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Montella: péssimas escolhas, falta de jogo coletivo e incapacidade de tirar o melhor dos jogadores

Depois do sacode sofrido em Roma que levou ao abandono do 4-3-3 por parte do Montella, ainda que sem empolgar, mas com resultados positivos as coisas pareciam andar, porém, já havia alertado que a qualidade dos adversários poderia mascarar a real evolução do time. Embora não goste da ideia dos três zagueiros, entendi o fato de minimizarem a perda do Conti, mas adverti quanto à falta de proteção no meio, que mesmo povoado, constantemente se mostra exposto. Biglia não é um exímio marcador e Kessié que deveria ajudá-lo a "carregar o piano", parece ter dado ouvidos à euforia da torcida em torno do seu futebol, já alguns torcedores veem nele uma mistura de Pogba/Yayá Toure. Ele acreditou e mesmo com a correria, disposição e força sendo seus pontos fortes, a confiança em alta faz com que tente ser o cérebro do meio campo pouco imaginativo rossonero. Função para a qual visivelmente não possui qualidade técnica.

Fonte: Calciomercato
 
A própria crítica ao Kessié também pode ser creditada à desorganização do time e à falta de funções definidas, um jogador de condução de bola e chegada de trás como ele, não pode ser o responsável pela armação de jogadas, principalmente em um elenco que conta nomes como Bonaventura e Çalhanoglu, que se escalados juntos podem dividir a armação e fazer com que Kessié volte à função de elemento surpresa em que se destacou pela Atalanta.

Com receio de um eventual descontentamento de um dos zagueiros que ficaria no banco no 4-3-3, Montella abre mão de qualidade no meio e sacrifica jogadores que vinham bem no antigo esquema. Entendo que eventualmente pode haver alteração na formação, mas por que diabos manter os três zagueiros quando Zapata é opção? Na ausência do Musacchio não seria melhor colocar um jogador criativo para agredir o adversário? E de que adianta gastar 300 milhões se no momento do aperto, o treinador escolhe Borini para mudar o panorama de um jogo? Além de tirar mais do time coletivamente, o Montella precisa melhorar suas escolhas iniciais e substituições, já que às vezes ele parece não assistir o mesmo jogo que a torcida, e não me importa se o fará com dois ou três zagueiros. Fato é que com as peças que temos é inadmissível que o goleiro da Sampdoria volte para casa com o uniforme cheirando à lavanderia.

Eu sei que ainda estamos em setembro, mas o time já deveria mostrar mais. Não se vê a mão do treinador de fato nas ações do time. Ter mais de um esquema para jogar é um avanço em relação ao Montella do ano passado, mas ainda é pouco. Não se vê compactação, marcação alta, triangulações e outros conceitos básicos e fundamentais para jogar em alto nível no futebol atual, o time abusa dos lançamentos longos e das tentativas individuais de Kessié e Suso, o segundo muito prejudicado na nova forma de jogar do time.

O Montella deveria se preocupar até mesmo com a continuidade de seu trabalho, já que nas duas partidas que servem de parâmetro para alguma coisa  (e olha que a Sampdoria não assusta ninguém) as atuações foram pífias. E o pior, com poucas rodadas os adversários diretos pela vaga à Liga dos Campeões já começam a se distanciar.
Diretoria e torcida não terão a mesma paciência da última temporada, já que agora a muleta de falta de qualidade no time não poderá ser mais utilizada, é função dele arranjar espaço e fazer com que os jogadores rendam em campo. Na próxima semana receberemos a Roma, o Montella terá mais uma chance de mostrar que seu time não é grande apenas contra os nanicos da Liga da Europa.

Por Gil Costa

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