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Eliminado, mas de cabeça erguida e na bronca com arbitragem

Acabou o sonho do tetra, o Tricolor deu o sangue, mas o revés se repetiu e a arbitragem, mais uma vez, ficou a desejar



Em um jogo já complicado, tendo que ganhar por dois gols de diferença, o árbitro conseguiu que fosse ainda mais difícil. Entretanto, o São Paulo não se deixou abater e jogou na garra até o apito final.

O São Paulo começou bem o jogo, marcando bem o adversário e interceptando os passes dos colombianos. Logo no início, aos 8 minutos, Michel cruzou e achou Calleri na área, o atacante, de cabeça, fez o gol são-paulino que encheu todos de esperança. Mas em seguida o balde de água fria veio. O Nacional apostava muito em passes em profundidade e, em uma dessas jogadas, Bruno perdeu a corrida e Borja bateu cruzado, empatando a partida. Mesmo assim, o Tricolor continuou mantendo seu jogo e chegou mais uma vez com Calleri, porém a bola foi no travessão.

No decorrer da partida, o São Paulo começou a ter problemas na cobertura pelo lado direito, onde estava Mena. Muitas jogadas quase finalizadas em gol foram nas costas do lateral chileno. Todavia, foi no finalzinho da partida que as coisas tomaram rumos certos para a eliminação são-paulina. Michel deu um ótimo passe para Hudson, que dentro da área foi derrubado pelo jogador colombiano. O árbitro, que estava perto do lance, não marcou o pênalti.

Na segunda etapa, Bauza foi para o tudo ou nada tirando Hudson e colocando Alan Kardec. Assim, o São Paulo ficou muito mais exposto atrás, tomando novas pressões do Nacional, ainda muito nas costas de Mena. A pressão foi tanta que até Bruno virou goleiro em uma das jogadas. Novamente, no final da partida, Guerra tabelou, fez o cruzamento e a bola bateu na mão de Carlinhos. O juiz, dessa vez, marcou o pênalti. Automaticamente, todos jogadores são-paulinos foram reclamar. Após a cobrança convertida em gol, o juiz expulsou Lugano e Michel, porém, voltou atrás e expulsou Wesley em vez de Bastos. Mesmo com nove jogadores em campo, o Tricolor lutou até o fim e não tomou mais gols. 

No final da partida, Michel dissertou sobre a confusão: "Eu não entendi (o cartão). Nem ele sabe o que ele fez, só fui, como todos os jogadores, perguntar qual era o critério para não ter dado o pênalti para nós. Além de pênalti, era expulsão. Acho que foi o bandeirinha que falou que o Wesley falou alguma coisa, mas ele não fez nada. Hoje a arbitragem foi péssima". Lembrando que os quatro últimos jogos do São Paulo nessa Libertadores tiveram jogadores são-paulinos expulsos. Primeiro Calleri, depois Centurión, no jogo de ida da semi o Maicon e no da volta Lugano e Wesley.

Agora o São Paulo foca no Brasileiro, estando em 8º com 21 pontos. O time tem pela frente, nesse domingo (17/07), clássico contra o Corinthians, na Arena, às 16h.

FICHA TÉCNICA
Local: Estádio Atanasio Girardot, Medellín (Colômbia)
Gols: Borja (2) (NAC); Calleri (SP)
Cartões amarelos: Bocanegra e Mejía (NAC); Thiago Mendes, Hudson e Centurion (SP)
Cartões vermelhos: Lugano e Wesley (SP)
Arbitragem: Patricio Polic (CHI), auxiliado por Marcelo Barraza e Christian Schiemann (ambos do CHI)

ATLÉTICO NACIONAL
Armani; Bocanegra (Felipe Aguilar), Sánchez, Henríquez (Diego Arias) e Díaz; Mejía, Pérez (Guerra) e Macnelly Torres; Marlos Moreno, Berrío e Borja. Técnico: Reinaldo Rueda

SÃO PAULO
Denis; Bruno, Lugano, Rodrigo Caio e Mena (Carlinhos); Thiago Mendes, Hudson (Alan Kardec), Wesley e Michel Bastos; Centurión (Luiz Araújo) e Calleri. Técnico: Edgardo Bauza

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