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Guia dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 - Parte 1

Superação, coragem, grandeza, emoção e igualdade, valores que permeiam os Jogos Paraolímpicos. No Rio de Janeiro, de 7 a 18 de setembro, a cidade estará mais colorida com as competições de vários paradesportos e o Linha de Fundo preparou com muito carinho um guia.

Atletismo e Maratona

O brasileiro Alan Fonteles (Foto:CBP/divulgação)
As pistas do Engenhão ficarão pequenas para a qualidade dos atletas envolvidos nessa modalidade. Um dos oito esportes a estar nos Jogos Paralímpicos desde o início, em Roma 1960, o atletismo terá 1.100 competidores. As competições irão acontecer no Estádio Olímpico do Rio de Janeiro, ou Engenhão, do dia 8 ao dia 17 de setembro. No programa paralímpico, teremos provas na pista de 100 a 5.000m; e no campo, com saltos, lançamentos e arremessos. Ainda existe a maratona, que acontecerá pelas ruas do Rio, a qual tem o brasileiro Tito Sena como favorito.


A melhor marca do Brasil no atletismo foi em Londres 2012, quando o país conquistou sete ouros, oito pratas e três bronzes, ficando em sétimo no quadro de medalhas da modalidade. Teresinha Guilhermina, Petrucio Ferreira, Yohansson Nascimento, Daniel Tavares, Felipe Gomes, Alan Fonteles e Shirlene Coelho são esperança de medalha. Todas as provas são divididas por categorias, já que existem deficiências de todos os tipos ⎯ visuais, intelectuais e físicas. Existem numerações, especificações e classes em cada prova para facilitar a identificação da competição e do grau de deficiência de cada esportista.



Halterofilismo



Força e técnica são as principais características dos atletas desta modalidade. No programa paralímpico desde Tóquio 1964, o halterofilismo tinha apenas pessoas com lesões na coluna no início, mas ao longo dos anos foi se adaptando e hoje inclui outros tipos de deficiência, como hipertonia, ataxia, atetose, deficiência em membros (amputação), amplitude passiva de movimento diminuída, potência muscular prejudicada, diferença entre comprimento de pernas e baixa estatura combinada com outra deficiência. As mulheres participam desde Sydney 2000.



A competição, que será realizada no Riocentro, é disputada da seguinte forma: os atletas deitam de costas no banco e podem utilizar um ou dois auxiliares para levantar a barra de peso; quando o halterofilista estiver com controle total da barra, ele executa o levantamento e cada um tem três tentativas.



Triatlo



O Forte de Copacabana será o palco do triatlo durante os Jogos Paralímpicos. A mistura de três grandes e tradicionais modalidades forma essa competição, que une atletas na natação, ciclismo e corrida. Está será a primeira competição paralímpica do triatlo e terá características parecidas com o evento Olímpico. As distâncias serão de 750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida, atletas com diferentes deficiências estarão envolvidos. Teremos eventos em três classes para os homens (PT1, PT2 e PT3) e três para as mulheres (PT2, PT4 e PT5).


Hipismo

(Foto: Flickr)
A história entre homem e cavalo já é antiga e, com essa relação, veio o investimento na reabilitação de pessoas com deficiência e, utilizando essa ótima parceria, surgiu o hipismo paralímpico, que está no programa dos Jogos desde Atlanta 1996. Assim como na Olimpíada, homens e mulheres batalham lado a lado pela medalha e, de acordo com cada deficiência, os atletas utilizam uma "ajuda", seja com selas adaptadas ou pessoas que apoiam os deficientes visuais. São cinco categorias e, quanto menor o número da classe, maior a deficiência.

• Classes Ia e Ib: cadeirantes, atletas com pouco equilíbrio do tronco e/ou deficiência nos quatro membros ou sem equilíbrio do tronco e boas funções dos membros superiores.

• Classe II: cadeirantes ou pessoas com alto grau de deficiência motora no tronco, com boas funções dos membros superiores; além de atletas com alto grau de deficiência no braço e leve deficiência na perna ou grave deficiência unilateral.

