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Rio 2016: Nado sincronizado, leveza e simetria nas piscinas

Equipe brasileira trouxe o carnaval para as piscinas (Foto: Satiro Sodre/SSPress/CBDA)
De 14 a 19 de agosto, beleza e harmonia tomaram conta das piscinas do Parque Aquático Maria Lenk. Um verdadeiro ballet subaquático, o nado sincronizado encantou os espectadores na Olimpíada Rio 2016. Em duas categorias (duetos e equipes), as competidoras puderam mostrar toda a sua graciosidade em duas apresentações: uma técnica, com movimentos obrigatórios, e outra livre.

Apesar de ter terminado fora do pódio, o Rio 2016 marcou a estreia da equipe brasileira em Jogos. Além disso, a Rússia confirmou o favoritismo e é soberana na modalidade, agora com nove ouros.

Duetos:

Duda Miccuci e Luisa Borges foram as atletas que representaram o Brasil na disputa do nado sincronizado em duetos. No primeiro dia de provas (14), as brasileiras fizeram uma homenagem à Amazônia. Em uma apresentação superdivertida, na qual imitaram diversos animais, como macacos, onças, pássaros e cobras, a dupla saiu da piscina aplaudidíssima.

Dueto brasileiro no segundo dia de apresentação  (Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha)
No segundo dia de apresentação, o tema escolhido foi, novamente, tipicamente brasileiro: a capoeira. Com batuque, movimentos ágeis e esbanjando simpatia, Duda e Luisa levantaram o público presente no Maria Lenk. As meninas do Brasil, contudo, terminaram a fase de classificação no 13º lugar entre 24 participantes. Apenas uma posição atrás dos 12 classificados para a final, repetindo o desempenho de Lara Teixeira e Nayara Figueira há quatro anos em Londres e também em Pequim 2008. As brasileiras ficaram com nota total de 167.3341, somando as rotinas técnica e livre, contra 170.3304 do dueto da Áustria, as irmãs gêmeas Anna-Maria e Eirini-Marini Alexandri, que ficaram na 12ª colocação.

A Rússia, que ficou em primeiro nos últimos quatro Jogos Olímpicos, repetiu o sucesso na Rio 2016, com um incrível pentacampeonato. A final, que aconteceu na terça-feira (16), consagrou as russas Natalia Ischenko e Svetlana Romashina. Subiram ao pódio também as chinesas Xuechen Huang e Wenyan Sun, que ficaram com a prata, e em terceiro lugar as japonesas Yukiko Inui e Risako Mitsui.

Classificação final:

1º Rússia - 194.9910 - OURO
2º China - 192.3688 - PRATA
3º Japão -­ 188.0547 - BRONZE
4º Ucrânia - 187.1358
5º Espanha - 186.6357
6º Itália - 182.8079
7º Canadá - 179.8916
8º França - 174.2491
9º Estados Unidos - 173.9945
10º Grécia - 171.8550
11º México - 170.9935
12º Áustria - 170.5970

Disputa por Equipes:

Foi a primeira vez que o Brasil participou com uma equipe na disputa do nado sincronizado. Bia e Branca Feres, Lara Teixeira, Duda Miccuci, Luisa Borges, Maria Bruno, Pamela Nogueira e Lorena Molinos entraram nas piscinas do Parque Aquático Maria Lenk para fazer história. No primeiro dia de competição (18), as oito garotas se apresentaram ao som da banda australiana Spiderbait, com a música Black Betty, e som de motocicletas ao fundo na rotina técnica. As brasileiras terminaram o dia na sexta posição.

No segundo dia de prova, desta vez pela rotina livre, as brasileiras ousaram mais. Com o tema carnaval e sob o som de Ivete Sangalo, o grupo surpreendeu e empolgou o público, que foi ao delírio. O ponto alto da coreografia foi a representação do Cristo Redentor. A nadadora Lorena ficou "em pé" fora da água, com os braços abertos, fazendo referência a um dos maiores símbolos do país. A exibição manteve as brasileiras na sexta posição, com um total de 171.9985 pontos (84.7985 na rotina técnica e 87.2000 na rotina livre). Assim, o Brasil, único representante latino-americano do nado sincronizado por equipes na Rio-2016, terminou à frente de Egito e Austrália.

Lorena Molinos representa o Cristo Redentor (Foto: Satiro Sodré/SSPress)
O ouro na disputa por equipes também ficou com a Rússia. As atletas foram as melhores nas duas apresentações (técnica e livre|), somando 196.1439 pontos no total. A equipe do país emocionou ao fazer uma homenagem à neta da técnica Tatiana Pokrovskaya, que recentemente faleceu aos 15 anos de idade. A tragédia ocorreu enquanto Pokrovskaya estava montando a apresentação e suas emoções transpareceram no roteiro livre. A China levou a prata, após somar 192.9841 pontos, com apresentação regada a samba e batuque de escolas cariocas. Na terceira posição, com o bronze, o Japão, repetindo o pódio do dueto, com 189.2056 pontos somados.

Classificação final:

1º Rússia - 196.1439 – OURO
2º China - 192.9841 – PRATA
3º Japão - 189.2056 – BRONZE
4º Ucrânia - 188.6080
5º Itália - 183.3809
6º Brasil - 171.9985
7º Egito - 155.5505
8º Austrália - 149.5000

Janaína Wille, @janainawille

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