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Tem base? Acho que não

Alô, alô amigo leitor, sócio-torcedor do Linha de Fundo um feliz 2017 a todos, em um ano de muito futebol, muito Galo, muitas discussões e novidades no site, talvez a primeira delas já possa contar pois estou me sentindo o Nick Fury, pois juntei seis Vingadores (atleticanos da mais alta estirpe que me ajudarão a manter o site com o nível de atualização que a torcida merece).

Pois bem, vamos ao que interessa. Findadas competições oficiais vem ao atleticano aquela abstinência de futebol, o final de dezembro e o mês de janeiro de fato custam a passar, principalmente quando as conversas saem do campo e vão aos bastidores, que eu sinceramente acho um porre, Galhardo 98% que o diga, lembram-se dessa?

Um bom jeito de matar essa vontade de ver o Galo jogar certamente é voltar à atenção para baixo, para as categorias de base, visto que tanto em dezembro quanto em janeiro competições importantes acontecem, se desenrolam – Copa Ipiranga do Rio Grande Sul e a Copa São Paulo de Juniores. Além de uma peculiaridade desse ano que foi a Flórida Cup, competição que o Galo mandou um plantel Sub-20 com três profissionais para darem aquela experiência, dois deles com menos de 23 anos (Carlos e Lucas Cândido). 

Fonte: Superesportes.com
Vamos começar de trás para frente, ou seja, do confronto Atlético e Bayer Leverkusen. Concordo com os amigos atleticanos que esse jogo de fato não se podia esperar muita coisa, afinal foi um time de oitavas de final de Champions League contra um time de meninos. A derrota era esperada, alguns atleticanos inclusive comemoraram o placar magro a favor dos alemães, parecia que um 7x1rondava a Flórida dada disparidade técnica dos times. Muito espertamente o técnico Diogo Giacomini fechou a casinha e simplesmente negou o jogo dos alemães, com uma consistência tática louvável.

Contudo, o Atlético teve momentos cuja posse de bola foi de 20%, meus caros 20% de posse em um jogo de futebol atualmente é um símbolo crasso da total falta de capacidade de controle do jogo. Desculpem-me os Atleticanos menos exigentes,  mas o amplo domínio alemão me remete à uma reflexão não do time da Flórida Cup, mas a formação de jogadores no Atlético. Meu colega Leonardo, agora novo blogueiro do Linha, me chamou a atenção a dois jogadores do Leverkusen: Julian Brandt, alemão, nascido em 1996 (20 anos), e Benjamin Henrichs também alemão, nascido em 1997 (19 anos) – ambos na faixa etária da maioria dos jogadores que o Atlético levou a terra do Mikey.  

Fonte: Wikipedia
O primeiro é uma meia apoiador completo, joga tanto pelas extremas quanto pelo centro do campo, tem noção de posicionamento, cobertura, é rápido, das joias do futebol alemão, enquanto o segundo é um “fazedor de fumaça melhor do que os fazedores de fumaça que nós temos”, expressão cunhada pelo Leo e que concordo bastante. O que quero dizer é nessa geração de jogadores 96/97 não vi ninguém que se aproxime desses dois, nem de perto. E olha que tanto Brandt quanto Henrichs não são jogadores geniais nem do primeiro escalão do futebol alemão, mas claramente dominam fundamentos necessários para a boa prática do futebol em suas respectivas posições.

Fonte: Wikipedia
No Atlético, não vou citar nomes até porque os meninos não tiveram culpa de sua formação e de sua escolha, mas é inadmissível você recuperar a bola e errar um passe de dois metros, ou inverter o jogo e entregar no pé do adversário, se colocar constantemente em impedimento, não acertar o tempo da bola em um chute, um cruzamento certo, permitir que os alemães ficassem 80% do tempo com a bola nos pés.

Com isso constato, infelizmente, que apesar da boa fase que estamos passando nos profissionais, quatro anos mágicos que se não nos sagramos campeões, ao menos chegamos perto disso, na base à coisa me parece tenebrosa.  É o ganho que tenho para os vexames na Copa RS e na Copa São Paulo, além de outros fracassos em Copa do Brasil Sub-17 e Sub 20, Campeonato Brasileiro Sub-20 e até aqui no nosso quintal no Campeonato Mineiro Sub-20 que já não vemos há tempos. Não existe formação de jogadores, e isso me vem uma pergunta: Será que realmente os melhores jogadores possíveis treinam na base do Atlético, será que seus treinadores são capacitados. Diogo Giacomini e Rogério Micale, tenho certeza que são, os que atualmente estão lá... Não sei, principalmente visto o amplo domínio que o Atlético sofreu em duas partidas 4x0 contra o São Paulo no Rio Grande do Sul que poderiam muito bem ser oito, se não fosse a atuação do goleiro, e do 3x0 contra o Botafogo. O primeiro era um time Sub-20 do Galo contra um time mais jovem do São Paulo – perdemos! E o segundo foi um time mais jovem do Galo contra um time um pouco mais experiente do Botafogo – perdemos do mesmo jeito! Desculpa da idade definitivamente não cola.  

