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Até quando a nossa diretoria irá banalizar seus próprios erros?

Parece que não criar grandes expectativas foi um grande acerto... Àqueles que acompanham a minha coluna certamente vão se lembrar de que, ainda no primeiro texto da temporada, demonstrei certo pessimismo através do seguinte texto: Tupi 2017: Podemos esperar coisas boas? (Se você não leu, é imprescindível que prossiga neste).

Pois bem, haja boa vontade para esperar coisas boas, uma vez que conhecemos bem a diretoria que temos. Portanto, amigos carijós, foi algo intencional deixar apenas a tal pergunta no título, até por que, naquele momento, criticas demasiadas pelas escolhas do técnico e jogadores – que sequer haviam estreado – seriam injustas com os mesmos. Contudo, não titubeei ao alerta-los sobre o filme repetido visto na pré-temporada, que só poderiam refletir em frustrações, ainda que não às esperassem tão cedo...


O Tupi sequer marcou gols no campeonato (Foto: Leonardo Costa/tupifc.esp.br)
Bastaram apenas três jogos para que tudo viesse à tona. Após duas apresentações pífias contra times do interior, sabíamos que poderíamos esperar menos ainda da terceira rodada, na qual o adversário seria o Cruzeiro. De certa forma, "apenas" 4 a 0 foi um alívio para nós, pois há muito tempo não vemos tamanha disparidade para os times da capital – O autor do primeiro gol da peleja, sozinho, é capaz de pagar a atual folha salarial do Tupi ao longo de vários meses –. Confesso que temia um vexame ainda maior...

Desta vez, não falarei muito sobre o jogo em si, já que o foco no momento é outro. Vale destacar, porém, o gol incrível perdido por Juninho no início da partida, quando o placar ainda estava zerado. Depois disso, méritos para o adversário, que não fez mais do que a sua obrigação (Peço desculpas à colunista da Raposa, mas não se empolgue com esta vitória!). Certamente, sair na frente logo cedo mudaria a história do confronto, mas enfim... Não importa, perdemos!

De volta ao que interessa, novamente irei recorrer ao texto anterior, mais precisamente ao sétimo parágrafo, onde parecia prever que Éder Bastos e Fabinho serviriam apenas coadjuvantes de um "teatro" com final repetido – nada empolgante para nós, torcedores, obviamente –. Dito e feito: O técnico não resistiu à pressão e não demora em que criticas ao novo dirigente de futebol também entrem em cena.

Éder Bastos é só mais um "cobaia" dos últimos tempos (Foto: Raphael Lemos/globoesporte.com)
Não irei dizer que vi a sua saída como algo ruim. Pelo contrário, demiti-lo foi corrigir o erro em ter contratado, afinal, o nome de Éder Bastos nunca me agradou. Tanto pelo currículo curto como técnico, quanto pelas polêmicas como auxiliar, era um estopim para uma passagem breve. Logo nos primeiros jogos, vimos um time desorganizado, sem padrão de jogo definido e atuações dignas de pena, que nos deixaram preocupados com o risco de rebaixamento – Entre a queda do Tupi ou do técnico, que caia o técnico! –.

Entretanto, não é preciso entender muito de futebol para saber que na maioria dos casos os maiores culpados de um fracasso não são os técnicos, tampouco os jogadores – Aliás, sempre há alguém acima que os contrata, certo?! –. No caso em questão, isso é ainda mais evidente, pois não foram poucos que caíram recentemente: Junior Lopes, Ricardo Drubscky, Estevam Soares e Ricardinho só em 2016. É um circulo vicioso em acertar nas demissões e errar em contratações.

Se este emprego é o mais ingrato que existe eu não sei, mas especialmente no Galo Carijó, não há dúvidas. O comandante do acesso à Série B, inclusive, foi o último que saiu pela porta da frente. Não é a toa que Leston Junior optou em não permanecer. Caso contrário, certamente colocaria em xeque tudo de bom que fez, já que muitos ainda veem o erro apenas no treinador. Seja bom ou ruim, o próximo "cobaia" estará fadado ao fracasso, já que a atual diretoria não cansa de banalizar seus próprios erros.


A corda sempre arrebenta do lado mais fraco e já falei disso aqui (Chega a ser até engraçado que o título do texto após a saída de Drubscky há quase um ano atrás cairia muito bem desta vez também). Pelo menos agora, a maior parte da torcida finalmente está apontando os verdadeiros culpados, embora alguns ainda achem que este elenco pode dar bons frutos... Talvez o máximo que podemos alcançar é a permanência na elite e olhe lá...

A folha salarial em torno de 60 mil (segundo o Globo Esporte) serve bem para mostrar o desleixo da diretoria e a "ladainha" de dizer que o orçamento curto no estadual é pra priorizar as competições nacionais não cola mais. Afinal, não é de hoje que o torcedor deseja mais transparência, pois não vemos retorno algum. A cada vez que lembrarmos que estaremos reféns deste amadorismo até 2019, será um novo calafrio, enquanto com quem votou não acontecerá o mesmo. Vocês não são alvinegros!

P.S.: A última foto é apenas uma ilustração do que estamos usando no nariz deste 2016 e sugiro que a partir do próximo jogo troquem esse mascote por um palhaço também!

Por: Marcelo Júnior || Twitter: @marcelinjrr

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