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A falta que um desfalque faz: CRB é derrotado

No Rei Pelé, noite de sexta-feira e um confronto que mostrava ser importante para as duas equipes. CRB podendo chegar ao mesmo número de pontos do Vasco e ultrapassar o Ceará. Brasil de Pelotas vencer a primeira fora de casa e contra um dos melhores da competição.


Foto: Aílton Cruz/Gazeta de Alagoas



Falhas defensivas, se já é difícil não ver o Galo levando gol com Olívio em campo, imagina sem ele. Afastado por 30 dias pelo STJD por conta de doping, o jogador não pôde estar presente na partida. Em seu lugar, Somália assumiu a camisa de número 5, mas não agradou bem e recebeu críticas da torcida, assim como Mazola que escalou o jogador.

A esperança do torcedor era que Franco Razzotti fizesse sua estreia no lugar de Olívio, já que é um volante de marcação diferente de Somália.

Torcida compareceu, mas o público divulgado foi de 9.459 pessoas, mas acabou revoltando os presentes que reclamam a cada jogo do público divulgado como se fosse uma ofensa a torcida. O borderô divulgado ontem elevou a média de público do CRB para 7.387 presentes por jogo.

Primeiro tempo

Interessante, ver o CRB com uma grande campanha, mas o Brasil de Pelotas que não havia feito se quer uma vitória fora de casa tomar conta do jogo nos primeiros minutos. Sufocados pela posse de bola gaúcha em seu campo, o Regatas foi tentando se afastar do gol de Júlio César a cada minuto e tentando chegar ao gol adversário com Magrão, Luidy e outros jogadores que atuam pelas laterais.

Luidy recebeu pela esquerda, fez boa finta driblando os adversários e acabou sendo derrubado na entrada da área. Diego e Jussani foram para a bola, mas foi Jussani que cobrou a falta com grande força por baixo da barreira e abrindo o placar no Rei Pelé aos 5' minutos do primeiro tempo. Colocando a torcida do Regatas ao delírio, 1 a 0 para o CRB.

A falta de Olívio na partida fez muita diferença, o time perdia muito jogo pelo meio de campo e em contra-ataques era sempre surpreendido por conta de Somália estar fora de ritmo e não correr o suficiente. Olívio que sempre ficava colocado em campo como um terceiro zagueiro, ou jogador que era colocado em campo como um escudo para a defesa cobrindo os espaços necessários facilitava a vida dos defensores, seja com chutões, antecipações, carrinhos e desarmes.

Isso ficou claro nos minutos finais do primeiro tempo.  Ramon aproveitou falha de Boaventura, avançou, passou por Jussani e chutou rasteiro, na diagonal, para empatar o placar aos 46' do primeiro tempo. 1 a 1.

Segundo tempo

Júlio César falhava em algumas finalizações, e a cada chute no gol, a saudade por Juliano aumentava entre os torcedores. Aos 6' foi assim, Ramon chutou, Júlio não segurou a bola e que acabou indo para o meio da área, Diogo Oliveira e Felipe Garcia por sorte finalizaram de forma errada, susto entre os torcedores e jogadores em campo.

Zé Carlos que não jogará a próxima partida por conta de cartão amarelo deu lugar a Neto Baiano. E Róger Gaúcho saiu dando lugar a Éder. As mudanças ocorreram aos 16' minutos.

Os times chegavam de forma perigosa e assustavam os goleiros. De um lado Ramon era quem preocupava ao torcedor Regatiano. E do outro, Neto Baiano que havia acabado de entrar, já ia preocupando o torcedor Xavante. Nathan entra aos 27' no lugar de Ramon, que havia marcado o gol de empate para a equipe visitante. E no minuto seguinte, Bocão e Júlio César falham, Nathan aproveita o vacilo e marca o gol da virada no Rei Pelé no minuto 28' da segunda etapa. 

O Galo tentava, mas não conseguia. Derrota gravitacional, aquela que coloca o torcedor e jogadores do CRB no chão novamente. Depois de cinco jogos sem derrota, o Galo encontra novamente a derrota, e sendo ela de novo em sua casa. A última havia acontecido contra o Vasco na rodada 12, e na rodada 18 acontece novamente. As duas derrotas por 2 a 1.

Destaque e ponto fraco

A defesa do Galo quando vai ao ataque, surpreende. Mas quando é atacada, acaba sendo surpreendida. Nesta Série B, foram 29 gols marcados e 25 gols sofridos. Dos cinco homens de zaga do Galo, apenas um não atuou na competição. Gabriel, um dos capitães do elenco que está sem jogar desde a final do estadual, é aguardado porventura no time titular. O arqueiro do Galo, Júlio César, tem seis jogos disputados nesta Série B. O que interessa ao torcedor, é a quantidade de gols que o mesmo leva nas partidas. São 7 gols sofridos, a única partida que o mesmo não levou gol foi na vitória por 3 a 0 contra o Tupi. E o que surpreende mais ainda, é que esta partida contra o Tupi foi a única em 16 jogos no ano que ele não levou gol.

Sobre o destaque ofensivo dos zagueiros do CRB, trata-se de sete gols saírem do pé ou cabeça de um dos jogadores que compõem a defensiva regatiana. Jussani marcou duas vezes, e foram dois gols em cobranças de falta. Adalberto marcou duas vezes no Estádio Serra Dourada, um contra Vila Nova e um contra o Atlético de Goiás, seu outro gol foi contra o Bragantino. Boaventura marcou contra Criciúma e Paraná.

Os doze gols sofridos em casa preocupam. Precisa-se de um CRB mais ofensivo, aquele que agride o adversário, e que não deixa sobrar espaços. Mas também é necessário de um grupo mais eficiente, mais competente em campo.

Próximo compromisso

Na próxima terça, um adversário bastante conhecido pelo torcedor Regatiano. Trata-se da Luverdense, equipe mato-grossense que desde 2011 vem enfrentando o CRB. Desde então, são 6 partidas, 2 vitórias do Galo, 3 empates e 1 derrota. O Regatas em três jogos, não venceu a equipe mato-grossense no campo adversário. 

A equipe deve ganhar novas caras, uma delas é Franco Razzotti que foi contratado para ser a sombra de Olívio e quiçá titular do grupo. Neto Baiano deve ser titular com a ausência e suspensão de Zé Carlos. Juliano ainda é aguardado no time titular junto a Adalberto que está recuperado. 

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