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Cheirinho de vitória e vice-liderança

Foto: Márcio Cunha / Mafalda Press
Começamos o ano fazendo contas para atingir os quarenta e cinco pontos que matematicamente garantem a permanência na Série A. Hoje, estamos a três pontos do líder, em segundo lugar na tabela, com a segunda melhor campanha fora de casa e quarenta pontos em 21 rodadas. Se antes falávamos em "cheirinho de hepta" de brincadeira, estamos conseguindo sonhar, sem ilusões, com mais nesse campeonato.

Sim, estamos vindo de uma derrota patética para o Figueirense na Copa Sul-Americana. Porém, este jogo foi o pior desempenho do time no ano e, do sistema defensivo, apenas Chiquinho (sim, ele mesmo) estava jogando recentemente. Paulo Victor - que PRECISA ir embora -, Donatti, Juan e Rodinei estavam fora há semanas, não dava para apostar nisso. Zé Ricardo reconheceu o erro.

Poderíamos ter começado o jogo já com Mancuello e Leandro Damião nos lugares de Éverton e Gabriel, que não fizeram bom jogo. Ambos tiveram atuação perfeita e decidiram a vitória rubro-negra em Chapecó, além de criarem outras ótimas oportunidades. Tirando a situação inexplicável de Márcio Araújo e Cuéllar, as outras posições podem ter variações e é o que tem acontecido nos últimos jogos. A boa rotação no elenco é algo que estávamos buscando e, finalmente, conseguimos achar.

Grata surpresa é Pará, que chegou criticado, virou sombra de Leonardo Moura e banco mesmo após sua saída. Entre as prioridades para o ano, a substiutição na lateral direita estava quase no topo da lista e hoje, seis meses depois, estamos vendo um outro jogador, que atua com muita vontade e se dedica para voltar a assumir de vez a titularidade. É muito bom ver que Pará está se encontrando em campo e faz uma boa parceria com Diego.

Diego traz o melhor lado do Flamengo. Ágil, dedicado, ótima visão de jogo, talento e muito amor pelo que faz são as principais características de um jogador que é ideal para o Manto que representa. O camisa 35 tem, até aqui, honrado a camisa rubro-negra não apenas pelos dois gols que marcou, mas pela vontade de ser exatamente o que o Mais Querido precisa. Era disso que esse time precisava há anos e finalmente estamos encontrando.

Foto: Márcio Cunha / Mafalda Press
Àqueles que ainda teimam em dizer que não: aceitem, estamos brigando por mais. De uma vez por todas, a vitória nesta rodada deixou claro que o Flamengo está sim na briga por mais no Campeonato Brasileiro. Chega de colocar apenas equipes paulistas ou times que vivem na base do "empolgou" na luta pelo título. Já está na hora de reconhecer que o rubro-negro está apto a disputar a taça do Brasileirão e vai continuar tentando com muita vontade. Chegamos e não vamos sair sem lutar.

Menção importante e, infelizmente, necessária para Caio Max Augusto Vieira, árbitro da partida, que é mais um exemplo dos terríveis juízes que compõe o quadro brasileiro. Além de não marcar um pênalti para cada lado, deixou de marcar faltas e não conseguiu "tomar as rédeas" do jogo, deixando os ânimos exaltados muito rápido. A crítica a ele fez sentido e deve ser feita, porém, erros aconteceram para os dois lados, o que deixou a reclamação da Chapecoense após o confronto até exagerada, o que não exclui os erros e a necessidade de uma melhora urgente na arbitragem, até porque o Flamengo foi prejudicado diversas vezes esse ano.

Mariana Sá | @marigarboggini

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