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Não foi o protagonismo, foi a melhor trajetória: Modric melhor do mundo

Não ser o protagonista faz com que um jogador seja subestimado a seu real valor. Pode ser que por ser menos decisivo em números, este esteja fadado não só a ser um coadjuvante daquele que decide, como não poder ganhar grandes prêmios, porém Luka Modric demonstrou na última temporada que isto não passa apenas de uma visão superficial do que se tornou o futebol. Nos acostumamos com grandes números, com performances que se resumiam a gols, e nada mais além disto. Cristiano Ronaldo e Lionel Messi nos trouxeram nos últimos dez anos um futebol que semana após semana teria recordes quebrados, seja o recorde mais difícil até o mais impossível.
Se tornou comum achar que o melhor deveria ser o goleador, mas o futebol é muito mais que um toque na bola, mesmo que este toque na bola seja decisivo para uma vitória, ou título. Não tão longe desta atual década, o futebol nos trouxe jogadores que conseguiam a bola de ouro com atuações não tão brilhantes em relação a gols, mas sim com o poder de um jogo mais rápido, mais hábil e objetivo. Foi assim com Zidane, mostrando técnica absurda, tornando o jogo mais rápido sem que ele precisasse ser veloz. Faturou três prêmios de forma incontestável, não por ser um artilheiro, mas por ser decisivo para sua equipe.

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Modric começou a temporada 2017/18 de forma diferente. O Real Madrid não tinha sorte com a camisa de número 10, James não mostrou o suficiente, e coube a Modric receber a camisa e começar a fazer uma bela história. Não foi decisivo como Cristiano Ronaldo ou outros jogadores, já que não é um goleador. No meio-campo mostrou versatilidade para construir jogadas, teve uma média considerável em interceptações e desarmes na La Liga, e participou gradativamente na criação das jogadas e trouxe qualidade ao meio-campo da equipe ao lado de Kroos.
No começo da década, Iniesta e Xavi mereciam ter ganho pelo menos uma vez o prêmio de melhor do mundo. Diferente de Modric, os dois jogadores contribuíam bem mais nos números de gol. Porém, vale salientar que o papel de Modric no Real Madrid não é tão necessário estar no ataque contribuindo para a armação das jogadas, é apenas uma consequência do que ele faz. Seu papel além de chegar ao ataque, é a distribuição do jogo, ser o coringa entre defesa, meio e ataque, além de ser o encarregado de quebrar a marcação no meio com dribles, passes e lançamentos. No Real Madrid não há tanto a necessidade de que tenha um "meia clássico" esperando a bola na intermediária para servir os atacantes, de jeito algum. O que acontece é de ter dois bons meio-campistas que fazem todo o papel de distribuição de jogo, quebrar a marcação adversária com passes, e fazer com que os atacantes tenham liberdade para criar as jogadas, e as vezes sim poder ter um Modric ou Kroos chegando no ataque para dar o último passe.

A temporada dos sonhos de Modric

Receber a camisa 10 no início da temporada já era um sinal de gratidão da diretoria madrilenha a contribuição de Modric pelo que o jogador fez no clube. Porém, o croata foi além. No final do ano, no Mundial de Clubes, Modric foi eleito o melhor jogador da competição no título do clube. Na Champions League recebeu o prêmio de melhor jogador da Europa, mas este prêmio tendo um peso maior por conta do jogador ter chegado na final da Copa do Mundo com a Croácia, onde foi vice-campeão e também recebeu o prêmio de melhor jogador.
Após ter ganho os prêmios de melhor jogador do Mundial de Clubes, melhor jogador da Copa do Mundo, melhor jogador da Europa, era certo que o jogador mereceria levar o prêmio de melhor do mundo. Sem dúvidas, a temporada dos sonhos para o croata. Ganhando a camisa 10 do maior clube do mundo, sendo eleito melhor jogador de uma Copa Mundial de Clubes e depois ser eleito melhor jogador da Copa do Mundo de Seleções, já estava ótimo. Mas ir além e conquistar prêmios que nos últimos anos só cabiam a jogadores artilheiros, foi melhor ainda. A temporada foi fantástica, Modric mostrou sua importância no meio-campo do maior clube do mundo, foi habilidoso, foi técnico, foi tático. A Copa do Mundo teve uma importância enorme, aliás, levar uma seleção que de longe não era favorita para uma final, só faz engrandecer mais o nome deste jogador. 
Sim, a melhor trajetória derrubou o protagonismo. E Luka Modric quebrou uma hegemonia de dez anos.

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