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Pela honra!

Vitória muito, muito importante para dar moral neste fim de temporada (Foto: Reprodução - Mundo Deportivo)


Poucas vezes nos lembramos de jogos que, mesmo não valendo título, ainda valem mais do que "apenas" três pontos. Esse clássico é um grande exemplo de uma vitória que não ressoa apenas na tabela de classificação, mas na alma, na memória do torcedor. Um acerto de contas com a nossa própria auto-estima.

Porque ultimamente andava sendo bem difícil tragar a rivalidade com o Bilbao. Os predadores do país basco deram um golpe forte no nosso time tirando Iñigo Martínez pelo valor da cláusula de 32 milhões, em uma ação rápida de reposição no mercado após a venda de Laporte para o Manchester City. Mais dolorido ainda foi ler uma declaração dele sobre seu novo time "não se contentar com o meio da tabela". Golpe duro...

Mas essa semana já começava promissora. No dia 25 se comemorou 36 anos do nosso segundo título da LaLiga, confirmado na rodada de um jogo justamente contra o Bilbao, lá em 1982. E nesse sábado, em um momento bem menos glorioso da nossa história, ao menos conseguimos resgatar um pouco da nossa honra, do nosso orgulho, ao vencer com autoridade o rival na nossa casa por 3 a 1.

Com direito a dois gols contra de Mikel San José e uma bela jogada proporcionada por Januzaj e Oyarzabal, ainda cedemos um gol de pênalti bobo, mas no geral reafirmamos nosso valor em cima de um rival que nos feriu muito, sempre feriu, e sempre que tiver a chance, o fará novamente. Mostramos que, ao menos em campo, sabemos nos defender, e da melhor forma, atacando e propondo o jogo.

Iñigo Martínez acabou mesmo sendo o personagem do jogo. A torcida não conseguiu esquecer a traição e fez seu ambiente ser um completo inferno no jogo. Não teve paz a cada toque na bola, ouvindo vaias ensurdecedoras. E ainda por cima jogou muito mal. Nada pode fazer para evitar os dois gols contra, e foi completamente envolvido pelo nosso quarteto ofensivo com Canales, Januzaj, Oyarzabal e Willian José. Após o final do jogo ainda conseguiu um amarelo por reclamação.

Todo o nosso time soube o que era representar essa camisa e demonstrou isso em campo. O pênalti bobo de Diego Llorente pondo a mão na bola acabou sendo "perdoável" pela sua ótima atuação em todo o restante do jogo. Já Rubén Pardo acabou sendo o destaque negativo, entrando no final do jogo e sendo expulso minutos depois por uma falta violenta. Uma grande promessa que vem construindo uma carreira cada vez mais melancólica, justamente em um momento que parecia ser o de redenção, recebendo mais chances de Imanol Alguacil.

Por fim, com os nossos defeitos, nossos erros, nossa limitações, mostramos hoje nosso valor, nossa honra. Eu particularmente respeito a decisão de Iñigo Martínez, afinal tudo é escolha nessa vida. Mas francamente não consigo entender porque ele fez isso. Talvez não sentisse essa camisa como Xabi Prieto sente. Talvez não tivesse o foco que o time teve hoje. Estava em outra sintonia, e creio que tenha sido bom que tenha saído. De alguma forma, ele talvez nunca tenha sido jogador para esse clube. Foi bom para ambos a separação.

Hoje, "o time que não se contenta apenas com o meio de tabela" está abaixo de nós na tabela (nós em 10º, eles em 14º), e essa é uma boa resposta para nossa auto-estima, para a nossa já tão citada honra, e para quem quiser entender. Seguimos assim, deixando no caminho quem quiser, sem choro, sem sofrimento.

Sabemos sofrer como ninguém. Merecemos uma alma lavada.

Abraços!


Ficha técnica:
Real Sociedad: (4-2-3-1) Moyá; Elustondo (Odriozola, min.83), Llorente, Navas e De la Bella; Illarra (cap) e Zurutuza; Januzaj (Zubeldia, min.90), Canales (Pardo, min.79) e Oyarzabal; Willian José
Athletic Club: (4-2-3-1) Kepa; De Marcos, Núñez, Martínez e Balenziaga; San José e Iturraspe (cap) (Rico, min.73); Lekue (Susaeta, min.50), García e Córdoba (Muniain, min.68); Williams.
Gols: 1-0: San José (p.p.), min.15. 2-0: Oyarzabal, min.36. 3-0: San José (p.p.), min.54. 3-1: García (pen.), min.59.
Árbitro: Sánchez Martínez. Amarelo para Illarra, Llorente, Willian José e García, De Marcos, Williams, Susaeta, Muniain e Martínez do Bilbao. Pardo foi expulso no minuto 85.
Público: 23.972 espectadores.



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