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Apagão: só nos refletores - A primeira vitória

Após a estreia com derrota e uma segunda rodada com um empate diante do Goiás, o Londrina (até que enfim) conquistou a sua primeira vitória, um resultado que não poderia ter mais cara do Alviceleste Paranaense do que este placar positivo diante do Náutico (1 a 0).

Como já é de praxe em jogos nos seus domínios, o Tubarão começou mantendo a posse de bola e trocando passes entre os volantes, zagueiros e laterais, e desta maneira abria espaço para chegadas mais agudas à área da equipe pernambucana. Diferentemente do primeiro jogo, ambos laterais eram acionados para criação de jogadas ofensivas, isto é, tanto Igor Bosel quanto Léo chegavam ao campo ofensivo fazendo jogadas de linhas de fundo ou até mesmo triangulações com os demais atletas ofensivos. Desta maneira o Tuba criou a melhor (e única) oportunidade ofensiva que mereça destaque na primeira etapa, Keirrison recebeu de Rafael Gava e fez o corta-luz para Zé Rafael emendar de primeira por cima do gol. A defesa do Náutico se postava de forma inteligente para evitar as triangulações do dono da casa, sempre procurava formar uma linha de impedimento anulando as infiltrações. O primeiro tempo foi encerrado mais uma vez com o placar zerado e a torcida começava a se preocupar com a possibilidade de, ao final da partida, obter-se um resultado negativo bem como a derrota diante do CRB.

Se a cabeça da torcida estava quente com a insegurança de outra provável derrota dentro de casa, acabara de ficar mais... Isto porque após alguns poucos minutos do fim da primeira etapa, os refletores do lado esquerdo do gramado (o lado das cadeiras) se apagaram e posteriormente atrasariam o reinício do jogo em 15 minutos.

Passaram-se 15 minutos e com a iluminação restabelecida, deu-se início à segunda etapa. O Náutico que durante o primeiro tempo criara suas chances em cima dos poucos erros do Londrina, começou sendo mais incisivo e antes de um minuto já tinha uma finalização a seu favor, no início do segundo tempo o jogo fico assim, o Náutico atacava, o Londrina se defendia e a torcida rezava. Acabou dando certo... A equipe comandada por Cláudio Tencatti segurou os ataques dos visitantes e organizou-se com o intuito de começar, também a atacar; tarefa que era dificultada a cada passe errado de Zé Rafael, talvez até por tais erros do camisa 10, o LEC preferia articular suas jogadas pelas laterais. A saída encontrada por Cláudio Tencatti foi mexer na equipe e investir em jogadas individuais, com a entrada de Paulinho Moccelin a equipe ganhou mais mobilidade e passou a ter um volume de jogo maior, isto contribuiu para um número grande de jogadas de linha fundo e fez crescer a quantidade de escanteios. De forma indireta, esse aumentou culminou no gol marcado por Keirrison em uma jogada de escanteio que voltou aos pés de Gava, este insistiu em cruzar (e que bela bola) para a área e achou o K99 livre pra abrir o placar. Nos minutos restantes o que se viu foi uma pressão equivalente à do início da segunda etapa e um resultado também equivalente para o ataque alvirubro: nenhum. 

Foto: Robson Vilela
Londrina (1) x (0) Náutico foi uma partida para 2000 torcedores e cerca de 242 corneteiros (sim, foi registrada crescente neste número) e teve uma renda de R$ 31.149,00. Cláudio Tencatti escalou o Maior Dentre os Alviceleste com Marcelo Rangel, Igor Bosel, Sílvio (Marcondes), Matheus e Léo; Germano, Diogo Roque, Rafael Gava e Zé Rafael; Keirrison (Bruno Batata) e Jô (Paulinho). O Náutico de Alexandre Gallo veio a campo com Júlio César, Joazi, Eduardo, Rafael Pereira e Gastón; Rodrigo Souza, Mateus Muller, Caíque Valdívia (Renan Oliveira), Jefferson Nem (Taiberson), Roni (Rafael Ratão) e Rafael Coelho.

Foto: Wellington Ferrugem
A noite não foi só de primeira vitória para o Tuba, mas também de apresentações. Rondinelly, Marcelinho, Igor e Rodolfo foram apresentados e apesar de ainda não estarem regularizados junto à CBF, já integram o elenco do time paranaense. Rondinelly tem 25 anos e estava no Macaé, onde marcou dois gols no Campeonato Carioca; acumula também passagens por Grêmio (time que o cedeu por empréstimo), Palmeiras e Portuguesa. Vindos do PSTC, Rodolfo (25 anos) e Igor Miranda (19 anos) chamaram a atenção do professor Tencatti nos jogos da final do interior e agora são mais dois atletas ao dispor de técnico. Outro reforço é o meia Marcelinho (19 anos) que se destacou na disputa do paranaense atuando pelo Foz do Iguaçu. A gestão ainda estuda a contratação de mais dois atletas para compor o elenco.

Foto: Leopoldo Karam/RPC
Vitor Guimarães || @VitorBatata3
Linha de Fundo || @SiteLF

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