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Lei do ex, voadora e virada

No décimo jogo do Galo na Série B, a expectativa era de se ver um time diferente dos jogos anteriores. A formação inicial foi repetida em relação ao jogo anterior, e o mesmo time titular que deu início a um ótimo resultado no jogo contra o ABC, foi o que fez um ótimo resultado contra o Paysandu. Começando a rodada nesta sexta-feira (23), o elenco do CRB agora só assiste os demais jogos e torce por empates e tropeços das equipes mais próximas na tabela.

Foto: TNH1
O jogo

O Galo precisava bastante do resultado. O Paysandu, por sua vez, também necessitava de um bom resultado para voltar a sonhar. O Papão estava em uma sequência de cinco jogos sem vencer.

E foi logo aos 3' da primeira etapa que o Paysandu conseguiu abrir o placar. Ayrton avançou pela direita, fez o cruzamento, e Marcão se antecipou a Flávio Boaventura na corrida e conseguiu, de canela, tocar na bola e fazer o primeiro gol do jogo.

Saindo atrás do placar, coube ao CRB ter mais vontade, acertar os passes e chegar mais no ataque. Os jogadores foram se acertando na partida, mas talvez o único destaque negativo do jogo tenha sido Marcos Martins.

Foi tentando achar o gol que o Galo tomou nova postura em campo. Danilo Pires, Chico e Edson Ratinho arriscavam sempre que podiam, mas a bola só passava perto ou o goleiro evitava fazendo boas defesas. Zé Carlos caiu inúmeras vezes no campo.

Foi tentando os chutes de fora da área que aos 3' da segunda etapa, Chico acertou um belo chute no travessão, a zaga afastou para o lado e Edson Ratinho, de primeira, acertou um lindo chute e empatou o jogo no Rei Pelé. CRB 1-1 Paysandu.

Após o empate, o jogo ficou praticamente todo nas mãos do Galo. Mas quando o Paysandu descia para o ataque, havia uma preocupação e as faltas aconteciam para evitar finalizações de risco.

Dado lançou aos 15' dois jogadores. Neto Baiano no lugar de Zé Carlos, e Élvis no lugar de Erick Salles. E foi em seu primeiro lance em campo que Élvis começou a jogada do segundo gol aos 16'.

Ratinho tocou curto, Élvis segurou, devolveu, e Ratinho fez o cruzamento. A bola desviou na defesa e sobrou para Boaventura, que de cabeça fez um belíssimo gol para virar o jogo no Rei Pelé. CRB 2 a 1 Paysandu.

Após o segundo gol, as equipes estavam dispostas a fazer um jogo de contra-ataques. O Paysandu tinha mais a posse, pois precisava empatar. Já o Galo apostava na velocidade de Chico e Edson Ratinho nos contra-ataques.

Mas aos 34', Chico saiu para a entrada de Clebinho. Bastante aplaudido por fazer mais uma boa partida.

Edson Köln fez uma linda defesa quando foi exigido. Clebinho teve duas boas oportunidades, quase sendo efetivo em ambas. O jogo teve seu fim aos 48'.

Próximo jogo e novos reforços

No próximo dia 30, na sexta-feira, o Galo volta a campo contra o Náutico na Arena de Pernambuco às 21h30. E pela primeira vez, Dado terá um tempo maior de treino com o elenco e poderá avaliar melhor os jogadores e os novos reforços. Rodrigo Souza foi anunciado primeiro, ainda na quinta-feira. O jogador de 29 anos, volante ex-Náutico é mais um reforço para a posição que mais teve alterações na temporada. Tony, 31 anos, meia-armador e que faz outras funções no meio de campo, estava no América Mineiro e é outro reforço anunciado.

Avaliação sobre o elenco na partida

Edson: Hoje teve uma pequena e curta deficiência no segundo tempo. Em alguns momentos, com o mesmo em risco de perder a bola, foi lento e quase a perdeu. Suas reposições tiveram pequenas falhas, mas por sorte nada aconteceu. Fez uma linda defesa em um ótimo chute do adversário, uma belíssima ponte.

Marcos: Indiscutível sua espetacular capacidade de errar passes, marcar errado, perder tempo de bola, e não acertar cruzamentos. Sua opção para o passe é sempre lateral, nunca avança ou faz a troca com o ala. Horrível atuação, mas após a virada, melhorou um pouco, o problema é que não se tem um bom reserva ou até mesmo um titular para tirá-lo de seu lugar.

Adalberto: Mais uma boa partida de Adalberto, mas infelizmente, mais uma vez a equipe foi vazada. É um erro que deve ser corrigido, mas o jogador que em alguns momentos passa insegurança por ser lento, consegue ainda no próprio jogo corrigir erros e ser mais eficiente.

