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A história brincando com a Juventus: Vamos para Cardiff

Pois bem. Cá estamos. Juventus e Real Madrid farão a grande final da UEFA Champions League temporada 2016/2017 em Cardiff, dia 03 de junho de 2017. Com certeza um confronto que mexe com a cabeça de qualquer bianconero que lembra todas as cicatrizes das finais perdidas nos últimos anos.

Antes de falar sobre a final, importante falar sobre o segundo jogo da semifinal contra o Monaco. Após obter grande vantagem fora de casa, a Juventus chegou tranquila para jogar o retorno em seus domínios. Ninguém foi prepotente ao pensar que já estávamos na final, mas era nítida a sensação que seria questão de tempo.

Subasic, o goleiro do Monaco, foi o grande responsável por manter o zero no placar no início da partida. O goleiro do time monegasco fez boas intervenções em chegadas de Higuain e Mandzukic. As chances claras ocorreram porque os visitantes davam grandes espaços para a Juventus contra-atacar, pois se lançaram em uma tentativa de fazer um gol e colocar fogo na partida.

Maior nome da Juventus, Buffon é o líder da equipe que pode conquistar o triplete nesta temporada. Foto: Juventus.com
Novamente Dani Alves fez a diferença pelo lado bianconero. O lateral/ala/ponta brasileiro deu show a parte nesta fase da competição. Participou diretamente de todos os gols da Juventus na eliminatória. Aos 33 minutos do primeiro tempo, Dani cruzou, Mandzukic cabeceou para outra grande defesa de Subasic. No rebote, o croata conferiu, abrindo o placar do jogo.

Não satisfeito, Dani Alves marcou o segundo gol da partida. E não foi um gol qualquer, foi um golaço de dar inveja a qualquer meio-campista clássico que bata bem de fora da área. Após cruzamento na área, Subasic tirou de soco e a bola sobra para Daniel Alves, que pegou de primeira.

A joia da primavera do Monaco marcou aquele que seria o gol de honra dos visitantes em toda a eliminatória. Mbappe conferiu cruzamento dentro da pequena área, vencendo Buffon. Após o confronto, Mbappe declarou que Buffon “disse que ele era novo, que terá um grande futuro pela frente, tendo a oportunidade de disputar diversas outras finais de UCL”. O jovem francês ainda disse que “além de um grande goleiro, Buffon é um grande homem e vencedor”. Não esperávamos menos de Gigi.

Um dia depois, o Real visitou o Atlético naquela que é a última partida internacional do Estádio Vicente Calderon. O Atlético já tem um estádio novo para a próxima temporada. Além disso, era o último clássico a ser realizado ali. O Real garantiu a vaga na final com a derrota por 2-1, sendo que a ida foi 3-0 para os blancos, no Santiago Bernabeu.

Juventus e Real já disputaram 18 jogos válidos pela UCL. Equilíbrio total: São oito vitórias para a Juventus, oito vitórias para o Real e dois empates. Além disso, Juventus e Real são os maiores vencedores de seus respectivos campeonatos nacionais. A Vecchia Signora tem 34 Scudetti e o Real tem 32 conquistas de “La Liga”. Infelizmente a próxima estatística não nos é favorável: Como todos sabem, o Real é o maior vencedor da UCL com 11 conquistas e a Juve a maior “vice” do torneio, com oito finais disputadas e seis vices.

Juventus e Real Madrid também disputaram a final da UCL da temporada 1997/1998. Eram dois esquadrões. A Juventus iniciou a partida com Peruzzi, Montero, Iuliano, Torricelli; Deschamps, Davids, Di Livio, Pessotto, Zidane; Del Piero e Inzaghi. Além disso, o Real tinha nomes como Hierro, Roberto Carlos, Redondo, Seedorf, Raul e Morientes. O resultado de 1-0 para o time espanhol fez a Juventus perder a segunda final consecutiva de UCL (um ano antes perdemos para o Borussia Dortmund).

