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Atlético 5x2 Sport Boys - O Galo em seu estado puro

No jogo de ontem o Galo foi mais Galo do que nunca. Até os 26 minutos do segundo tempo os jogadores alvinegros fizeram sua torcida sofrer, com um jogo sem criatividade, falhas na defesa, gols perdidos no ataque e um placar adverso que mostrava 1 para o Galo, 2 para o Sport Boys.

Então os ponteiros do relógio andaram, e aos 26 minutos Fred fez o gol de empate, aos 29’ o gol da virada, e o nosso artilheiro ainda viria a fazer mais dois gols, aos 44’ e aos 48’ do segundo tempo.

Placar final 5x2 para o Galo. Mais uma vitória épica, improvável, que me fez lembrar a música do Renato Russo, “Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho...”.

Fonte: Atlético Mineiro: atlético.com.br Fotógrafo: Bruno Cantini
Pois esse caminho atende pelo nome de Rafael Moura, que foi para o jogo quando o Galo estava em desvantagem no placar. O nosso jogador-torcedor deu uma nova dinâmica ao ataque e participou da jogada que deu origem ao terceiro gol do Galo, além do passe para o quinto gol.

O Atlético entrou em campo com Giovani, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel, Fábio Santos, Rafael Carioca, Elias, Robinho, Luan, Otero e Fred.

Com a entrada de Luan o técnico Roger Machado pretendia ter em campo um jogador que contagiasse os demais jogadores, com sua raça, sua entrega e com suas qualidades técnicas, sobretudo a capacidade de marcação.

O Atlético abriu o placar logo aos 5 minutos do primeiro tempo, cruzamento de Marcos Rocha pela direita, falha do goleiro, que além de não cortar tocou de leve na bola, praticamente ajeitando para o gol de cabeça de Robinho.

Parecia que o jogo seria muito fácil, goleada na certa.

Fonte: Atlético Mineiro: atlético.com.br Fotógrafo: Bruno Cantini
Grande engano. Aos 10 minutos o time boliviano empatou. Cruzamento pela esquerda de Capdevilla, o zagueiro Gabriel falhou e o atacante Tenório fez de cabeça.

A partir daí o Atlético sofreu para criar jogadas ofensivas, o meio de campo não funcionava, sem criatividade, sem movimentação.

Aos 30 minutos, com uma lesão na coxa esquerda, Luan foi substituído por Cazares. Enquanto esteve em campo, Luan não jogou bem, parecia desentrosado e mal posicionado em campo.

No fim do primeiro tempo e começo do segundo Robinho e Fred perderam chances claras de gol: Robinho falhou feio ao tentar um voleio e Fred, numa bola rebatida que sobrou para ele na cara do gol, chutou por cima do travessão.

Fonte: Atlético Mineiro: atlético.com.br Fotógrafo: Bruno Cantini
Aos 10 minutos do segundo tempo veio o castigo, cruzamento da direita, Messidoro ganhou de Gabriel e fez de cabeça o segundo gol do Sport Boys.

O time jogava mal, nervoso, placar adverso, parecia que tudo estava perdido.

Não para a torcida, que continuou apoiando o time, e fez isso o jogo inteiro, principalmente após sofrer o segundo gol. É incrível a torcida do Galo.

Aos 12 minutos do segundo tempo Rafael Moura entrou no lugar de Otero e o Atlético partiu para o ataque.

Aos 26’ Rafael Carioca chutou forte, de fora da área, Fred, no meio do caminho desviou a bola e fez o gol de empate.

Três minutos depois, em jogada que começou com Rafael Moura, a bola sobrou livre para Elias, que tocou para o meio e encontrou Fred livre para marcar o terceiro gol.

Isso é Atlético em estado puro, quando tudo indicava uma catástrofe, aconteceu à virada, com a emoção com a qual já estamos acostumados.

Até o apito final, Fred viria a fazer mais dois gols, fechando o placar em 5 para o Galo, 2 para o Sport Boys.

Foi um prêmio para a torcedor que lotou o Independência, apoiou, gritou Galo a plenos pulmões. O melhor do jogo sem dúvida foi a torcida.

Atlético Mineiro: atlético.com.br. Fotógrafo: Bruno Cantini
Fred cumpriu o seu papel, fez os gols, grande artilheiro. Após o jogo deu uma entrevista emocionado, onde mostrou o quanto ficou abalado com a expulsão no último jogo do Galo pelo Campeonato Mineiro.

Um grande lugar comum é dizer que os jogos da Libertadores são difíceis, são mesmo, mas até os 29 minutos do segundo tempo, quando o time conseguiu a virada, o próprio Atlético tornou o jogo difícil.

A forma de jogar do Atlético é muito óbvia, muito fácil de ser marcada. Os jogadores tocam a bola até o meio de campo, depois abrem para Robinho ou Otero nas pontas e só.

Quando Robinho recebeu a bola do lado esquerdo, nenhum jogador correu para a Linha de Fundo para receber e cruzar. Nenhum jogador saiu em velocidade pelo meio.

Com isso não teve opção de passe, Robinho se limitou a correr com a bola dominada da esquerda para o meio e por ali ficou. Ou o adversário retoma a posse de bola, ou há algum cruzamento da intermediária na esperança de que Fred resolva dentro da área.

É muito pouco, faltam velocidade e intensidade ofensiva para o Galo, falta movimentação sem a bola. Falta uma jogada em que um jogador leve com ele a marcação para que outro jogador apareça em condições de concluir.

Ontem foi assim até os quase 30 minutos do segundo tempo, o time melhorou com a entrada de Rafael Moura e com a necessidade de reverter o placar.

Além de Fred que fez os gols, destaques para Fábio Santos, que ontem se apresentou bem. O venezuelano Otero, que muitas vezes se deslocava, da direita para a esquerda para marcar, dando cobertura para Fábio Santos, que chegou à Linha de Fundo e fez pelo menos dois cruzamentos perigosos, e Elias, que marcou no meio de campo e apareceu bem no apoio ao ataque.

Destaque negativo para Robinho, que não joga bem faz tempo, perdeu um gol razoavelmente feito ao tentar o voleio, não ajuda na marcação e não cria jogadas ofensivas. Também Marcos Rocha, que parecia muito nervoso, falhou muito na marcação, não apoiou o ataque e com exceção da jogada do primeiro gol, fez pouquíssimos cruzamentos.

O Sport Boys surpreendeu, o time boliviano veio para jogar na defesa e cumpriu seu plano tático à risca e sem violência, e ainda apareceu bem no ataque com Zampiery e Capdevilla.

O Atlético não apresentou bom futebol, mas conquistou o resultado, na raça, como é de costume.

O Galo volta a jogar pela Libertadores na próxima quarta-feira, dia 19/04,  às  21h45 contra o Libertad. O jogo será no Paraguai, o que é ótimo, será uma grande chance para o Galo realizar uma boa apresentação fora do Independência. O Atlético precisa aprender a jogar bem e ganhar os jogos na casa dos adversários, pela Libertadores e no Campeonato Brasileiro, que começa em maio.

Não será possível ganhar o Campeonato Brasileiro sem vitórias nos estádios dos adversários, principalmente contra times de menor expressão e que não tem no elenco jogadores reconhecidos pelo talento como ocorre com o Galo.

Valeu pela vitória, mas o time precisa trabalhar muito.

Por: Carlos Eduardo Oliveira

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