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Dez temporadas e contando

Já era esperado que este jogo no Estádio de Mestalla fosse ser difícil por todas as circunstâncias que ele apresentava: Os donos da casa que não ganhavam há nove temporadas do Barça em seus domínios pelo Campeonato Espanhol e um começo pífio na temporada 2016/2017 do mesmo. O Valencia viria mais descansado pro jogo que o time catalão, pois o Barcelona jogou no meio da semana contra o Manchester City pela UCL. Tudo isso atrelado à genialidade do trio MSN que iria enfrentar o novo técnico do Valencia em um segundo tempo fantástico.

O Barça veio a campo com sua formação titular, mas com Rakitić no banco e André Gomes em campo. O primeiro tempo foi marcado por lances esporádicos, mas com alguns que foram importantes. O primeiro foi a lesão do maestro Andrés Iniesta aos 13 minutos. O jogador foi avaliado pelo Departamento Médico e foi diagnosticado com uma lesão grave e ficará no mínimo dois meses fora de campo. Apesar da má notícia, ele voltará para a fase final da Champions League, pois o Camisa 8 da equipe é a cabeça pensante de toda a equipe e figura como um dos principais articuladores junto ao trio MSN.

Créditos: EFE
O segundo lance que iria marcar o primeiro tempo era o gol irregular de Lionel Messi, que apesar de ter sido um dos gols da vitória teria vindo com o impedimento de Luisito Suárez, que mesmo sem encostar-se à bola, encobriu a visão do goleiro adversário. Apesar de toda a euforia e a reclamação, o juiz decretou como legal o gol do time catalão.

Comemoração do primeiro gol (Créditos : La Liga)
A metade final do jogo poderia ser dividida em quatro atos: A imposição da Catalunha, a resposta do Mestalla, contra-ataques e a genialidade do trio MSN. Onde o ato final demoraria menos de 30 segundos e mostraria o porquê de não termos dúvidas que Lionel Messi, mesmo após voltar de uma lesão, é o melhor jogador do mundo atualmente.

O primeiro ato tem seu ápice num lance protagonizado por Neymar, que mostra o porquê foi considerado um dos três melhores jogadores do mundo na última eleição do Ballon D'Or. O atacante brasileiro vem da ponta, despreza a marcação dos zagueiros da equipe adversária e chuta, o goleiro adversário rebate nos pés de Rakitić que perde um gol infantil. E esse momento é complementado por mais alguns minutos e finalizam o primeiro ato do segundo tempo.

O segundo ato começou aos 7 minutos com um gol de Munir e aos 11, com um gol de Rodrigo. O Valencia veio com força total em dois lances que protagonizaram um dos setores que o Barça precisava reforçar a sua zaga. Com uma verdadeira aula de transição, a equipe local marcou o seu gol de empate. Mesmo sumido do cenário internacional, o craque português, Nani deu um passe espetacular para o atacante brasileiro naturalizado espanhol marcar o gol da virada aproveitando que a equipe catalã ainda estava desnorteada com o primeiro gol. O croata Rakitić mostrava que o ditado futebolístico: "Quem não faz, leva", se aplicava à situação melhor do que nunca.

Torcedores do Valencia após o segundo gol (Créditos: La Liga)
O segundo ato acabaria aos 17' com um gol de Suárez após outra grande defesa de Diego Alves no cruzamento de Neymar na cabeça de Rakitić, que fez jus a outro ditado: A bola procura o craque. Mesmo com a perna canhota, o uruguaio fuzilou o gol e assumiu a artilharia do espanhol. E com isto, o terceiro ato viria em grande estilo com aulas de transição por ambas as partes e defesas brilhantes de ambos os goleiros.

Mesmo com o empate, o Barça ainda ia atrás dos três pontos, mesmo que a equipe começasse a demonstrar sinais de cansaço por causa do jogo de quarta. O setor ofensivo foi o primeiro a sentir o desgaste e a produção ofensiva do time catalão começaria a diminuir. O técnico do Valencia percebeu e substituiu o machucado Rodrigo por um atacante velocista, obrigando um maior empenho físico do Barcelona. O jogo chegava ao fim e aos 36', Nani ganhou na corrida de Sergi Roberto (improvisado na lateral) e perdeu uma oportunidade tão fácil quanto a de Rakitić de marcar para o seu time. No minuto 44 do jogo, o terceiro ato se finalizou.

O quarto ato começou com uma verdadeira demonstração do melhor trio de atacantes no futebol mundial. Foram necessários 30 segundos para Lionel Messi pensar em uma jogada monstruosa, passando pelos marcadores numa jogada tramada pelo trio do Barcelona no campo de defesa do Valencia. O argentino serviu Neymar que devolveu o passe com outro para o meio da área e durante esses segundos, Suárez saiu do meio dos zagueiros e sabia que iria receber a bola de Messi nas costas do último zagueiro. Dito e feito. A sintonia demonstrada entre os três foi de tamanha precisão que não sobraram opções ao jogador adversário senão derrubar Luisito dentro da área e apostar em Diego Alves para pegar o pênalti.

O atacante argentino e o goleiro brasileiro já haviam se encontrado na mesma marca algumas vezes e mesmo para Messi, o arqueiro do Valencia é alguém a ser batido de frente quando o assunto são as penalidades máximas. Cristiano Ronaldo que o diga. Provocado até o último minuto, Lionel Messi ignorou e passou por cima do goleiro do Valencia que mesmo acertando o canto, não conseguiu evitar a virada do Barça e a décima temporada sem vencer o time catalão no Estádio de Mestalla. Messi, após marcar, devolveu a provocação na mesma altura e comemorou em frente à torcida adversária com o time todo. E assim, termina-se o quarto ato.

Provocação devolvida por Messi (Créditos: Getty Images)
Após comemorarem na frente da torcida, Neymar e Suárez foram acertados por um torcedor do Valencia com uma garrafa de água na cabeça e caíram. Mesmo assim, saímos com os três pontos de lá e continuamos a jornada de perseguir os líderes da competição, que terão jogos difíceis nesta rodada e caso não consigam a vitória, o Barcelona transformará a liderança provisória em uma liderança real rumo à conquista de mais um Campeonato Espanhol.

Jogadores celebram o gol da virada (Créditos: Getty Images)
O pós-jogo garantiu uma discussão generalizada do capitão argentino do Valencia, Enzo Pérez, ficou enfurecido e parecia um touro durante uma tourada, pois após o gol da virada, o atacante brasileiro ofendeu os torcedores locais como forma de resposta por todas as vaias sofridas durante o jogo. A torcida pegou no pé de Neymar pelos dribles dados ao longo do jogo, e o feedback de Pérez veio com o preço da cabeça do camisa 11 para o Superclássico entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Cenas para os próximos capítulos deverão ser observadas e todo tipo de violência não deverá ser tolerado por qualquer entidade responsável pelos próximos encontros dos dois jogadores.

Um grande abraço,

J.P. Alves || @8_joaopedro
Linha de Fundo || @SiteLF  

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