Ao chegar àquela final, o Real Madrid somava seis taças de UCL e a Juventus duas. Uma diferença bem menor se comparada com a de hoje. Desde tal partida, o Real sempre venceu suas finais de UCL, já a Juventus ainda perdeu outras duas, contra o Milan e há dois anos contra o Barcelona.

Diversos portais de comunicação que cobrem a Champions afirmam que a Juventus é favorita para o jogo. Inclusive comentaristas bem conhecidos do grande público (como Caio Ribeiro e Juninho Pernambucano, da Globo) afirmam que a Juventus vencerá. Nos grupos das redes sociais, os bianconeri estão muito confiantes (com total razão e direito). Entretanto, admito que sou um torcedor realista e cravo que o Real Madrid é favorito ao título da UCL.

Explico-me: O time espanhol é o atual detentor do título. Manteve todos os seus jogadores do ano passado. Tem um passado recente mais vencedor que o nosso em âmbito continental. Seu principal jogador é um dos 10 maiores jogadores da história, vivendo fase excepcional em nova função. Seu treinador é um profundo conhecedor da Juventus, onde afirma que adquiriu mentalidade vencedora e diz sempre ser muito grato (contesto essa gratidão toda de Zidane, que desde que saiu nunca mais agregou nada a Juventus, mas essa é outra história).

Todo esse meu discurso é uma forma de tirar um pouco da nossa responsabilidade e jogar pra eles (mesmo sabendo que isso não influenciará em nada e é algo apenas para minha mente ficar tranquila)? Sim! Em minha opinião a Juventus tinha mais time que o Real na final de 98 e mesmo assim perdemos a conquista. Acontece. Contra o Milan, os times eram equivalentes (Juventus perdeu demais com a suspensão de Nedved para a final) e contra o Barcelona éramos inferiores aos catalães, que viviam um momento mágico do trio MSN.

Essa nossa Juventus foi talhada nas vitórias e, porque não, nas derrotas. Nas vitórias dos cinco Scudetti consecutivos (quase seis) e nas Copas. As eliminações para o Bayern e a derrota para o Barcelona marcaram a turma do BBBC, Lichsteiner e Marchisio. A liderança de Buffon faz total diferença para todos no clube e esta pode ser a consagração que falta na carreira do maior goleiro da história.

Um dos maiores times da história recente da Juventus, a equipe comemora vaga para final da UCL em Cardiff. Foto: Juventus.com
Allegri reinventou a Juventus durante a temporada. Após o começo titubeante e a perda da Supercopa para o Milan, a inserção do 4-2-3-1, o show contra o Barcelona e a classificação para a final. Com bases sólidas defensivas e com um ataque letal, a Juventus sabe jogar (e dominar) com e sem a bola.

A dúvida fica se Allegri iniciará com Barzagli ou Cuadrado. Provável que inicie com o primeiro e tenha o segundo como opção de ataque para o segundo tempo (visto que não temos atacantes de ofício a disposição no banco desde a contusão de Pjaca).

O Real é um time que não parece ter defeitos visíveis. Uma defesa equilibrada, um meio campo de toque refinado e um ataque letal. Zidane soube, com maestria, como recuperar o elenco após a desastrosa passagem de Rafa Benitez. Talvez o ponto fraco do time possa ser o parceiro de Sergio Ramos na zaga e Danilo, caso Carvajal não esteja em condições.

Até Bale, que teria vaga em qualquer time do mundo parece não fazer falta ao elenco recheado de estrelas, que viu Isco crescer demais de produção e levar o time a um controle no meio que antes não havia.

Enfim, até 03 de junho muita coisa irá rolar. A Juventus pode conquistar neste domingo um inédito hexa campeonato italiano. A partida é contra a Roma, no Estádio Olímpico. Qualquer placar que não seja uma vitória do time da capital da o título a Juventus.

Andiamo, ragazzi!

Fino alla fine, FORZA JUVENTUS!

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