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À espera de um "novo" campeonato – Quem poderá duvidar de nós?

No início da Premier League, muitos subestimavam o Tottenham, dizendo que a temporada passada foi atípica, que brigar pelo título era dado como impossível e às vezes nem citado como um dos postulantes às vagas na Champions era. Hoje, não há dúvidas do potencial deste time, uma campanha boa é realidade e nem as possibilidades de brigar pelo título devem ser descartadas.

O Tottenham segue invicto no WHL (Foto: Chelsea Football Club)
A segunda partida do Tottenham em 2017 seria fundamental para as pretensões do time na competição. Após contar com tropeços de adversários diretos nos dias que antecederam o jogo, uma vitória contra o Chelsea nos colocaria na 3ª colocação, diminuiria a vantagem do líder e nos daria ainda mais confiança para a sequência, além de quebrar a sequência de vitórias consecutivas do rival.

Apesar disso, Maurício Pochettino não fez mistério, afirmou que manteria três zagueiros e deixou claro a estratégia de atuar no 3-4-3 (Lloris; Alderweireld, Dier e Vertonghen; Walker, Wanyama, Dembélé e Rose; Eriksen Alli e Kane), variando para o 4-2-3-1. Muitos podem pensar que foi uma estratégia apenas para enfrentar os Blues, porém esta formação não é novidade para os Spurs, já que havia sido utilizada em várias oportunidades ao longo do campeonato.

Confesso que, tive certo receio da opção feita pelo argentino, visto que muitos técnicos – Poch, inclusive – tentaram jogar com três zagueiros contra o Chelsea anteriormente e não conseguiram obter resultados satisfatórios. Mas podemos dizer que deu certo. Assim como havia sido contra o City, o Tottenham anulou o adversário na maior parte do tempo, sofreu em poucos momentos e foi muito mais efetivo.

Durante o primeiro tempo presenciamos algo que não estamos acostumados a ver: Em alguns momentos os visitantes tiveram mais posse de bola em pleno White Hart Lane. Essa estatística, porém, não refletiu em superioridade, o adversário trocou muitos passes no campo defensivo, e, consequentemente, levou pouco perigo ao gol de Lloris – a única chance clara veio num chute cruzado de Hazard e que não acertou o alvo.

O Tottenham, por sua vez, teve mais presença ofensiva e foi quem buscou mais o gol nos primeiros 45 minutos. As principais jogadas iniciaram pelo lado esquerdo, onde Rose deu amplitude e, mais uma vez, teve uma grande atuação. Em contrapartida, Walker foi discreto ofensivamente, mas também não deixou a desejar defensivamente e não deixou Alonso criar problemas por aquele lado.

Dele Alli of Tottenham Hotspur celebrates scoring his sides first goal
 Dele Alli abriu o placar em no Dérbi (Foto: Tottenham Hotspur FC/Getty Images)
O primeiro gol, porém, veio através de uma jogada iniciada pelo flanco direito. Após levar perigo num chute de longa distância, Eriksen justificou tudo aquilo que se espera dele, fez um cruzamento que pareceu ser com as mãos e viu Alli cabecear, sem chances para o goleiro Courtois. O jovem, que estava sumido até então, mostrou que tem estrela e deu a vantagem ao seu time antes do intervalo.

No segundo tempo, os papéis se inverteram, o Tottenham passou a ser mais reativo e o Chelsea possessivo. O que não mudou foi a consistência defensiva do time da casa, que lidou bem com a pressão em alguns momentos, fazendo com que Lloris trabalhasse pouco ao longo dos 90 minutos e saísse de campo sem ser vazado.

E, após ver o adversário rondar a área sem exito algum, os mandantes chegaram ao segundo gol no início da etapa final. Num "quase replay" do primeiro gol, Eriksen deu outra assistência, Alli ganhou dos zagueiros e marcou de cabeça, fazendo 2 a 0. Foi o sétimo gol dele nos últimos quatro jogos e o jovem igualou o número de gols de Kane na competição.

Dele Alli embraces Mauricio Pochettino as he leaves the pitch
Dele Alli foi substituído após marcar dois gols (Foto: Getty Images)
Desta vez, o camisa 10 não conseguiu manter a sina de ser algoz dos rivais londrinos, nem precisou. De certa forma, isso também é positivo, não pode haver uma 'Kane-dependência' e o coletivo deve prevalecer. Antes do fim, Maurício Pochettino queimou as três alterações, colocando Winks, Sissoko e Son nos lugares de Dembélé, Alli e Kane, respectivamente. Fim de jogo e invencibilidade mantida no White Hart Lane.

No próximo domingo (08), o Tottenham receberá o Aston Villa, pela terceira fase da FA Cup. É a oportunidade de poupar alguns titulares e de outros jogadores mostrarem serviço. Pela Premier League, o próximo jogo acontecerá apenas no próximo dia 14, quando enfrentará o West Brom, também no White Hart Lane, em Londres. A distância do líder caiu para sete pontos e esperamos um novo campeonato daqui em diante.

P.S.: Este foi o meu primeiro texto de 2017 e aproveito a oportunidade para desejar um Feliz Ano Novo para todos que acompanham a minha coluna!

#COYS

Por: Marcelo Júnior

Twitter: @marcelinjrr / @SiteLF / @LFEuropa

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