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Obrigado, Miami Heat

A temporada da franquia do Sul da Flórida por pouco não se estendeu à pós-temporada, mas, mesmo assim, se tornou emocionante de se ver. O time terminou com 50% de aproveitamento, com 41 vitórias e 41 derrotas, e empatou com o Chicago Bulls, mas perdia nos confrontos diretos, o que tirou a vaga do Heat.

A despedida de um ídolo

No dia 6 de Julho de 2016, Miami e Dwyane Wade "cortavam relações" depois de 13 anos juntos. No clube, o veterano ala-armador conquistou três títulos da NBA e detém vários recordes que serão difíceis de serem quebrados. O jogador assinou com os Bulls por duas temporadas recebendo um total de 47.5 milhões.

Wade demonstrou todo seu carinho à cidade e agradeceu à organização e aos gerentes gerais Pat Riley e dono Micky Arison, além da torcida do time.

"This is my house". Wade comemora após vitória importante, um dos momentos mais icônicos da passagem do ídolo em Miami (Foto: Victor Baldizon/NBAE via Getty Images)
Reconstrução?

Foi depois do episódio que Pat correu para montar um time para jogar a temporada 2016-2017. Assinou com Derrick Williams, ex-Knicks, Wayne Ellington e Willie Reed, ex-Nets, James Johnson, ex-Raptors, e Dion Waiters, ex-Thunder. Além deles, uma troca para conseguir Luke Babbitt do Pelicans e a promoção de Rodney McGruder, vindo do afiliado do Heat na Liga de Desenvolvimento, o Sioux Falls SkyForce, completaram os reforços da equipe.

Dion Waiters, que chegou para tapar o buraco deixado por Dwyane Wade, comemora. (Foto: All U Can Heat)
Completando os movimentos feitos na janela de transferências, Hassan Whiteside reassinou pelo contrato máximo e Tyler Johnson teve sua proposta de contrato, feita pelo Nets, igualada pela franquia.

Situação do Bosh

Após várias tentativas de retorno, o Miami Heat definiu o futuro do bicampeão da NBA Chris Bosh. Segundo Riley, o ala-pivô não jogaria mais pelo time, por conta de um coágulo na perna que o tirou da temporada anterior e de atividades físicas futuras, e iria trocá-lo ou dispensá-lo em fevereiro, para seu contrato não contar na folha salarial para a temporada seguinte.

Bosh então decidiu aceitar um emprego na TNT americana, no programa "Players Only", e aposentou extraoficialmente do basquete, abrindo 25.2 milhões de salário que receberia para a próxima temporada.

Imagem postada no Twitter da TNT para anunciar a contratação de Chris Bosh para o programa "Players Only" (Foto: Sun Sentinel)
O início de temporada

O Heat começou jogando bem a temporada, perdendo para times considerados forças por pouca diferença de pontuação e ganhando de times considerados mais fracos. Um jogo que mostra claramente a força da equipe foi contra os Spurs, fora de casa, em que Miami perdeu apenas por quatro pontos de diferença e se agigantou nos minutos finais, mesmo sem seu armador titular, Goran Dragic.

Tyler Johnson vai à cesta no jogo contra o Spurs (Foto: Hector Gabino/Miami Herald)
Mas o time não manteve a sequência, principalmente por causa de lesões em Dion Waiters e Josh Richardson, que ainda voltariam para a temporada, além das de Justise Winslow e Josh McRoberts, fora de todos os jogos, e terminou a primeira metade da temporada com um recorde de 11-30 e estava se encaminhando para uma possível primeira escolha do Draft.

Okaro White, o amuleto da virada

No dia 17 de janeiro, o Heat precisava de jogadores, após a lesão de Richardson. Uma cláusula na regra da NBA permite que um time contrate jogadores por 20 dias, em forma de dois contratos de dez dias, para "tapar o buraco" deixado pelas várias lesões.

Foi então que um herói improvável surgiu. Vindo do SkyForce, Okaro White foi contratado por dez dias e o resultado foi assustador. Ficou invicto durante esse período, forçando a diretoria a estender sua estadia na organização, com um segundo contrato de dez dias. Ainda assim, não perdeu e Pat Riley fez a opção de cortar o veterano Derrick Williams, que foi para os Cavs, e assinar com o calouro pelo resto da temporada.

Okaro White comemora após cesta de 3 contra o Nets (Foto: Trend Ideas Collection)
Uma nova energia e a chance dos playoffs

A segunda metade da temporada foi algo para se lembrar para o torcedor do Miami Heat. Um time desacreditado e brigando pelas últimas colocações de repente se tornou um dos mais temidos da liga. Dragic havia voltado à sua melhor forma, Waiters estava sendo decisivo em jogos importantes e Whiteside estava trabalhando duro para atingir a melhor forma de sua carreira. No banco, James e Tyler Johnson contribuíam da melhor maneira e eram candidatos a sexto homem da temporada, ou seja, o melhor jogador vindo do banco.

