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Na vida, duas coisas são certas: a morte e que o Náutico vai humilhar sua torcida

Em meados de 2005 na famosa batalha dos aflitos, terminado o jogo que o Grêmio venceu o Náutico com apenas 7 jogadores em campo ficou um sentimento de que o pior já tinha passado... Mal o torcedor do Náutico sabia que o pior ainda estava por vir, os anos se passam e o Náutico segue acumulando decepções a sua torcida, já são 13 anos sem ganhar nem um mero estadual e a tendência é ir ladeira a baixo. 

Decepção do mascote do e ao fundo cadeiras vazias retrato do Náutico nos últimos anos (Foto: Captura de tela)
O Náutico começa a Série B fazendo seu pior início de campanha nessa competição, em 7 jogos teve 5 derrotas e 2 empates. O alvirrubro de 2017 com o primeiro treinador, Dado Cavalcanti, tentou jogar com a bola no pé, trocando passes, mas ele acabou perdendo o grupo e foi demitido. Já Milton Cruz, quando chegou trouxe uma ideia de jogo mais reativa, o Náutico esperando mais no seu campo e começou bem, só que a pressão por resultados, junto da questão financeira, deu fim ao seu trabalho após o estadual. Hoje o Náutico não tem nenhum dos dois estilos de jogo, pois é um time que espera mais o seu adversário e tem o sistema defensivo mais vazado da série B e o pior ataque com apenas 4 gol feitos, mostrando como o trabalho da diretoria é amador e não tem nenhum planejamento, um clube que se fala mais de política do que de futebol a muito tempo e isso é provado com os resultados em campo. 
Náutico completamente desorganizado taticamente e de recomposição lenta (Foto: Captura de tela)
O JOGO

Waldemar escalou o time com 5 mudanças em relação ao time que perdeu para o Internacional em Porto Alegre, em um 4-2-3-1 e que se defende num 4-4-2 e é tão mal treinado que aparece um 4-2-4 com as linhas bem distantes. O Paraná vinha abalado depois de cair na copa do Brasil, começar mal a série B e após a trágica morte de um jogador que estava no elenco atual. 

O início com um gol logo cedo após uma falha horrível do goleiro Richard, que tentou sair jogando, dava indícios de que o Náutico poderia enfim vencer o seu primeiro jogo na Série B. O time abriu o placar com Vinicius, que mostrou categoria dando um chapéu no defensor e fuzilando a meta de Richard, agora tem dois gols em dois jogos. E logo após o gol alvirrubro o Paraná empatou em um belo chute de fora da área do Minho.

O Paraná é um time que joga com muita intensidade e controlou a bola durante o primeiro tempo inteiro, mas as ações foram equilibradas.

No segundo tempo Waldemar trocou Gerônimo por Iago, que fez outro bom jogo na ponta esquerda. Os dois times passaram a atacar, principalmente o Náutico que precisava sair da lanterna. O time foi melhor no segundo tempo e perdeu um caminhão de gols, errando muito no último passe, isso piorou quando entrou Esquerdinha no lugar de Giovanni, ele parecia sem ritmo e errou muito. Reclamou-se de um pênalti não marcado em Erick.

O time pernambucano merecia a vitória, fazendo talvez o seu melhor jogo na série B, mostrando pequenas melhoras. Daí que veio o castigo, o Paraná virou o jogo em um contra ataque com os zagueiros do Náutico saindo para dar combate e errando os dois, Robson virou o jogo para a equipe visitante e afundou o Náutico de vez na série B.
A sala de imprensa ficou assim depois do jogo Waldemar se recusou a dar entrevista coletiva (Foto: Náutico)
Um dia após o jogo foi confirmada a demissão do senhor Waldemar e a contratação de Beto Campos, atual campeão do Gauchão pelo Novo Hamburgo. Na próxima rodada, o Náutico joga contra o Boa Esporte, no sábado (17), às 16:30, fora de casa. 

FICHA TÉCNICA:
NÁUTICO 1 X 2 PARANÁ
Local: Arena Pernambuco, São Lourenço da Mata (PE)
Data: 13 de junho de 2017, terça-feira
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido R de Souza - SP (CBF)
Cartões amarelos: Jeanderson e Erick (Náutico); Leandro Vilela e Jhony (Paraná)
GOLS: NÁUTICO: Vinícius, aos 05 minutos do primeiro tempo
PARANÁ: Minho, aos 08 minutos do primeiro tempo e Robson, aos 46 minutos do segundo tempo

NÁUTICO: Thiago Cardoso, Joazi, Aislan, Feliphe Gabriel, Jeanderson, Amaral, Renan Paulino, Giovanni (Esquerdinha), Erick, Gerônimo (Iago), Vinícius (Alisson). Técnico: Waldemar Lemos
PARANÁ: Richard, Cristovam, Wallace, Brock e Igor; Leandro Vilela (Jhony), Gabriel Dias, Minho e Guilherme Biteco; Robson e Felipe Alves. Técnico: Cristian de Souza

Por: Victor Tadeu

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