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A maldição do futebol mexicano no Mundial de Clubes

Desde que o Mundial de Clubes passou à ser organizado pela FIFA, o futebol mexicano constantemente têm sido o representante da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF), que teve uma única vez um clube vindo de outro país. A exceção foi no ano de 2015, quando o costa-riquenho Deportivo Saprissa foi o representante da federação, chegou até às semifinais e conquistou o terceiro lugar do torneio.

O América do México foi derrotado para o Real Madrid e não estará na final (Foto: Reprodução/LANCE!)
Nas onze edições (12), na qual envolveu um representante mexicano, dizendo um "Mundialito" experimental em 2000, nenhum deles conseguiu quebrar o duopólio tradicional Europa/América do Sul e chegar à final. Um marco que até um futebol mais modesto conseguiu, cujo o congolês Mazembe colocou a Africa na final de 2010, após eliminar o brasileiro Internacional e posteriormente ser derrotado para a Internazionale de Milão, por 3 a 0.

Pior, em quase metade dessas edições (2007, 2010, 2011, 2013 e 2015), o representante do México ainda chegou às semifinais. Uma humilhação completa para um país que tem um dos mais fortes campeonatos da América, com uma força financeira que também coloca entre os mundialmente mais competitivos. 

Os melhores mexicanos neste quesito em torneios alcançados, foram o Necaxa (2000) e o Monterrey (2012), ambos ficaram com o terceiro lugar individuais. O bronze do Necaxa teve lugar na primeira edição da competição, em uma edição realizada no Brasil, onde venceu o Real Madrid nos pênaltis (4-3 após empate 1-1) no jogo para o terceiro uma vez que, no que poderia ser considerado como a melhor participação até à data de um clube mexicano na 'Mundialito', também dado o nome rival na luta pelo bronze.
O Necaxa foi o representante na edição do Brasil (Foto: Getty Images)
O Monterrey repetiu em 2012, quando venceu o sul-coreano Ulsan Hyundai (3-1) nas quartas de final, antes de perder pelo mesmo resultado contra o Chelsea nas semifinais e vencer a partida pelo terceiro lugar contra o Al Ahly do Egito (2- 0).

Antes da edição atual começar, as equipes mexicanas estiveram em quatro ocasiões: o América em 2006; o Pachuca em 2008; o Atlante 2009; e Cruz Azul em 2014.

Nem Pachuca em 2007 e 2010 (perdeu nas quartas-de-final contra o Etoile du Sahel, da Tunísia por 1-0 e Mazembe pelo mesmo placar, respectivamente), nem Monterrey em 2011 (ele caiu contra o Kashiwa Reysol, do Japão nas grandes penalidades) conseguiram chegar às semifinais. Também não fez isso no ano passado o América, que perdeu em sua estreia contra o chinês Guangzhou Evergrande (2-1), acumulando uma nova decepção para o futebol mexicano, embora ele terminasse em quinto depois de vencer o Mazembe (1-0).

O América almeja pelo pelo menos o terceiro lugar (Foto: Getty Images)
Em sua terceira aparição no torneio, o América tenta superar ou, pelo menos, igualar seu quarto lugar de 2006. O time da Cidade do México derrotou nas quartas-de-final o sul-coreano Jeonbuk Hyundai (2-1) e nas semifinais foi derrotado pelo Real Madrid por 2-0, tendo agora o terceiro lugar como objetivo. O adversário será um sul-americano, o time colombiano do Atlético Nacional, que caiu precocemente e decidirá o bronze neste domingo (18).

Por Ilgner Braga | @ilgner_braga

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