Boaventura: Um xerife que não tem medo de pé alto, que se joga na bola se preciso, desarma de forma pontual, cabeceia bem, tem uma ótima impulsão. Fez o gol da vitória e fez sua célebre comemoração na bandeira de escanteio. Sua disponibilidade e incansável raça faz com que seja o principal jogador da defesa.

Diego: De um dos mais regulares do ano passado, para inconsistente nessa Série B. Falta-lhe algo a mais, por sorte suas opções pelo lado esquerdo fazem com que o jogador tenha mais participações. Sua bola parada não surte mais efeito, e seus bons cruzamentos, passes, nem acontecem mais. A participação de Diego no ataque vai ficando invisível quando outros jogadores buscam o jogo e fazem a diferença.

Yuri: Quando chegou ao clube, se tinha a razão de que fosse um segundo volante, pelo que foi visto nos outro clubes em que passou. Mas após ganhar o posto de primeiro volante, começou a fazer partidas melhores, mas com uma pequena deficiência no passe.

Danilo Pires: Desde a partida contra o Londrina, há duas rodadas, é um jogador que vem atuando em sua posição original. Suas atuações são razoáveis, e chegam até ser ótimas, dependendo do ponto de vista. Boas investidas, ótimas chegadas ao ataque e ajudando bastante nos desarmes.

Edson Ratinho: Lateral? Que nada! Desde que Edson Ratinho é titular da equipe, só houve duas derrotas na temporada. Suas atuações nesses dois jogos com o novo treinador foram incríveis. Hoje marcou o gol de empate, foi o jogador do contra-ataque pelo lado direito, sofreu falta, marcou, buscou o jogo e caiu na graça da torcida no fim do jogo com seu gingado contra o adversário. Partida espetacular contra seu ex-clube. E claro, a lei do ex foi aplicada com sucesso.

Chico: Incansável, irreverente, habilidoso, o ponta perfeito. Ele marca, corre o jogo todo, preenche os espaços, e deve lamentar as críticas contra o mesmo. Chama a responsabilidade, sofre falta, chuta de fora da área. Não faltariam elogios a este jogador, é um atleta que cresceu no elenco. De jogador "folclórico" para titular absoluto.

Erick Salles: Tem sua importância, mas não ajudou tanto como no jogo anterior. O lado esquerdo da defesa foi bem preenchido por volantes, lateral e jogadores de meio-campo, sendo assim, não foi tão preciso. E é por este motivo que não teve um jogo tão fluente. O brilho de outros atletas pelo seu setor do campo fez com que o jogador não tivesse tanta liberdade, mas levou o jogo, dava opção para o jogo curto, mas faltou precisão em seus dribles.

Zé Carlos: Quando um centroavante titular não balança as redes, é necessário que peguem em seu pé. Zé está há três partidas contra o Paysandu que não marca um único gol. Claro que é a primeira nesta temporada, mas comparando a 2015, onde o atacante balançou as redes do adversário quatro vezes em dois jogos, se espera mais. Seu pivô funciona em bons momentos, mas até falha em outros. Pesado, mas chato de marcar, vai pegando ritmo de jogo e pode ser mais perigoso se for utilizado mais vezes dentro da área.

Élvis: Após ouvir umas boas na descida para o intervalo, o jogador que entrou no lugar de Erick Salles na segunda etapa, não poupou fôlego ao entrar no jogo. Tentando driblar, marcar, dar passes importantes. Logo em seu primeiro contato com a bola, saiu o segundo gol da equipe. Após o segundo gol, começou a errar passes e chateou o torcedor, mas por sorte nada aconteceu. Precisa melhorar seus fundamentos se quiser a titularidade novamente.

Neto Baiano: Não muito utilizado, mas também não prejudicando muito, é um jogador que o torcedor gosta. Sua vontade de tomar a titularidade de volta é tanta, que faz a falta para "matar" logo a jogada, corre dobrado e se erra um lance, fica muito chateado, determinado a fazer melhor da próxima vez.

Clebinho: Muito criticado por suas fracas atuações quando tem oportunidade, hoje teve alguns lances interessantes. Quase marcou gol e por pouco não embalou uma assistência, mas Neto não conseguiu dominar a bola. Pode ser mais utilizado se conquistar o novo treinador.

Dado Cavalcanti: Repetindo a mesma escalação do jogo passado, onde o time saiu vitorioso. Mudanças pontuais foram feitas. Assim que Élvis entrou, contribuiu na jogada do segundo gol. Em seu segundo jogo no comando da equipe, tem a segunda vitória. Importante começo do treinador, que aos poucos vai conquistando o torcedor.

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