• Classe III: normalmente os atletas conseguem se locomover sem auxílio. Têm deficiência moderada unilateral ou deficiência moderada nos quatro membros e comprometimento severo do braço. Deficiência visual total ou severa.

• Classe IV: atletas com deficiência em um ou dois membros ou alguma deficiência visual.

Vela

(Foto: CBP/Divulgação)
A corrida de barcos à vela iniciou no século XVII, porém, em 1996, Atlanta, esse esporte foi posto como demonstração nos Jogos Paraolímpicos. A competição destinada a atletas com deficiência visual e/ou física entrou para o calendário oficial na edição seguinte, em Sydney, 2000. Os barcos devem seguir nas regatas um percurso montado na Marina da Glória em menor tempo, contam com o vento para terem sucesso nas provas, no período de 12 a 17 de setembro. Há um sistema de classificação funcional, o qual considera os aspectos relativos à estabilidade corporal e amplitude do campo de visão para categorização das embarcações que não segrega os gêneros.

 2.4mR: tripulado por um único atleta, que pode ter uma deficiência mínima.

• SKUD 18: barco para dois tripulantes paraplégicos, um com deficiência severa e outro com deficiência mínima, sendo que é obrigatória a presença de uma mulher.

 Sonar: classe para três atletas. Cada um recebe uma pontuação que varia de um a sete, de acordo com seu grau de deficiência. O conjunto não pode somar mais que 12 pontos.

Canoagem de velocidade

Esta modalidade estreia na Paraolimpíada no Rio 2016. A bordo de caiaques, atletas com deficiências físico-motoras classificados a partir do seu potencial de movimentação para as regatas separam-se em KL1, KL2 e KL3 e percorrem 200m, em linha reta, no menor tempo. Nos dias 14 e 15, na Lagoa Rodrigo de Freitas, ocorreram seis provas com disputa de medalha dos Jogos Paraolímpicos.

Remo

Acompanhados de um anjo da guarda, o timoneiro, os atletas das três classes percorrem mil metros em linha reta. Os barcos são modificados de acordo com suas adaptações, podendo ser tripulado por um, dois ou quatro remadores, e o uso de próteses e órteses são regulamentados. As provas acontecerão na Lagoa Rodrigo de Freitas do dia 9 ao 11 de setembro.

• Skiff individual A: para atletas com deficiência no tronco e nas pernas, cuja mobilidade se restringe aos ombros e aos braços.

• Skiff duplo TA: destinada a atletas que realizam movimentos com o tronco e os braços. A prova é realizada em duplas formadas por um homem e uma mulher.

• LTA: para atletas que usam as pernas, o tronco e os braços para a remada. Esta categoria inclui até duas pessoas com deficiência visual. A embarcação é ocupada por quatro integrantes, sendo dois homens e duas mulheres, além de um timoneiro, independente do sexo e não precisa ter deficiência.

Natação

O nadador brasileiro multicampeão, Daniel Dias (Foto: Estadão)
No calendário paraolímpico desde a primeira edição dos Jogos, em 1960, Roma, a natação é um dos esportes mais tradicionais. Entre os dias 8 a 17 de setembro no Estádio Aquático Olímpico, os brasileiros André Brasil e Daniel Dias mergulham nas águas e são a nossa maior esperança de medalhas. Seja 50m a 400m, independente dos quatro estilos (livre, costas, peito ou borboleta) e da prova, revezamento ou medley, os nadadores devem buscar o menor tempo.


É o esporte com o segundo maior número de atletas, apenas atrás das delegações de atletismo. Os nadadores são agrupados em 14 classes funcionais e é proibido o uso de próteses durante a competição. Os grupos são definidos através das características de força muscular, mobilidade articular e motora (S1 a S10) e capacidade visual (classes S11 a S13), quanto maior a deficiência, menor a classe.

Mariana Sá | @marigarboggini e Cássia Moura | @cassinha_moura

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