eterno? Foi virar o Torozinho volante num Flamengo de Joel Santana. Eu acho que posso ser cético e reclamar, é o que me resta e é de graça, melhor que pagar 20 reais pra ir no Engenhão pra gritar ao vivo.

O Jogo

O time me calou. Uma partida mais convincente que a contra os reservas do Flamengo, isso num gramado bem pior, uma vez que só se via areia levantando. A cúpula está em choque por ver o time jogando efetivamente como um time de futebol, não feito um bando. Só Renato Chaves fez uma jogada questionável, de resto não há o que reclamar defensivamente. O Júlio Cesar calou minha boca com a defesa que originou o terceiro gol.

Falando em gente que me calou, Pedro teria me calado se a cada boa jogada não tivesse feito umas 20 ruins. Mas foi muito bem hoje, nunca se imaginaria que ele daria o passe pro segundo gol do jeito que foi. O nobre colega Caio Ramos que está exaltando o jovem centroavante, tá até chamando de ídolo, ainda que ele negue depois. Artilheiro do Carioca junto de Marcos Junior e Pipico do Macaé, todos com 6 gols.

Pior que o Botafogo até deu trabalho ofensivamente, chegava com algum perigo, em especial no primeiro tempo. A diferença básica desse jogo pro que foi visto até agora no ano é que depois de abrir o placar, o time continuou atacando. Eu nem lembrava mais o que era isso. O Fluminense mostrou hoje como a queda pro Avaí na Copa do Brasil foi absurda e como a queda deles pra Aparecidense não pareceu tão absurda, o que é bem significativo.

Jadson consagrou suas boas atuações com o último gol, Pablo Dyego dá alguma esperança de surgir alguém de Xerém pro resto de 2018. Não dá pra falar que o ataque está afiado, mas ao menos há entrosamento, quero crer que é possível manter esse ímpeto até quinta contra uma zaga de Paulão e Erazo.


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