A equipe teve uma sequência de 13 vitórias seguidas e só foi encerrada com a derrota para Philadelphia 76ers por 117-109. Durante essa sequência, o Heat venceu de times candidatos a título, como Houston Rockets e nada mais nada menos que Golden State Warriors, que possui o melhor elenco da competição, na última bola da partida arremessada por Waiters.

Dion Waiters comemora após acertar a cesta da vitória sobre o Golden State Warriors (Foto: Charles Trainor Jr/Miami Herald)
Mas no dia 17 de março, as esperanças de Playoffs do clube ficaram escassas após Dion Waiters torcer o tornozelo no jogo contra o Minnesota Timberwolves. Waiters não retornaria para a temporada e seus companheiros sentiriam a falta de um líder e um cara decisivo em quadra.

A partida que a maioria dos torcedores do Miami consideram como o que tiraria o time da pós-temporada seria a derrota contra os Knicks, no dia 31 de março, na American Airlines Arena, pelo placar de 98-94. Por um jogo, o Heat não foi às fases finais.

"Heat Culture"

Durante toda a temporada, o conceito de cultura em Miami foi sendo construído. Um time totalmente novo, começando do zero e com jogadores jovens, com exceção de Wayne, Dragic e Haslem. Mesmo assim, todos começaram a se conhecer e no, no final, acabaram por se tornar uma família.

Udonis Haslem, capitão da equipe, deu uma declaração em seu Instagram que dizia: "Em 14 anos eu achei que havia visto de tudo. Esse time foi realmente especial. Nenhuma dúvida na minha mente que eles me fizeram um homem melhor. Obrigado a todos os meus irmãos menores...".

Foto postada no Instagram do Udonis Haslem com a legenda agradecendo o time
Além dele, Hassan Whiteside deu uma declaração em que dizia: "Nós começamos a temporada como desconhecidos, então nós viramos amigos, e agora somos família". Dion Waiters completou em sua rede social dizendo "Eu não costumo postar muito em rede social, mas eu digo isso a vocês: Eu iria a guerra com esse grupo em qualquer dia, qualquer hora e qualquer lugar... Esse time e organização são para competidores apenas!!!"

Conferência de final de temporada

O gerente geral da equipe, Pat Riley, organizou uma conferência de final de temporada onde ele discutiu sobre Draft, Free Agency, James Johnson, Dion Waiters, Hassan Whiteside e mais.

Ele começou falando sobre a temporada e de não ter ido para os Playoffs. "Ganhamos quatro dos nossos últimos cinco jogos contra as melhores equipes da conferência e ainda não entramos. Foi uma grande decepção, mas ao mesmo tempo, foi muito sucesso".

Quando falou sobre os grandes agentes livres, Pat disse: "Eu me arrependo de ter feito essa declaração. (..). Nós vamos nos concentrar em nossos jogadores, realmente vamos focar neste grupo. (...). Você não tem que caçar baleias. Você pode adquirir jogadores-chaves através do comércio, em vez de colocar 38 milhões para um cara. Alguns desses números máximos são ridículos".

Logo em seguida, aproveitou para falar sobre os dois maiores agentes livres do time, Dion Waiters e James Johnson. "Eles realmente gostam daqui, é uma cidade vibrante para se viver, eles estavam falando isso".

Além dos dois, Tyler Johnson foi elogiado. "Ele traz outro nível de ataque, ele tem a capacidade de arremessar mais de 40% dos 3PT's e 47-48% FG, o que me incomoda é que ele não está fazendo pelo menos 85% dos seus lances livres".

Pat ainda foi perguntado sobre o Draft, em que ele respondeu: "Provavelmente vamos escolher o melhor jogador, dependendo dos meus pensamentos, sobre a agência livre e quem vai ficar e quem não vai ficar".

Sobre Hassan Whiteside, Pat disse: "Nós vamos precisar de um pivô campeão, ele tem a capacidade de ser isso, nós o conhecemos em todos os aspectos. (...). Tenho orgulho dele. Estou feliz por ter feito dele uma prioridade no verão passado. Acho que ele assumiu essa responsabilidade".

Falou ainda sobre Justise Winslow e Josh Richardson. "Josh teve uma ótima crescente nas bolas de três no final da temporada. Esses dois jogadores fazem uma grande parte do nosso futuro. (...). Eu estive em torno de jogadores como Winslow por bastante tempo. Ele é um guerreiro, defensor, se preocupa em vencer, tem uma tremenda energia. O cara teve uma jornada dura este ano. (...). Eu dei uma olhada em muitos desses caras como Justise. Kawhi Leonard fez uma média de oito pontos por jogo no primeiro ano. Seis anos depois ele tem 25. (...) eu li que vocês têm colocado ele em troca para cá, troca para lá. Ele não vai a lugar nenhum. Ele tem algo a provar, não há dúvidas, e ele vai provar. Ele é um vencedor", disse Pat.