Fonte: Globo Esporte
Assim, sem querer ser advogado do diabo, mas o time principal do Fogão jogou e ganhou de 1x0 do time principal do Junior do galo na Taça Ipiranga. O 3x0 de ontem foi com outros jogadores um time mesclado entre 99 e 98, não era o time campeão da Copa do Brasil. Contudo em ambas as partidas, apesar da diferença de placar o Galinho foi amplamente dominado. Como foi amplamente dominado pelo São Paulo, como foi amplamente dominado pelo Sport, como não ganha Campeonato Mineiro Sub-20 tomando sacola do América e do Cruzeiro paulatinamente. Os resultados desse André Figueiredo são pífios, a base infelizmente virou um balcão de negócios, quem aqui não conhece a história de um menino bom de bola de BH que foi preterido por outro forasteiro indicado por empresários que atire a primeira pedra! E não me venham falar de revelações, pois o Bernard foi dispensado três vezes, Marcos Rocha idem, dispensado, e resgatado pelo Marcelo Oliveira. O Jemerson, por sua vez, chegou já formado.

Fonte: Globo.com
A base do Atlético não vem sendo subjugada por superioridade física.  Mas sim por superioridade tática e técnica como ficou clarividente nestes confrontos citados. Superioridade tática é na conta do técnico, que no caso atualmente no júnior é o Ricardo Rezende, que mostrou nessa Copa São Paulo uma desorganização maior que os piores momentos do Marcelo Oliveira, e olha que isso não é pouco! E técnica nos observadores, na conta de quem traz esses jogadores e pensa a base, no caso o André Figueiredo.

Há uma preguiça em gerir a base com a mesma visão que se gere o profissional, não existe um departamento de observação, e sim indicação de empresários. E meus amigos, empresários querem simplesmente recuperar o dinheiro investido.

Não é possível que a RMBH com um contingente de 2,5 milhões de pessoas não dê nem 10% dos jogadores federados no BID. O Uruguai tem a mesma população e consegue formar seleções capazes de peitar Brasil e Argentina. O que falta a Belo Horizonte, talento? Acho que não, quem vê campeonatos amadores e de futebol de salão da cidade sabe que tem muito menino bom escondido, falta coerência na captação.

E sinceramente, com o perdão da expressão, como o time atualmente tem grana, o presidente Daniel Nepumuceno está cagando e andando para o trabalho que é feito na base. Essa é a realidade. Diretoria largou, porque se fosse cobrado resultado, com o mínimo de seriedade deveria se trocar pelo menos 70% dos profissionais de comissão técnica e da administração da formação de atletas, a começar pelo senhor André Figueiredo e seus Blue Caps.

Saudações Alvinegras!

Por: @Mhfernandes89 e Equipe Vingadores do Linha!

4 comentários:

  1. Vc ta corretissimo,tem muita pilantragem na base do galo,tenho um amigo que foi fazer teste lá e jogou de mais fez 3 gols,foi substituido,já acabando o teste o cara que avaliava os jogadores teve a capacudade de virar pra ele e pergunta se ele já tinha entrado,como que alguém faz 3 gols e o avaliador não lembra?ele min disse que varios garotos ricos passaram,meu amigo jogaria em qualquer time brasileiro,e desistiu por causa disso,o estudiantes da argentina queria levar ele pra lá,ou seja ele tem talento,assim como muitos tem e não passam,ai temos que ver esse monte de perna de pau jogando na base do galo.

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    1. Obrigado pela Leitura e Exatamente meu caro! Exatamente! Se for contabilizar muita gente tem histórias parecidas. Não pode ser coincidência sabe! Diretoria tem que ver isso com urgência!

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  2. Tenho um conhecido cujo filho treinou no galo. Foi dispensado por conta de um problema particular. Mas isso não vem ao caso. O que venho dizer aqui é que sei de um caso na base (sub 14 / sub 15) que o time tem um atacante TITULAR que só é titular pois o PAI é dono de uma empresa ai do ramo automotivo e da grana para os caras da comissão técnica. Ou seja, o moleque é MUITO RUIM, tira o lugar de algum moleque bom de bola porque o papai molha a mão dos sujos da comissão técnica. Claro que não irei citar nomes mas é verdade. Acredite quem quiser.

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    1. Acreditamos! Como disse, você não foi o primeiro nem o último a contar uma história desse tipo. Vergonha!

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