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Eu não estou entendendo nada

Foto: Nelson Pérez/FFC
O jogo contra o Grêmio foi bom por 15 minutos, depois foi tudo ladeira abaixo. Larguei o jogo em algum momento de começo do segundo tempo e fui acompanhar a Libertadores, ao menos fizemos um gol fora, dá pra arrancar algo na volta lotando o estádio. A noite foi altamente divertida e emocionante, fogos na rua, gritaria no fim e um filho bastardo de Xerém eliminando nosso coirmão da Gávea. Poderia ter feito uma postagem só com galhofas, mas isso serviria pra desviar o foco de nossa derrota, e o site não é meu, então resolvi me limitar a fazer o básico.

De qualquer forma, o jogo de quarta passada deu umas perspectivas sinistras para o jogo de ontem, contra um Galo no Horto, com Fred querendo mostrar seu valor após o último jogo, com show de Magno Alves. E ainda havia a proverbial Lei do Ex em dobro, pois ainda havia Rafael Moura. Enquanto isso, nosso time está começando a cansar e as peças de reposição são por vezes questionáveis. Com isso, era torcer pra não perder de muito. Eu deveria ter ficado decepcionado com minha falta de fé.

O time veio com Nogueira na zaga e Scarpa titular. Sendo muito feliz na proposta de segurar à blitz mineira, fomos no contra-ataque, aguardando o erro adversário, tal qual um sábio chinês. Então por um milagre o juiz nos deu um pênalti legítimo. Henrique Dourado, que nunca será valorizado o bastante, bateu um pênalti como se estivesse indo ali na esquina e fez o primeiro. Dois minutos depois, cruzou para Richarlison, outro exemplo de dinheiro bem gasto, que ampliou, deixando o país escandalizado. Aí tomamos um gol de bola aérea dois minutos depois e todo mundo voltou pro que estava fazendo.

Foi um jogo duríssimo, no segundo tempo tivemos algumas chances, mas no geral nos desdobramos. Eles perderam gols absurdos, um jogo pra se envelhecer três anos em 45 minutos. Podemos traçar um paralelo com aquele Flu x Náutico de 2012 onde Cavalieri se consagrou como o herói que é, pânico durante o jogo todo, ainda que estivéssemos com a vantagem. Eu poderia falar que com a contusão do Sornoza, foi de 12 x 11 pra 12 x 10, mas eu defendo a tese que o portentoso Jean Pierre é burro mesmo, por acaso ele estava mal intencionado ontem, mas foi por acaso. Vencemos contra tudo e todos, adversários que em tese fariam patê da nossa zaga, que foi magistral hoje. Renato foi competente na lateral.

E o que é o Wendel? Se o projeto de Negueba vale 150 milhões de reais, quanto vale nosso pulmão do time? Gerson joga 20 vezes menos e vendemos por 60.

O futuro pode ser brilhante, afinal. O próximo teste é ver se podemos ficar sem perder pontos pra times candidatos à queda. Um clássico nos embalos de sábado à noite. E é o jogo pra, se tudo der certo, pedir música no Fantástico, se for 3 x 0 pra nós de novo.

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