Terminou sua coletiva falando de Chris Bosh. Quando perguntado sobre a situação do ala-pivô, Pat respondeu que estava tendo conversas com Bosh e a organização, mas que não poderia dar detalhes

Estatísticas dos jogadores (por jogo)

Hassan Whiteside- 17 pontos, 14.1 rebotes (Líder da NBA), 2.1 tocos
Goran Dragic- 20.3 pontos, 5.8 assistências, 3.8 rebotes, 1.2 roubos
Dion Waiters- 15.8 pontos, 4.3 assistências, 3.3 rebotes
James Johnson- 12.8 pontos, 4.9 rebotes, 3.6 assistências, 1.1 tocos, 1 roubo
Tyler Johnson- 13.7 pontos, 4 rebotes, 3.2 assistências, 1.2 roubos
Wayne Ellington- 10.5 pontos, 2.1 rebotes, 1.1 assistências
Josh Richardson- 10.2 pontos, 3.2 rebotes, 2.1 assistências, 1.1 roubos
Justise Winslow- 10.9 pontos, 5.2 rebotes, 3.7 assistências, 1.5 roubos (EM 18 JOGOS)
Luke Babbitt- 4.8 pontos, 2.1 rebotes
Rodney McGruder- 6.4 pontos, 3.3 rebotes, 1.6 assistências
Willie Reed- 5.3 pontos, 4.7 rebotes
Josh McRoberts- 4.9 pontos, 3.4 rebotes, 2.3 assistências (EM 22 JOGOS)
Udonis Haslem- 1.8 pontos, 2.1 rebotes (Capitão do time)

Erik Spoelstra, o técnico do ano pela NBCA

Erik Spoelstra e Mike D'Antoni foram eleitos Técnicos do Ano pela associação de técnicos da NBA (Foto: nbacoaches.com)
A NBA Coaches Association, NBCA, anunciou, no dia 07 de maio os dois melhores técnicos do ano. Um deles foi o técnico do Houston Rockets, Mike D'Antoni, que levou o time à terceira posição do Oeste. Já o segundo vencedor do prêmio foi o técnico do Miami Heat, Erik Spoelstra, que carregou o time, sem nenhum All-Star e nenhum candidato à MVP, para uma campanha de 41-41 (50% de aproveitamento). Spoelstra provou a todos que é um dos melhores treinadores da liga.

O Draft de 2017

Está na hora de pensar nos prospectos do College Basketball. E essa classe está muito boa. Com isso, o Miami Heat tem muitas opções para seleção e aqui vão os melhores jogadores que podem sobrar para a escolha do time, cotada para ser a 14ª geral: TJ Leaf, de UCLA, Jarrett Allen, de Texas, Isaiah Hartenstein, do Zagiris Kaunas (basquete europeu), John Collins, de Wake Forest, e Harry Giles, de Duke.

Renovações e contratações futuras

A próxima janela promete para o torcedor do Miami Heat. Aqui estão nomes que podem pintar na franquia da Flórida ou sair dela.

James Johnson e Dion Waiters

James Johnson comemora com Dion Waiters após o ala-armador acertar uma bola importante. (Foto; Pedro Portal/ Miami Herald)
Essa semana tivemos várias declarações de amor à equipe. Waiters e Johnson disseram que querem ficar no clube.

Segundo Waiters "Tudo que disse sobre Pat Riley nesse verão veio à tona. A energia é boa aqui". Outra afirmação feita por Waiters foi de que adora o time. "Eu estou adorando essa coisa. Custe o que custar, eu só quero estar aqui. O que estamos construindo, temos a chance de ser algo especial".

Seu companheiro, Johnson, completou sobre permanecer no clube. "Estou em casa. É isso que eu sinto. Eu amo isto aqui (...) eu me sinto apaixonado sobre esse lugar. Acho que a lealdade a essa organização vai pesar sobre vários outros fatores, incluindo dinheiro", diz ele. James ainda revelou que consideraria um sacrifício do nível do antigo "Big Three" (composto por Dwyane Wade, Chris Bosh e Lebron James) se isso significasse trazer todos de volta.

O torcedor do Miami Heat tem motivos para estar animado e acreditar na renovação dos dois e tenha certeza de que Pat Riley já está trabalhando para isso.

Wayne Ellington

O esquema de Ellington é mais simples, já que quem controla seu futuro é o próprio Heat. O jogador possui uma "Team Option" para a próxima temporada, com valor de aproximadamente 6 milhões no teto salarial e, por ter tido uma ótima temporada, não me surpreenderia se Riley ativasse a cláusula do contrato que o traria de volta.

