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Clássico de freguês único

O ano começou e mais uma vez, as rosas já começaram a chorar. Não adiantou provocar, não adiantou colocar torcida única, não adiantou ficar gabando título de Série C e nem de divisão de acesso de estadual, não adiantou nem contratar jogador fraco que fez gol bonito, pois quem manda no estado e no campeonato é sempre o mesmo. É melhor começarem a tirar o olho do sangue e colocar o olho no futebol. Só uma dica mesmo.

Goiás vence Vila Nova e começa o Goianão com o pé direito.
Foto: Globo Esporte.
Não deu outra. A torcida do Vila Nova nem conseguiu lotar o estádio como eles dizem que sempre fazem e o Goiás nem sentiu a pressão. A equipe colorada até começou com melhor posse de bola no início na partida, mas a defesa bem posicionada com Deivid Duarte e Wesley Matos deu conta do recado. O que mais assustava era a bola aérea do Vila, que obrigou o goleiro Renan a fazer duas grandes defesas.

Aliás, Renan nunca deixa de ser Renan. Um mito. Fez outra grande atuação hoje nos dois tempos da partida e o ataque do Vila, que estava sem Wendel Marketing Lira e com Frontini completamente apagado, não conseguiu dar sustos. Já o Verde armava todas as boas jogadas nos pés do grande Daniel Carvalho, que não errava passes, diferentemente do Felipe Menezes que tínhamos ano passado. Agora temos um camisa 10 de verdade.

A minha grande dúvida no rendimento do ataque estava em Rafhael Lucas, mas isso está caindo aos poucos. O jogador soube aproveitar bem quando a bola veio em seu pé marcando um golaço e só não marcou o segundo graças ao goleiro do Vila Nova. Patrick também sempre sendo uma referência no meio de campo, onde o Goiás praticamente ganhou o jogo.

Muitos criticavam até o Wagner, mas ele substituiu bem o volante Wendel (fora do jogo por uma virose) e deu inclusive uma bela assistência para um dos gols. Patrick jogou pouco doente, mas foi um dos melhores da partida ao lado de Carlos, que perdeu o avô poucas horas antes do jogo, mas também fez sua parte. Isso mostra o quanto o elenco é acolhedor, cabeça firme, guerreiro, forte e tem tudo para ser um dos melhores da história do Goiás.

Elenco do Goiás comemora vitória no clássico nos vestiários.
Foto: Twitter Oficial do Goiás E.C (goiasec_oficial).

Depois do fim da partida, ficou claro que o clássico pode ter até torcida única, mas também tem um freguês único e essa freguesia é eterna. Não digam que Goiás e Vila não é mais clássico. Desde quando clássico se resume em número de vitórias? Clássico se resume em rivalidade, torcidas grandes mostrando paixão ao clube e isso não mudou. Mesmo sempre com uma completa superioridade esmeraldina sobre o maior freguês do Brasil (não estou brincando). São 110 vitórias do Goiás, contra 47 vitórias do Vila e 55 empates. Não existe vantagem maior no país.

O próximo compromisso é na Serrinha, contra a Aparecidense. Jogo mais difícil que o desse domingo, e é a hora da torcida fazer a sua parte. Lugar de esmeraldino é no estádio.

E choram as rosas!

Wagner Oliveira || @wagneroliveiraf
Linha de Fundo || @linhadefuundo

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