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Ineficiência e empate contra um time covarde

Covardia! É a melhor palavra para definir o Botafogo. Ineficiência! É a melhor palavra para definir o Atlético. Pouco jogo e muita catimba desde o primeiro minuto por parte do fogão, que irritou a todos, torcedores, jogadores e no final até mesmo a arbitragem. Muitas chances e muito desperdício por parte do Atlético. O Furacão não foi um time primoroso, mas ao menos foi aguerrido, melhor colocado taticamente, melhorou muito a marcação e a armação de jogadas, mas o arremate final, esse sim deixou a desejar outra vez.

O Atlético já foi metendo pressão. Logo aos 5’ Sidcley cruzou, Pablo cabeceou para boa defesa de Jefferson. Visivelmente todas as linhas estavam adiantadas e a ideia era ser incisivo no ataque. O time acertava os passes, comandava o jogo e tinha posse superior de bola, algo em torno de 65%. O Botafogo apelava constantemente para a catimba parando e moderando a pressão. Apesar disso, bola na área só aos 17’, e daí vem à questão ineficiência, não havia aproveitamento algum. Chegava, pressionava, mas sem ser eficaz.

Chance real mesmo só aos 24’ com Sidcley, que tentou de direita e a bola passou perto. O Botafogo chegou só aos 25’ em chute que Weverton só acompanhou. Enquanto isso a catimba botafoguense seguia irritando a torcida, a arbitragem fazia vistas grossas. A catimba apagava o fogo do Furacão que demorava para pegar no tranco novamente. Lucho seguia impecável no jogo, desarmando, armando, correndo, marcando, roubando bola, incansável e até mesmo chamando atenção do General em certo momento do jogo e ao lado dele ainda podemos apontar a excelente partida de Thiago Heleno e Otávio.

Foto: Marco Oliveira/Site Oficial
Aos 30’ em um contra-ataque fulminante, Jonathan não alcançou a bola e acabou sentindo. Teve que ser substituído por Cascardo e parte da ofensividade por aquele setor sumiu. O Atlético então começou a cair de produção. 34’ e Eduardo Henrique recebeu um bolão na entrada da área, mas na hora de arrematar bateu fraco, fácil para Jefferson. Nikão começou a perder rendimento, se ele estivesse em uma noite mais inspirada o time teria mais força ofensiva.

Alguns erros de passes começaram a aparecer e certo nervosismo começou a tomar conta dos jogadores e claro, como sempre acontece em quase todos os jogos, a torcida não perdoa um erro sequer e começaram as primeiras vaias. Ressalto novamente a Fanáticos que tentava de todas as formas abafar. O primeiro tempo acabou com uma pequena parte da torcida querendo vaiar, eu disse querendo, porque muitos torcedores começaram a se indignar e sobre isso falarei no final do texto.

Segundo tempo começou e o Furacão tentou novamente furar a retranca e aturar a catimba cada vez maior. Era mais bola parada que rolando, cai-cai o tempo todo, insuportável. Mas a paciência da torcida acabou cedo demais também e convenhamos, deixou a equipe muito mais nervosa. O time não estava àquela maravilha, mas não estava mal, era um jogo de paciência. Aos 5’ Nikão lançou Sidcley que escorregou. Algo normal, acontece, mas aquele torcedor somente de vitórias não perdoou e começaram os xingamentos, as vaias, tocaram o terror.

Foto: Marco Oliveira/Site Oficial
Claro que os jogadores sentiram, era cedo demais, em vez de jogar a favor parte da torcida começou a jogar contra e se irritou a parte da torcida que queria ver apoio, imagine aos jogadores. A entrada de Ederson no lugar de Coutinho deu novo ânimo, o time ficou mais ofensivo, mas ainda sem eficácia. Pablo corria, lutava por cada bola, marcava a saída, mas o time quase não oferecia perigo a meta de Jefferson. Ou seja, parecia um lobo em volta do galinheiro, só rodeava, assustava, mas não entrava. Começaram os levantamentos na área que nada rendiam.

11’ minutos e Weverton que já havia feito uma saída espetacular no primeiro tempo, repetiu a dose levantando a torcida e evitou o contra-ataque alvinegro, mas Eduardo Henrique fez lambança e entregou de presente, por pouco o Botafogo não marcou. Deste ponto em diante erros e mais erros. A afobação tomou conta da equipe e nada mais deu certo. Eduardo Henrique errava seguidamente e acabou se machucando dando lugar a Guilherme que entrou e fora de ritmo de jogo quase nada produziu.