Wayne Ellington e Goran Dragic conversam sobre situações de jogo. (Foto: David Santiago/ Miami Herald)
Wayne também deu uma declaração sobre a equipe. Segundo ele "Meus caras são meus caras!! Vai mais longe que apenas basquete com eles aqui. O amor é real".

Luke Babbitt

Luke Babbitt vai em direção a cesta em jogo contra o Hawks. (Foto: David Santiago/ Miami Herald)
O ala-pivô, que chegou numa troca criticada pelos torcedores, ganhou espaço na temporada e merece uma renovação de contrato. Babbitt ainda não comentou sobre o futuro de sua carreira, mas com certeza Riley o quer mais alguns anos em Miami.

Rodney McGruder

McGruder chegou na temporada como um desconhecido, mas trabalhou duro e pode até ter seu nome na lista do "Time dos calouros". Um dos desejos do técnico Erik Spoelstra seria de renovar com o jogador para a próxima temporada. "Rodney McGruder tem sido tão implacável quanto qualquer outro jogador que já tivemos nesse local", disse Spo. Rodney pode ser, também, uma opção barata para a equipe e Pat Riley irá tentar trazê-lo de volta.

McGruder arremessa em jogo do Miami Heat. (Foto: Pedro Portal)
Udonis Haslem

O veterano ala-pivô e capitão da equipe tem o desejo de continuar em Miami. O problema é que a aposentadoria está próxima para o jogador, mas, mesmo que não esteja contribuindo dentro de quadra, Haslem adiciona com sua experiência e liderança fora dela.

Haslem sorri após ser ovacionado ao entrar em uma partida. (Foto: David Santiago/ Miami Herald)
Josh McRoberts

Josh McRoberts enfrentando Blake Griffin. O jogador passou pouco tempo em quadra, com apenas 22 jogos. (Foto: Al Diaz/ Miami Herald)
Um dos nomes que os torcedores da franquia querem longe de Miami, McRoberts possui uma "opção de jogador" para a próxima temporada. O mais provável é que o ala-pivô aceite e continue recebendo seus 6 milhões para passar a maior parte do tempo no departamento médico.

Willie Reed

Infelizmente, esse é um dos jogadores que a maioria dos torcedores não vê reassinando. O jogador teve uma série de ótimos jogos e vai buscar um contrato maior na "Free Agency". O valor de 1.5 milhões não agrada a Reed e assinar por mais claramente não interessaria a Riley nem a Arison.

Reed comemora após enterrada. (Foto: Manuela Davies/ Getty Images)
Gordon Hayward sairia de Salt Lake?

Hayward jogando pelo Utah Jazz. Ala se tornou o alvo preferido dos torcedores do Heat (Foto: Sporting News)
Um dos nomes ligados ao Heat para a próxima temporada é Gordon Hayward. O jogador do Utah está nos playoffs e o clima lá é ótimo. Além disso, o time do Jazz é bem jovem e, mesmo assim, conseguiram se classificar em 5º lugar na Conferência Oeste. Seria complicado de tirar o ala de seu atual time, mas Pat pode contar com sua experiência de conquistas de campeonato e o atrativo que a cidade de Miami oferece para convencer Hayward a assinar um grande contrato com a franquia.

Blake Griffin indo para South Beach

Blake Griffi estaria de saída dos Clippers, segundo rumores, e interessaria ao Heat (Foto: Aaron Gash/ Associated Press)
A primeira escolha geral do Draft de 2009 é uma das opções se Riley quiser um grande nome. A única dúvida que o torcedor tem é se Griffin conseguiria permanecer saudável durante uma possível passagem pela Flórida. Mesmo com esse problema, vale a pena o risco e certamente o GM do Heat correrá atrás do ala-pivô, que pode estar insatisfeito com os Clippers, já que não conseguem chegar nem nas Finais de Conferência.

Serge Ibaka

Serge Ibaka quando foi apresentado ao Raptors. (Foto: Tom Szczerbowski/ Getty Images)
Outro nome bastante falado na metade da temporada regular, mas que ficou em baixa no mercado de Miami com a chegada dele a Toronto. Ibaka é um ala-pivô defensivo e que tem um bom chute de média e longa distância e poderia fazer uma ótima dupla de garrafão com Hassan Whiteside. Riley já deve estar pensando em um plano para trazê-lo, caso Griffin e Hayward recusem.

Nenê

Nene em sua passagem pelo Houston Rockets, o terceiro clube de sua carreira (Foto: Space City Scoop)
Uma opção para substituir Reed e ser reserva de Whiteside, o brasileiro é agente livre para a próxima temporada. Teve uma grande temporada em Houston e viria por um custo barato. Esperem esse nome vinculado com o Heat em julho e é um jogador de gosto pessoal.

Obrigado, Miami Heat.

Gabriel Barros

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