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Arame liso

O jogo foi até interessante, não foi uma partida ruim para ambos os times, mas as equipes se contentam com menos do que podem oferecer, tanto Cruzeiro quanto Flamengo, não só com relação a resultado. Aliás, não entendo certo conformismo com um empate e falta de ambição de lado a lado. Os dois times poderiam demonstrar mais.

Foto: Staff Images / Flamengo
O Cruzeiro foi para o jogo com uma estratégia que até funcionou bem em tese, que era de esperar o Flamengo o que proporcionaram uma menor posse de bola, obviamente. Falando de estatísticas, o Flamengo teve mais posse de bola que seus adversários em 11 jogos, sendo que em um só conseguiu mais de 60% de posse, contra o Atlético-GO. Todos os outros jogos a posse ficou entre 51 e 59% e contra o Cruzeiro foram 59,7%, praticamente 60% talvez muito pela postura do time mineiro que em muitos momentos do jogo deixou a bola com o Flamengo e se fechou pra tentar sair rapidamente e agredir num contra ataque. Criou boas situações e poderia ter vencido o jogo, que em minha opinião eles estiveram mais próximos da vitória. Porém, o time do Mano Menezes pode mais e o Flamengo ainda mais.

O que falar de uma equipe que teve uma única finalização certa o jogo inteiro? É o famoso arame liso que não machuca ninguém. Tem a bola, trabalha, mas cria pouco e produz muito pouco ofensivamente. O time do Zé Ricardo deveria apresentar mais, especialmente pelo farto plantel de qualidade que ele tem em mãos. Mas continua muito abaixo do esperado. Vale registrar também que é o segundo jogo seguido que o Mais Querido leva gol com falha do zagueiro Rafael Vaz: Contra o Grêmio falha dele e Márcio Araújo e foi assim contra o Cruzeiro, foi Vaz o responsável pela marcação do Sassá que na primeira bola entrou no meio da zaga e fez o gol do empate do Cruzeiro.

Foto: Staff Images / Flamengo
Zé Ricardo tem tempo de trabalho, está a mais de um ano no comando do Rubro-Negro. Numa época que tanto se critica o futebol pela ânsia imediatista por resultados em que os treinadores são contratados e demitidos muito rapidamente sem conseguir colocar em prática seu trabalho, Zé teve tempo pra ajeitar o time. Acho que é possível ser melhor se o time tem conjunto, tem aproximação, tem sempre alguém dando opção pra receber a bola, pra dar um passe e com jogadores de habilidade. Aí que tá a pressão em Zé Ricardo. Não dá pra saber muito bem o que o time dele pretende. Ter a posse de bola e se impor através dela? Não parece. Porque além de ser uma posse de bola tão avassaladora o time ainda não tem jogadas típicas de um time que traduz a posse em finalizações e gols. O time não tem uma identidade muito definida e não tem motivos pra não ter.

Zé não está demonstrando maturidade como técnico para conseguir lidar com esse momento: Flamengo, cobrança obviamente monstruosa, elenco muito rico e ideia de jogo. Mas não quer dizer que ele tenha que ser demitido. Não defender a demissão do Zé Ricardo não significa que ele não possa ser criticado. Essa é a grande questão. O Mais Querido encara o Palmeiras na próxima rodada num confronto direto na ponte de cima da tabela.

Vamos Flamengo!

Por: Matheus Morais
Twitter: @danosmorais_
Instagram: @danosmorais

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