Nikão errava muito e a esta altura o Botafogo chegava com mais força, sentindo que poderia vencer o jogo devido às seguidas bobeiras e erros de passes do Furacão. Aí está um antigo problema, poucos erros de passe no primeiro tempo e o Atlético atacou mais, muitos erros de passes no segundo tempo e foi mais atacado. Com isso, Lucho que não aguentava mais correr, era sobrecarregado bem como Otávio, Paulo André e TH que se viravam como podiam. Aos 33’ a grande chance, Nikão desferiu um petardo, Jefferson espalmou e Ederson entrou para completar, mas Victor Luiz chegou para cortar evitando o gol.

Foto: Marco Oliveira/Site Oficial
A torcida levantou, vibrou, mas a bola não entrou. Lucho estava visivelmente cansado e desgastado, mas não desistia do combate e aos 37’ levou cartão amarelo, matou um contra-ataque alvinegro corretamente. Aos 39’ Emerson Santos foi expulso por entrada dura em Sidcley. O Furacão foi definitivamente para cima e tentou no abafa marcar o gol, ofereceu o contra-ataque ao Botafogo que também não aproveitou. A última chance foi de Otávio que arriscou de fora, a bola passou perto. Com tantas paralisações o acréscimo de 6 minutos foi pouco.

Quanto aos jogadores, Weverton bem e retomando a confiança. Paulo André e TH voltando a ser aquela dupla de zaga forte e temida. Jonathan estava bem, se machucou novamente, faz falta e o time muda sem o apoio dele na direita. Cascardo entrou, não rendeu tanto, ainda é limitado, mas por outro lado não comprometeu. Sidcley correu, lutou, mas esteve abaixo de outros jogos, errou vários passes, tem que prestar mais atenção. Otávio sendo Otávio. Eduardo Henrique, fraco, errou muito, desatento. Guilherme sem ritmo entrou na fogueira.

Nikão, mesmo não jogando metade do que sabe e do que pode, ainda assim a grande chance do jogo surgiu nos pés dele, é um jogador que pode surpreender em um único lance. Coutinho só correria. Ederson tentou, quase marcou, é outro que em um lance pode resolver. Pablo subiu de produção, correu muito, principalmente nos últimos 20 minutos, ajudou a combater e se via ele em vários espaços do campo tentando algo. Lucho o melhor em campo disparado e como sempre essencial a equipe. O mais importante é que a equipe subiu de produção, esperamos que esse crescimento continue e que as vitórias venham.

Em tempo: Tirinhas valiosas

Quanto à torcida, nota-se uma clara divisão no estádio entre torcedores Atleticanos. Aqueles que apoiam do começo ao fim e aqueles que o tempo todo vaiam, começam o jogo vaiando e terminam vaiando. Até alguns jogos atrás isso até passava despercebido pela maioria, mas agora começam a surgir os primeiros bate bocas nas arquibancadas, principalmente por parte daqueles que, acertadamente, acham que vaias devem ser guardadas para o final. Não está muito distante de termos em breve confrontos entre torcedores do próprio Atlético na Baixada.

Para aqueles que dizem que nada presta no Atlético vai uma sugestão: Arrendem o Pinheirão, criem um novo Atlético para vocês, pode ser o CAPN - Clube Atlético Paranaense de Novo ou o CAPO - Clube Atlético Paranaense Oposição. Assim vocês poderão ter tudo aquilo que tanto querem. Arquibancada de concreto, time pequeno, podem colocar cadeiras nas cores que vocês desejarem, gramado do jeito que quiserem, contratar até o Messi e o Cristiano Ronaldo, poderão voltar com as camisas com listras horizontais para não terem mais que aturar as camisas que vocês não gostam.

Poderão contratar uma gestão de marketing que os satisfaçam, além de eleições anuais e até trimestrais, plano de sócios superbaratos e até gratuitos, não precisarão locar o estádio para eventos, afinal vocês conseguem bancar as contas do clube com o que tem nos bolsos. Quando o Atlético necessitar poderão emprestar o estádio para o clube e receber por isso ainda. Se bem que continuaremos com algo em comum, nós com eventos como vôlei, por exemplo, e vocês com o polo aquático. Só mais uma dica: Se precisarem, quando chover, podem utilizar as lonas dos circos que costumam acampar ao lado do Pinheirão como teto retrátil, afinal cairá bem pra vocês!

Por: Robson Izzy Rock @Robson_IzzyRock

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