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Três derrotas em dois dias

A festa em São Januário não apaga a tristeza dos dois últimos dias. Dos três fiascos, a primeira com a
a presença de quase 20 mil pessoas. O primeiro jogo do Vasco na fase de grupos da Libertadores culminou com uma derrota vexatória e que surpreendeu por trazer um Vasco apático e sem poder de finalização. Apesar das poucas oportunidades reais que foram criadas para ambos os lados, o jogo foi monótono, pouco empolgante e que poderia simplesmente ter acabado em um empate sem gols. Contanto, com um vacilo da zaga e de Martín Silva, acabamos tendo a derrota como resultado final. 

                                                          Rumo ao Tri (Reginaldo Pimenta - Lance)

O segundo revés veio no pré-jogo quando algum tipo de ser humano se achou no direito de assediar, em rede nacional, uma jornalista que estava cobrindo o jogo do Vasco pelo Esporte Interativo. Não há justificativa para tal crime. Sim, crime. Assédio sexual é crime, pois não foi simplesmente um beijo. Foi pelo entendimento de que ela era uma mulher em um meio altamente machista e ainda muito patriarcal que é o futebol, que o ser humano achou condizente realizar tal ato. Não cabe mais adentrarmos mais uma década em que o homem não consiga entender que o futebol necessita ser um esporte democrático, onde haja oportunidades iguais para uma menina querer seguir carreira seja como jogadora, treinadora, parte administrativa ou repórter. Renata Fan, Glenda Kozlowski e Paloma Tocci são referências no jornalismo esportivo e todas aquelas que estão vindo precisam de um espaço seguro para poderem desempenhar o seu melhor e, com elas, trazerem um pouco mais de igualdade para este meio o qual vivemos. Um basta a esses tempos de truculência e impunidade a estas pessoas que se acham no direito de violentar uma mulher em seu ambiente de trabalho, na rua ou na sua própria casa.

                                                   Assédio Sexual no jogo do Vasco (Transmissão do EI)

Hoje e sempre, * 
A terceira derrota foi na noite de quarta-feira, no Estácio, e veio com 5 balas na cabeça de alguém que compartilhava os mesmos ideias que fundamentam a história do Gigante da Colina. O clube do Povo, o verdadeiro, não o das multidões. O clube que lutou pelo negro pobre e operário, pela participação de todos dentro de um esporte altamente elitizado e que tem o seu Rei, um homem negro de uma cidadezinha de Minas Gerais. O Vasco hoje se encontra em luto devido a perda de uma vida que não só simboliza os milhares de votos recebidos por ela, mas sim os seus ideais e a representatividade política que ela carregava com si: mulher, negra, favelada, defensora dos direitos humanos (que não é argumento para defender bandido, por favor, quem tiver alguma dúvida acerca disto, o link para compreender melhor é: http://www.onu.org.br/img/2014/09/DUDH.pdf). Defensora de tudo aquilo que a sociedade condena e escanteia como um dia esse clube já foi. Não podemos nos calar diante de toda esta atrocidade. Independentemente da camisa que ela vestia, o Rio de Janeiro hoje perde uma grande peça política e humana. 
* MARIELLE FRANCO, PRESENTE!!!

                                                                       Marielle Franco à esquerda

Saudações Vascaínas e um grande abraço, 

JP Alves         @8_joaopedro
Site LF           @SiteLF

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